Artista faz escultura da cabeça de Hunter S. Thompson caracterizada no filme Medo e Delírio em Las Vegas

Com o dobro do tamanho de uma cabeça humana, com o óculos e o pescoço refletindo o mundo em velocidade, um estranho busto com um chapéu imenso, segurando seus cigarros entre os dentes, é uma obra do artista de efeitos visuais Kevin Kirkpatrick.

‘Eu queria que a escultura chegasse o mais próximo possível do poster do filme Medo e Delírio em Las Vegas, que é basicamente uma imagem distorcida do filme.

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Bastidores de Medo e Delírio em Las Vegas

O Documentarista Wayne Ewing passou quase vinte anos filmando Hunter S. Thompson para seu documentário de 2003 “Café com Hunter”.
Aqui, ele montou uma pequena mostra que acompanha Hunter em sua viagem a Hollywood para uma participação especial em Medo e Delírio em Las Vegas (Fear&Loathing Las Vegas) de Terry Gilliam
Johnny aparece em várias partes, inclusive no Chateau Marmont, suite 59 onde Hunter estava hospedado.


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Carta de Hunter a Johnny -1999 ou 2015?

Johnny está filmando Piratas do Caribe 5 na Austrália, onde tem sido vítima de implacável perseguição de uma imprensa da pior qualidade. Além disso, vem sofrendo nas mãos de autoridades em busca de seus quinze minutos de fama às suas custas, da forma mais grosseira possível. Isto me fez lembrar de Hunter S. Thompson, o grande jornalista e amigo querido de Johnny.

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Fui atrás de uma pequena carta ( ele chamava de memorando), que Hunter Thompson escreveu para Johnny, após o episódio ocorrido em Londres entre Johnny e os paparazzi, quando eles tentaram fotografar Vanessa grávida.

A carta está no livro “Hunter S. Thompson – Reino do Medo – Segredos abomináveis de um filho desventurado nos dias finais do século americano.”, publicado em 2003, uma colagem de artigos, cartas e entrevistas amarradas por relatos e comentários inéditos. Johnny aparece em alguns momentos, como neste.

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Um funeral mais que especial – JD e The Ginger Man

Johnny Depp possui um fino senso de humor, sutil, elegante e muito peculiar.

Suas respostas e observações emitidas por ocasião de entrevistas, carregadas de ironia e sinceridade desconcertantes, muitas vezes são mal interpretadas ou utilizadas de forma desvirtuada por certo tipo de imprensa ou redes sociais.

Em novembro de 2011, em entrevista à revista alemã TV Movie, divulgando o filme The Rum Diary, Johnny comentou sobre o funeral do amigo Hunter Thompson, que ele patrocinou em agosto de 2005, e como desejaria que fosse seu próprio funeral, disse:

“Talvez eu pudesse ir em um barril de uísque e todos poderiam tomar um gole… Hunter sempre sonhou com uma maneira especial para ir. Ele queria ser disparado de um canhão construído pelo próprio esforço. Brilhante! Então eu construí um enorme canhão depois de sua morte em 2005, e disparei suas cinzas para o céu”.

Isto bastou para que volta e meia alguma página do Facebook ou outras mídias, coloquem a frase em discussão, como se houvesse necessidade de aprovação ou não, seguida de inúmeros comentários grotescos sobre alcoolismo.

Como estas pessoas desconhecem a instrução ampla e variada de Johnny, e seu amor pelos livros, não sabem que esta frase remete a um de seus livros preferidos, The Ginger Man – de J.P.Donleavy, publicado no Brasil com o título “Um Safado em Dublin”, pela L&PM Pocket.

Ver Coleção Essencial de Johnny Depp aqui

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No livro, em sua página final, o personagem Sebastian Dangerfield diz:

“Quando eu morrer quero me decompor num barril de vinho do Porto e fazer com que depois seja servido em todos os bares de Dublin. Gostaria de saber se descobririam que era eu”.

Ao discorrer sobre sua coleção essencial, Johnny disse a respeito deste livro:

“As aventuras de um incorrigível Sebastian Dangerfield. Rebelde, voluntarioso e totalmente desonesto. Esta lírica, cômica maravilha foi me apresentada por Hunter. Todo homem deveria ler esse livro e gastar pelo menos uma noite de sua vida representando sem remorso este horror de um indivíduo!”.

E Johnny é tão apaixonado por este livro, que há 16 anos ele vem tentando trazê-lo para a vida, como gosta de dizer, ou seja, adaptá-lo e transformá-lo em um filme. O processo, entre idas e vindas, teve início em 1998, quando ele foi a Dublin negociar um roteiro com Donleavy, num projeto que envolvia o músico Shane Macgowan, porém sem sucesso. Em 2005, houve relatos de novas discussões e Johnny chegou a encontrar-se com Donleavy nas comemorações dos 50 anos de lançamento do livro.

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Em 2006, as coisas voltaram a tomar forma, com Johnny escolhendo o diretor Laurence Dunmore (The Libertine) para a empreitada.

Com o sucesso de Piratas do Caribe e os inúmeros compromissos, o projeto perdeu força, porém, no verão de 2008 Johnny retornou à Irlanda e em 2009 Donleavy declarou estar com esperanças de que tudo desse certo e em 2011, Johnny disse à Fox News que ainda tinha toda a intenção de fazer este projeto, que este era um sonho que gostaria de realizar antes de sua aposentadoria.

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Finalmente, em 03 de novembro de 2013, quando estava filmando Mortdecai em Londres, Johnny voltou à Irlanda e se encontrou novamente com J.P.Donleavy. Desta vez o encontro ocorreu em um almoço no “Weirs Bar and Restaurant”, em Multyfarnhan, um autêntico Pub Irlandês.

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Johnny e a família dos proprietários do Weirs Bar and Restaurant

Isto apenas vem confirmar que o projeto continua vivo, e que talvez em breve tenhamos a oportunidade de finalmente ver este personagem ganhar vida nas telas.

Donleavy, que nasceu em Nova York no ano de 1926, mudou-se para a Irlanda depois da II Guerra Mundial e até hoje mora em uma fazenda em Levington Park, há 50 milhas de Dublin, onde continua escrevendo sempre a mão. The Ginger Man chegou a ser censurado-e banido nos EUA e na Irlanda – por ser considerado obsceno, mas hoje está na lista das 100 melhores novelas da Modern Library. O personagem principal de Donleavy, o fascinante canalha Sebastian Dangerfield, foi inspirado em um amigo americano do escritor: Gainor Stephen Crist.

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The Ginger Man é o romance picaresco que faz todos pararem. Vigoroso, violento, loucamente divertido, ele é a malemolência da malandragem, uma clamorosa canção cômica sobre sexo. Um crítico na Inglaterra – onde o livro teve um sucesso surpreendente – o chamou de “uma contribuição inequívoca para o tema dos “jovens homens furiosos”“. (Dorothy Parker- em 1958 para a Revista Esquire).

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Como costumamos dizer, todas as palavras e comentários de Johnny Depp têm um sentido, uma ligação, uma motivação muito além das simples palavras.
Rosa Maria.

O amigo Hunter S. Thompsom

Hoje é dia do amigo.
Johnny tem tantos amigos especiais, que fica difícil escolher apenas um para destacar hoje. E também não seria possível falar de todos.

Eles são especiais, não por serem celebridades, mas sim pela lealdade, fidelidade, constância, estabilidade na amizade que Johnny alimenta por tantos anos.
Se realmente são fiéis e dignos dessa amizade, não temos como saber. Mas uma coisa é certa: Por seu lado, Johnny é aquele que sabe ser amigo. São muitas as histórias de sua dedicação, generosidade, parceria, resgates…

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Hunter S. Thompson já foi embora, mas deixou grandes lembranças. Não vamos aqui fazer sua biografia nem detalhar sua vida. Já temos bastante notas sobre ele neste blog. Hoje apenas vamos lembrar esta amizade que durou quase uma década, e deixou marcas em JD.
Nesta entrevista em 2011, Johnny fala sobre o amigo:

Larry King: Outro homem incrível na vida de Johnny, Hunter S. Thompson. Aqui ele nos mostra uma carta e um cheque. Algo que recebeu após Hunter ter perdido uma aposta na copa do mundo de 1998. Johnny se tornou amigo de Thompson antes de filmar “Medo e Delírio em Las Vegas”. Foi uma amizade que durou por anos e que o levou até seu mais recente filme “The Rum Diary”.

(Vale destacar aqui que estamos envolvidos nesta aposta. rsrsr Hunter apostou que Brasil ganhava a copa de 98 e o JD apostou na França. E ganhou).

Certo, falaremos de Hunter. E de sua amizade com ele. Você encontrou o “livro” sobre “The Rum Diary”, certo? Ele nunca escreveu o livro.

Johnny Depp: Não, não. Eu descobri o “livro”. Foi quando eu estava fazendo a pesquisa para “Medo e Delírio”, e eu estava vivendo em seu porão, e eu de repente encontrei esta caixa. Enquanto nós olhávamos o manuscrito de “Medo e Delírio” eu vi essa pasta.

“Rum Diary” em sua mão. Eu pensei, uau, o que é aquilo? Então nós começamos a ler, sentados no chão de pernas cruzadas. Lendo essa coisa incrível. E ele ficou tipo, “meu Deus, isso é muito bom, não é?” Sim, é muito bom, Hunter.
Você sabe o que está fazendo? Então eu touxe a ideia de, você sabe, ele costumava me chamar de “Coronel”. Coronel Depp. Como um Coronel, nós precisamos produzir isto. Nós iremos produzir isso juntos. Será nosso — então esse era o plano.

Larry King: Ele sabia que você iria fazer o filme? Read More