On the Road – parte 2

Esta é a segunda parte do post anterior sobre o livro On the Road, Jack Kerouac e a Geração Beat, gentilmente escrito pela Ro, do fórum DL, a nosso convite. Então, como Johnny Depp, vamos colocar o pé na estrada e conhecer um pouco mais sobre este movimento literário americano.

O AUTOR Jack Kerouac

Há tanto o que se dizer sobre o autor e a “Geração Beat” que não terei a pretensão sequer de tentar sintetizar.

Aqui somente algumas noções para nortear a obra abordada.

Jean-Louis Lebris de Kerouac, nascido em 12 de março de 1922 e falecido em 21 de outubro de 1969, mais conhecido por Jack Kerouac, era norte-americano, de origem franco-canadense.

“… a busca por uma nova forma de dizer as coisas foi incansavelmente perseguida, de maneira metódica e consciente por Jack Kerouac mais do que qualquer outro escritor beat, através de seu experimentalismo literário. Ele rejeitava a literatura mais intelectual vigente,(…) Seu método de criação tinha muito em comum com a maneira de W. B. Yeats escrever sob transe, de Charlie Parker improvisar no seu sax, e de Jackson Pollock executar sua pintura de ação.” (Caderno Cultural)

Allen Ginsberg sobre Kerouac:

“Eu não conheço outro escritor que teve influência tão produtiva quanto Kerouac, que abriu o coração como escritor para contar o máximo dos segredos da sua própria mente”.

   

A GERAÇÃO BEAT


Hal Chase, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William Burroughs. Columbia University, NYC – 1944

Foi em San Francisco, no dia 7 de outubro de 1955, que aconteceu o evento que identificaria o movimento beat, quando um grupo de poetas desconhecidos resolveu desafiar o que era convencional e fizeram um recital gratuito, desafiando uma época de repressão moralista, de guerra fria e caça aos comunistas. Em meio a tantos, Allen Ginsberg, aos vinte e nove anos, recitou neste dia, pela primeira vez em público, aquele que é considerado até hoje, o poema mais famoso e representativo de toda contracultura beat, “Howl for Carl Solomon” (Uivo). Read More

On the Road

On The Road – Pé na estrada – Jack Kerouac

“Um dia ele (irmão de Johnny) me deu um livro que se tornaria como um Corão para mim. Uma brochura com orelhas, surrada e manchada com Deus sabe o que. “On the Road”, escrito por algum imbecil com um nome estranho de sapo que era quase impronunciável para a minha língua na adolescência, que tinha encontrado seu caminho a partir da prateleira do meu irmão mais velho até as minhas gananciosas garrinhas. (…)
“On the Road” foi uma mudança de vida para mim.”
“Já O “Uivo” de Ginsberg me deixou balbuciando como um idiota, surpreendeu-me que alguém poderia regurgitar tal honestidade para o papel”.Johnny Depp

Sobre “Uivo”, ja temos aqui um belo post em páginas anteriores, assim como outros escritores e obras marcantes na vida de Depp.
Ha tempos estou atrás de On the road, e só consegui o livro ha pouco tempo. Poderia escrever este post sobre ele, mas não tão bem quanto alguém que já leu várias vezes e como ela mesma diz, é uma leitura que não termina quando o livro acaba. E ela foi além… e além assim como Johnny fez.

Então, tive a feliz idéia de convidar a “Ro” do fórum DL para escrever este post e claro eu não poderia esperar menos. Mesmo “enxugando” ficou tão grande, que sugeri fizéssemos em duas partes.

Hoje apresentamos a primeira parte que fala sobre o livro e daqui a dois dias publicaremos a segunda parte (imperdível) sobre Jack Kerouac e a Geração Beat.
O momento é apropriado considerando que foi lançado o filme recentemente dirigido pelo brasileiro Walter Salles.

Ro:
Com o objetivo de entender porque este livro havia encantado a Johnny Depp, iniciei a leitura sem sequer ler o epílogo (prefiro ser surpreendida), esperando uma sedutora aventura de jovens mochileiros pedindo carona pelas estradas desérticas dos Estados Unidos, com relatos até ingênuos de uma época remota, onde os riscos e perigos da estrada pareciam não existir e cujo encanto terminou no final dos anos 70.

O que encontrei foi um momento efervescente, com mentes que não sossegavam, em uma viagem cuja trajetória foi descrita em prosa irreverente, fluida e livre, como eu não poderia imaginar para a época em que foi produzida.

Com a certeza que deveria ter lido há pelo menos 30 anos, voltei ao epílogo e depois fui buscar informações sobre o autor Jack Kerouac e sua geração inquieta, a Geração Beat.Read More