Johnny republica livro de Jonathan Shaw

Johnny Depp republica o livro do tattoo artist Jonathan Shaw , “Narcisa: Our Lady of Ashes”, através de sua editora Infinitum Nihil parceira da HarperCollins , em março!
Jonathan postou uma mensagem ao amigo considerado irmão, após ler na mídia um artigo sobre o assunto:

“Só me deparei com isso enquanto surfando as ondas da Internet hoje… Obrigado por compartilhar!!!!

Realmente, eu devo dar maior graças ao meu querido irmão-por-outra-mãe, Johnny Depp, por seu inestimável incentivo e apoio. Desde o primeiro dia que leu a edição original de Narcisa e me falou do seu desejo de republicar o livro pelo seu novo selo com HarperCollins, a centelha de esperança que acendeu em meu coração muitas vezes era a única luz para me guiar através do processo assustador de trazer este trabalho novo, revisado para conclusão.

Ao longo dos anos, ele tem desinteressadamente compartilhado sua casa, o coração e o patronato com um escritor lutando. Johnny é um “modern-day ” Medici, um benfeitor da antiga para o subterrâneo, o oprimido e os despossuídos. Para essas qualidades angelicais, com alma e por sua amizade leal, visão, generosidade, amor e eterna crença em meus humildes esforços, estou eternamente em débito com você. -JS”

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Just came across this while surfing the Internet waves tonight… Thank you for sharing!!

Truly, I must give major thanks to my dear brother-by-another-mother, Johnny Depp, for his invaluable encouragement and support. From the day he first read the original Heartworm US edition of Narcisa and told me of his wish to republish the book under his then-in-the-works imprint with HarperCollins, the spark of hope he lit in my heart was often the only light guiding me through the daunting process of bringing this new, revised work to completion.

Over the years, he has selflessly shared his home, heart and patronage with a struggling writer. Johnny is a modern-day Medici, an old-school benefactor to the underground, the underdog and the dispossessed. For those angelic, soulful qualities, and for his loyal friendship, vision, generosity, love and undying belief in my humble efforts, I am eternally in his debt. – JS

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No prefácio do livro de Jonathan, NARCISA – OUR LADY OF ASHES, Johnny diz:

“Finalmente, depois de vinte anos de bajulação, adulação, debates, e básicas alfinetadas da minha parte, meu velho salafrário irmão, Jonathan Shaw pôs sua caneta no papel, arrastando e fatigando-se de virulentas e violentas alucinações de seu maldito cérebro. Esperei muito por isso. Então, seja quem for você, acredite em mim. Se você não o conhecia antes, agora vai conhecer. Se você não queria conhecer, azar seu. Uma vez que ele entra na sua mente, ele fica. As palavras de Jonathan Shaw, o trabalho, a vida, as vidas, as mortes, os esbravejos, a raiva, a alegria fica entre os melhores da arte moderna. Se Hubert Selby Jr., Charles Bukowski, Ernest Hemingway, Jack Kerouac, William Burroughs, Neil Cassady, Dr. Hunter S.Thompson, O Marquês de Sade, Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Edward Teach, Charley Parker, Iggy Pop, Louis-Ferdinand Celine, R. Crumb, Robert Williams, Joe Coleman, Dashiell Hammett, E.M. Cioran e todos os Três Patetas tivessem se envolvido em uma oleosa, vergonhosa, maldosa orgia de puteiro, Jonathan Shawn seria, certamente, sua diabólica, reprovada criação.”

Jonathan é autor de 3 livros e podemos encontrar vários trechos deles em seu blog e página no facebook.

NARCISA – OUR LADY OF ASHES,
SCAB VENDOR: Confessions of a Tattoo Artist, e
LOVE SONGS TO THE DEAD.

Nenhum deles está publicado em português ainda. Mas estão a caminho. NARCISA – OUR LADY OF ASHES foi publicado em 2008 nos EUA, e foi um grande sucesso. O livro foi revisado e ampliado por Jonathan, além de uma sequência. A versão em português está sendo trabalhada.

Saiba mais sobre Jonathan Shaw e seu livro AQUI e AQUI
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La Luz de Jesus Gallery

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Clique na imagem para ampliar

La Luz de Jesus Gallery foi criada em 1986 em Los Angeles, Califórnia, com a ideia do empresário e colecionador de arte Billy Shire, que é considerado o grande responsável pela promoção de uma nova escola de arte em Los Angeles. As exposições são considerados pós-pop. O principal objetivo da galeria é trazer artistas underground e contra-cultura para as massas. Saiba mais sobre a Galeria clicando aqui.
A galeria é frequentada por artistas como Jonathan Shaw. que ao longo dos anos, além de fazer lançamento da edição original de Narcisa em 2009, teve muitas outras atividades lá – incluindo exposições de arte dele próprio e participando de outras exposições coletivas. Também tem feito e organizado eventos literários e leituras, com vários escritores “underground” que ele convida para lerem juntos.

Jonathan Shaw – Segunda parte

Oi pessoal, estou de volta para falar mais um pouco sobre Jonathan.
Já tivemos uma ideia no post anterior, agora vamos aprofundar mais na parte biográfica e sua arte.

Muito difícil resumir. Feliz por conhecer uma pessoa tão complexa, eclética, polêmica e tão “vivida” como ele. Não vou aqui detalhar sua vida cronologicamente, nem na sequência dos fatos, mas fazer uma abordagem geral.

No dia em que o encontrei, não o conhecia tanto quanto agora, confesso que se soubesse o que sei hoje, não teria tido coragem. Lembro-me quando estava na porta do Museu esperando por ele, e o vi de longe na frente da escadaria da Catedral vindo em minha direção, eu recuei. E por um momento pensei em fugir. Mas respirei fundo e dei um passo a frente. E enfrentei. Vocês não imaginam como isso foi difícil. Não estava indo ao encontro de um famoso só pra bater foto e pedir autógrafo. Eu estava indo para um combate de pensamentos, ideias, preconceitos, onde os dois lados queriam mostrar a que vieram.

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“On the road” por Florianópolis

Johnny sempre nos remete à pessoas interessantes. Cada amigo que ele “nos apresenta” encaixa mais uma peça no todo. Seus amigos sempre têm algo em comum: a fidelidade na amizade que atravessa décadas, a preferência pelo outside, sair dos padrões. Não seguem modas e tendências. São sempre “eles mesmos”, originais, amantes da arte underground, da literatura Gonzo, críticos e, ao contrário do que suas aparências geralmente insinuam, são pessoas humildes, doces e sempre engajadas em causas nobres. A maioria com infância ou adolescência tumultuada e que, por afinidade, se escoraram, caíram, levantaram.

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Jim Jarmusch, JS e Johnny Depp

Eram jovens, desconhecidos, batalhando pela vida. Nunca se largaram, a fama não interferiu na amizade. Acho maravilhoso o fato de caminharem juntos sempre e não deixarem ninguém para trás.

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Jonathan Shaw

Escrever sobre alguém que é escritor e sabendo que ele vai ler, é completamente insano.
Precisei de um tempo para colocar as ideias em ordem, respirar fundo, e vamos lá!

Usei a mesma coragem, ou a mesma insanidade quando o interceptei um dia em sua passagem “on the road” pelo sul do Brasil.
Senti que ele estava arredio e porque não dizer, nem um pouco interessado em conversar com alguém, que talvez não tivesse nada a acrescentar aos seus textos que estariam por vir.

Estar ligada a um fansite sobre JD só piorava as coisas. Mas mostrei a ele que através de Johnny abre-se um leque, e que ele nos leva aos grandes autores, músicos, artistas, livros… E a lista é enorme… E entre eles estava Jonathan.

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Digamos que até um “pudim de leite” usei como isca para convidá-lo a vir almoçar na minha casa. Golpe baixo, eu sei… Mas foi por uma boa causa.

Primeiro, um encontro na Praça XV no centro da cidade. Sentamos num banco e eu falava e falava. Eram tantos assuntos a abordar e tantos para ouvir.
Muito gentil, ele me ouvia, e indagava. Claro. Afinal o escritor está ali, e mesmo sem um teclado na mão, sua mente está trabalhando.

Que privilégio o meu. Ser contemporânea, e estar diante de uma pessoa tão rica de conhecimentos e experiências.

Não era o “amigo de Johnny Depp” que eu via. Eu esqueci isso.
Quem estava ali era alguém tão importante quanto, tão culto quanto, tão artista quanto.

Atenta, eu ainda conseguia observar sua figura. Sim, tive discernimento para observar algumas tatuagens em seus braços. Reconheci alguns acessórios, correntes, anéis. Mas foram vislumbres rápidos. A conversa era interessante, o tempo curto, a oportunidade única.

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(JS na minha casa, mostrando uns presentinhos que lhe dei)

Foi tatuador para ricos e famosos, e ao mesmo tempo atendia os excluidos, e os que tinham poucos recursos.

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