Johnny Depp – Inside The Actors Studio

Em uma das poucas entrevistas que Johnny Depp já concedeu, até aquele momento, ele traz tanto sua excentricidade fascinante quanto sua devoção profunda e intransigente à arte de atuar junto aos candidatos ao mestrado da Actors Studio Drama School at Pace University – e aos espectadores do Inside the Actors Studio.

Episódio #8.19 James Lipton, Johnny Depp USA 8 September 2002

Johnny e o funeral de Hunter Thompson

Johnny deu vida a Hunter Thompson, o pai do jornalismo Gonzo, no memorável filme “Medo e Delírio em Las Vegas”(1998). Foram amigos íntimos, e Johnny o tem como um de seus mentores, sempre citando seu nome e influência em seus trabalhos e sua vida. Quando Hunter faleceu em 2005, Johnny realizou o sonho do amigo, que queria suas cinzas lançadas por um canhão nas terras onde vivia, no Colorado.

Este vídeo, postado dez anos após sua morte, mostra a cerimônia:

A Folha Online postou matéria na época, descrevendo em detalhes o acontecimento:

21 ago./2005 – As cinzas do lendário Hunter S. Thompson foram dispersas no ar, disparadas por um canhão no sábado, na sua casa do Colorado, como queria o excêntrico escritor, criador do “jornalismo gonzo”.

As cinzas do autor de Medo e Delírio em Las Vegas, que se suicidou no dia 20 fev./2005, foram lançadas por um canhão sobre um monumento em forma de punho gigante, um curioso projeto financiado pelo ator Johnny Depp, que interpretou Thompson no filme baseado no livro homônimo.

O lançamento das cinzas de Thompson aconteceu ao pôr-do-sol, seis meses após sua morte. Depp, Sean Penn e Jack Nicholson iriam prestigiar o evento.

“Creio que ele teve muita imaginação e este [funeral] sempre foi uma fantasia dele”, disse Troy Hooper, editor do jornal “Daily News”, de Aspen.

Depp financiou o monumento, de ferro, com 45 metros de altura e 2,4 de largura, construído ao lado da estação de esqui de Aspen, onde Thompson morava e se suicidou, aos 67 anos.

“Johnny iniciou este projeto pouco depois do suicídio de Hunter”, continuou Hooper. “Hunter havia mencionado a idéia de que seus restos fossem lançados ao ar por um canhão, e Johnny tem os meios e a logística para transformar esta ideia em realidade”, acrescentou.

“Ele [Thompson] queria que lançassem suas cinzas de um canhão. Creio que isso está escrito em seu testamento”, disse Hooper à agência de notícias AFP, pouco depois do suicídio de Hunter Thompson.

“Esse é o estilo de Hunter. É assim que ele gostava de fazer as coisas. Era fanático por fogos de artifício, explosões e qualquer coisa que fizesse ‘bang'”, acrescentou Hooper.

Leslie Odom Jr. fala sobre excentricidade de Johnny

A estrela da Broadway, Leslie Odom Jr., falou com o apresentador Andy Cohen sobre a personalidade excêntrica de sua co-estrela Johnny Depp e que coisa estranha ele disse no set de “Assassinato no Expresso do Oriente”.

Leslie, qual foi o momento mais mágico que você teve com Johnny Depp no set de Orient Express?

– O momento mais mágico que eu tive com o Johnny Depp no set? hum.. haha.. ele tem um senso de humor estranho.. quer dizer.. um senso de humor incrível. O Johnny, tipo o Johnny… porque ele passa… A maioria de nós temos a nossa vida normal e uma pequena parte dela em um set de filme, se você faz 4 ou 5 filmes por ano, você passa muito mais tempo em um set de filmagem do que tendo uma vida ‘normal’ então ele, pra ele não existe hierarquia, ele fala com qualquer um porque é tipo a casa dele. Então uma vez ele e o Josh entraram numa briga pra ver quem era mais próximo a Judi, quem é o queridinho da Judi?
Então o Josh falou ‘eu levaria a Judi mundo a fora e lhe mostraria coisas mágicas, o que você faria por ela?’ e o Johnny diz “eu a levaria para a prisão”
– Apresentador: pra prisão?
– Leslie: e nós não sabíamos o que isso queria dizer.
– Apresentadora: nossa, isso soa muito estranho Leslie, bem estranho!

Johnny sempre enigmático!

Tradução: Amanda Ciliberto para Depp Lovers.

Apoio sugerido? Ou apenas um sonho? Kate e Johnny.

Em 06 de Novembro de 2017, a VOGUE postou uma foto de Kate Moss em Londres, com uma pequena bolsa da nova coleção primavera / verão 2018 de Saint Laurent. A matéria fala sobre o diminuto tamanho da bolsa, e diz: “Usando-a para uma visita ao cinema no final da tarde, Kate combinou um longo casaco preto, imaculados tênis brancos e uma pashmina creme envolta em torno de seus ombros. (Vogue.co.uk)

A foto obtida ao lado do cartaz do filme “Assassinato no Expresso Oriente”, que havia estreado em Londres há apenas quatro dias, nos levou a imaginar que talvez Kate estivesse demonstrando apoio a Johnny. Poderia ser apenas uma coincidência? Sim, claro, poderia. Mas o coração de fã sente, ou sonha, que poderia ser um apoio.

Impossível não recordar o apoio que Johnny deu a Kate em 2005, quando ela teve problemas com drogas e sofreu com os ataques da imprensa:

“A primeira coisa que passou por minha mente era que eu estava preocupado com ela, esperando que ela estivesse bem e que ela e seu bebê estavam bem”, disse Depp, 42 anos, que namorou a supermodelo por quatro anos até 1998.
“Em segundo, estava ficando consternado e chocado com o tipo de ataques viciosos”, disse Depp em uma entrevista na sexta-feira num programa de TV da manhã britânica.
“Ela é super afiada, muito inteligente e tem um grande coração. Ela é uma boa mãe, e ela simplesmente é humana, e a imprensa não admite isso, e isso é imperdoável”.

(People – 2005)

Uma sugestão? Sonho de fã? Coincidência? Ou um apoio de fato? Fica a pergunta.

Os crimes de Grindelwald

Vamos nos preparar para entrar nesse mundo dos bruxos? Para a maioria do mundo Depp, isto é um novo mundo, e estamos felizes de entrar nele. Muitos mistérios, muitos enigmas e muita magia, ou como preferem, bruxaria.

As informações abaixo estão fundamentadas no site Pottermore.. Contém spoilers.

“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, segundo filme de uma franquia de cinco, chegará aos cinemas daqui um ano.
Finalmente foi divulgada uma imagem dos personagens principais e nele está o Grindelwald do nosso Johnny Depp e Dumbledore de Jude Law, além do nome do novo filme.

É chamado Fantastic Beasts: The Crimes of Grindelwald

Diretamente, o título diz que Grindelwald (Johnny Depp) será um grande foco no segundo filme, depois de ter sido desmascarado em Fantastic Beasts and Where to Find Them. Claramente, sua captura pela MACUSA não durará muito tempo, e Grindelwald ainda está atento a expor a comunidade mágica ao mundo trouxa.
Então, o que ele fará a seguir? Como o título sugere, não são coisas agradáveis. Grindelwald escapa a prisão e se concentra em reunir seguidores para sua causa. O que muitos de seus novos devotos não suspeitam é que sua verdadeira intenção é criar bruxos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos.

A fuga de Grindelwald das mãos da MACUSA deve ser mostrada, afinal, a presidente do Congresso Mágico, Seraphina Picquery (Carmen Ejogo), voltará a aparecer, assim como o supervisor de Tina, Abernathy (Kevin Guthrie). O bruxo das trevas possivelmente vai viajar para a Europa, para continuar seu reino de terror.
Pelos livros de Harry Potter, sabemos que a ascensão de Grindelwald representou uma era sombria para o mundo bruxo – parecido com a ascensão de Voldemort (Ralph Fiennes). Ou seja… tempos sombrios estão vindo.

O filme explorará a relação entre Dumbledore (Jude Law) e Grindelwald. Os dois eram muito amigos (talvez mais que isso) quando adolescentes.
Eles tinham mútuo interesse em buscar as Relíquias da Morte (a Varinha das Varinhas, a Pedra da Ressurreição e a Capa de Invisibilidade) e compartilhavam da crença de que os trouxas deveriam ser submissos aos bruxos. Entretanto, a amizade deles acabou quando o irmão de Albus , Aberforth (Ciarán Hinds), confrontou os dois. Isso porque um duelo entre os três resultou na morte da irmã caçula dos Dumbledore, Ariana.

A Varinha das Varinhas

Na imagem divulgada na última semana, Grindelwald é visto segurando a Varinha das Varinhas. Dos livros de Harry Potter, sabemos que o bruxo roubou a Relíquia da Morte do fabricante de varinhas Gregorovith.
As varinhas tambem apareceram numa foto: a Varinha das Varinhas, que agora sabemos pertencer a Grindelwald, e outra varinha, que pertence a Albus Dumbledore.

Jude Law interpretará Albus Dumbledore, uma versão mais jovem do que aquela de Richard Harris e Michael Gambon. Na ocasião, o personagem ainda não será diretor de Hogwarts, mas sim professor de Transfiguração na Escola de Magia e Bruxaria.
Temos uma primeira imagem de Jude Law em traje como Albus Dumbledore, completo com uma barba curta, casaco de veludo cinza e longo e alguns sapatos muito bem enfeitados. Para ecoar as palavras de Kingsley Shacklebolt – você tem que ceder a Dumbledore: ele tem estilo.

Dumbledore pedirá auda a seu ex-aluno Newt Newt Scamander (Eddie Redmayne) e os dois parecem ter uma história: Dumbledore argumentou contra a expulsão de Newtts de Hogwarts anos antes. E na última edição do livro Fantastic Beasts e Where to Find Them, um novo prefácio de Newt diz que Dumbledore era “mais do que uma professor para mim”.
O filme será ambientado em 1927 em Nova York, Paris e Londres, somente alguns meses depois de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Segundo uma imagem publicada no Twitter do filme, Newt terá finalmente terminado seu livro sobre criaturas mágicas e fará seu lançamento na Floreios e Borrões, em Londres.


(Montagem via web)

E Credence está vivo!
Credence (Ezra Miller) também retorna, de forma “misteriosa”. Crescer com a fanática Mary Lou significava que Credence desenvolveu um Obscurus – uma força escura e incontrolável que ocorre quando um brux ou mago reprime seus poderes. Quando vimos Credence pela última vez, ele pareceu ter morrido dentro de sua própria forma Obscurus, então, como ele sobreviveu?
Como a maioria dos Obscurials não sobrevive após a idade de 10 anos, Credence pode ser um mago muito poderoso. Na nova foto lançada hoje, ele está sentado intimamente com o personagem de Claudia Kim, que será Maledictus! Ela é portadora de uma maldição que a transforma em beast, fera.

Fonte/Source

Entrevista – NUMERO HOMME Magazine

Tradução completa da entrevista cedida por Johnny à revista francesa Numero Homme Edição Outubro 2017
O texto original é francês, e está traduzido para o português pela portuguesa Sara Raquel Pinheiro especialmente para o DeppLovers, a qual agradecemos muito.

Ele é um dos poucos grandes atores a ter escrito seu próprio destino. Desde que se tornou um nome familiar aos 24 anos, Johnny Depp percorreu habilmente as armadilhas da celebridade ao forjar seu próprio caminho em ambiciosos filmes de autores como Tim Burton e Jim Jarmusch. Número Homme senta-se com o ícone de Hollywood – e o rosto da fragrância Sauvage de Dior – para uma entrevista exclusiva.

Desde seus primeiros anos nos sets de filmagens, o jovem rapaz do Kentucky, chegou à Flórida aos 7 anos e chegou a Los Angeles assim que pôde, ele se viu diante da síndrome da comparação. Graças a «Cry Baby» e «21 Jump Street» que revelam um jovem herói romântico e torturado, eles pensaram que estavam segurando um novo James Dean. No entanto, ele nunca foi um, preferindo frequentar os ídolos do passado em vez de compará-los. Suas amizades notórias com Marlon Brando e Hunder S. Thompson moldaram sua personalidade aventureira, ao mesmo tempo que se reuniu com vários grandes cineastas, especialmente na primeira parte de sua carreira pelo mestre Tim Burton «Edward Scissorhands» (1990), e o de Jim Jamusch «Dead Man» (1995).

Observar a excentricidade e a profundidade das almas desses gênios foi para Johnny Depp uma maneira de mantê-la intacta. Um gesto necessário para um ator que deve constantemente reanimar sua capacidade de sonhar. Depp era corpo e alma para o grande setor cinematográfico de Hollywood, dando uma forma de energia rock ao grande sucesso da série “Piratas do Caribe” – ele sempre foi admitido inspirado por Keith Richards por seu personagem mítico. Ele concordou em retornar, para Numero Homme, em sua carreira excepcional, onde a palavra principal é intensa.

Numero Homme: O que é para você a definição de masculinidade?
Johnny Depp: Há muitos homens que não são realmente homens. Isso sempre foi importante para mim, tendo figuras masculinas fortes na minha vida. Já havia meu pai e meu avô. Mais tarde, tive a oportunidade de conhecer Marlon Brando, que foi um grande amigo para mim, um mentor, um professor, um irmão… Este era um homem de verdade. O Hunter S. Thomson também foi. Você pode vê-lo em seus olhos. Se você está prestes a entrar em um incêndio, uma batalha ou uma guerra, eles são o tipo de pessoas que você vê ao lado seu lado e com quem você pode contar. Eles estarão prontos para cair com você.

NH: Quais foram os directores que tiveram o maior impacto em você?
JD: Tim Burton. Quando conheci Tim, tinha acabado de fazer Cry-Baby com John Waters. Antes de John eu estava naquele programa de TV [21 Jump Street] e eu era basicamente tudo o que eles queriam-me vender. Os estúdios vendem um produto e eu me tornei seu produto. Eles sugeriam às pessoas o que eu era e quem eu era. Não era sobre mim, era sobre essa imagem que não tinha nada a ver comigo, então eu sabia que não estava na minha estrada. Eu queria encontrar o meu próprio caminho. Ter um papel para John Waters foi o primeiro passo. Eu precisava fazer um segundo, mantendo minha estabilidade. Foi aí que conheci Tim Burton, quando ele me escolheu para “Edward Mãos de Tesoura”.
 
NH: De que maneira Tim Burton deu confiança em você mesmo?
JD: “Eduardo Mãos de Tesoura” era muito pessoal para ele. Ele estava criando essa personagem desde que era adolescente. O filme é sobre a falta de autoconfiança, a negação de emoções pelo medo de machucar alguém. Tim deu-me a confiança para interpretar esses sentimentos muito subtis. Primeiro, achei isso estranho, mas então eu entendi em que ponto nós éramos similares. Eu acho que isso deve ter sido muito desestabilizador para ele…

NH: O facto de ele ter lhe dado o papel?
JD: Sua confiança era uma verdadeira coragem, na medida em que ele me deixou fazer o que eu queria. É realmente Tim quem me deu a confiança. Depois de “Eduardo Mãos de Tesoura” era como se eu tivesse um machete, eu estava pronto para cortar todas as questões. Esta foi a base, o único problema foi com as minhas escolhas, aceitar ou não aceitar um filme era essencial, como forma de melhorar meus valores.

NH: Então você diz que foi um momento decisivo?
JD: Conhecer Tim foi um ponto de virada para mim. Lembro-me de estar chorando ao ler o cenário, porque senti que era semelhante ao personagem, enquanto pensava que nenhum deles queria que eu interpretasse Eduardo. Isso foi inacreditável. Eu até tentei cancelar todos os meus compromissos com Tim. Eu estava certo de que ele me consideraria apenas um simples ator de TV, então estava pensando “por que tentar”? Mas ele me deu o papel. E então eu tive que tirar 70% que ele escreveu para o personagem.

NH: Porque havia muitas falas?

JD: Sim. Edward estava falando muito. Quando ele ficava em silêncio era mais importante para mim. O que ele estava sentindo era mais importante do que ele estava dizendo. Isso é mais fácil dizer “eu te amo” a alguém do que mostrá-lo. Lembro-me de que Edward foi convidado pelo personagem de Dianne Wiest, onde seu pai era. Ele teve que responder “ele está morto”, mas para mim ele era um menino inocente, e ele não deveria dizer isso, então eu mudei isso para “ele não acordou”. Isso foi bastante louco para Tim e Caroline Thompson, os autores do cenário, para conhecer um ator que pede menos falas. Mas a verdade do personagem estava lá.

NH: O “Dead Man” de Jim Jarmusch foi tão importante para você quanto o filme de Tim Burton?
JD: “Dead Man” era como viver em um poema de Jim Jamrusch, escuro e épico, Jim é muito talentoso ao expor as fraquezas humanas e as manias estranhas. Ele é um pouco estranho. Ele e Tim Burton são semelhantes nesse ponto. Jogue, observe, seja fascinado pelas pessoas e suas excentricidades. Meu personagem William Blake é a imagem de Jim. Eu vi alguns excertos do filme…

NH: Você já viu seus próprios filmes?
JD: Não, eu tento não ver. Eu tive que ver algumas vezes porque queria me certificar de que o corte estava bem. Mas eu prefiro permanecer ignorante do que é o acordo final. É mais fácil para mim fazer o trabalho, jogar o personagem e, uma vez que eles dizem “você terminou”, é quase como se não fosse meu negócio. Eu me sinto melhor não ver o que eles chamam de “produto final”. Preferiria-me afastar com a experiência, o que me permite permanecer menos consciente do que quer que as definições estranhas que as pessoas usam – como a fama e tudo isso – e me permite permanecer o mais claro possível. Isso me permite permanecer o mais lúcido possível. Não confio em atores que gostem de assistir seus próprios filmes. É totalmente inapropriado para eu assistir meus filmes e me dizer “sim, isso é realmente excelente”. Estar satisfeito de si mesmo é o primeiro passo para o auto-indulgente. Você só precisa dizer que você fez o seu melhor. Mas cabe a outros dizer se foi bom ou não. Meu trabalho é dar ao director diferentes opções para que ele possa fazer suas próprias escolhas para os cortes.

NH: Você está se apegando aos seus personagens?
JD: Eu me atribuo a cada um dos meus personagens, porque todos eles são parte de mim. É mesmo essencial. E é muito agradável estar na pele de alguns personagens. Sendo Edward, por exemplo, veja as coisas do ponto de vista mais puro, sendo totalmente aberto, foi muito reconfortante. Edward nunca mentira para esconder seus sentimentos. Ele não pode mentir, senti sentimento real de segurança desempenhando tal personagem. O mesmo para Raoul Duke em “Medo e delírio em Las Vegas”, e depois com o capitão Jack Sparrow. Eu estava confiante com o papel de Raoul Duke porque é um avatar de Hunter, que eu sabia muito bem. Eu sabia como ele estava falando, conheci todas as suas reações. Eu poderia até interpretá-lo hoje. Todos esses personagens permanecem para sempre.

NH: Como Hunter S. Thomson influenciou você?
JD: Você nunca conheceu alguém tão livre. Ele sabia que ele deixaria marca na história, sua escrita estava realmente marcada em seu tempo. Ele sabia muito bem quem ele era e o que queríamos dele. Ele era um amigo leal e carinhoso, um verdadeiro cavalheiro do Sul. Um dia ele foi espancado pelos Hell’s Angels, porque um deles gostava de sua namorada, e Hunter entrou no caminho. Ele me influenciou porque cresceu, assim como eu, no sul dos Estados Unidos. Ele também era do Kentucky. Você poderia ter visto em seus olhos que ele nunca vai deixar você ir, que ele poderia cair com você. Hoje, isso é muito raro. Agora temos uma geração de “eu, eu, eu”. Vivemos em uma sociedade que é muito narcisista. Hunter me deu muito. Eu estava obcecado com a literatura antes de conhecê-lo. Quando o conheci pela primeira vez eu já tinha lido todos os seus livros. Quando nos aproximamos, encontrei outros autores, os que o inspiraram. Passando o tempo com Hunter, viajando com ele para Cuba, tive a impressão de estar em uma de suas novelas.

NH: Como você o conheceu?
JD: Nós tínhamos um amigo em comum que me convidou para o Aspen para eu o conhecer. Eu estava localizado na parte de trás de um restaurante, The Woody Creek Tavern, vi a porta se abrindo, sinto eletricidade no ar, e eu vi os clientes se mover fazendo uma passagem e gritando. E então ouvi uma voz que dizia: “Vá lá, deixem-me passar, seus tolos”. Em uma mão ele estava segurando uma bastão elétrico de um metro de comprimento, e em outro um Taser. Ao brincar com suas ferramentas, ele se aproximou de mim. Ele disse: “Olá, eu sou Hunter. Prazer em conhecê-lo”. Nos sentamos à mesa. Alguém estava sentado lá também. Um cabeleireiro inglês. Hunter olhou para ele e disse: “Isso é algo estranho com você” e ele estava dizendo tudo o que estava acontecendo na sua cabeça. Ele escreveu o romance «O Grande Gatsby» em sua máquina de escrever, porque queria saber como faz para escrever uma obra-prima. Descobri isso fascinante. Ele adorava Fitzgerald, Hemingway e aquele autor que ninguém conhece, Nathanael West, que escreveu 4 livros:
“The Dream Life of Balso Snell”, “Miss Lonelyhearts”, “A Cool Million”, “The Day of the Locust” antes de morrer em um acidente de carro.
Hunter e eu tínhamos muitas coisas em comum. Ele estava fazendo você seu acólito, seu cúmplice. Eu o conheci nos próximos 12 anos de sua vida (Thompson morreu em 2005), estávamos passando nosso tempo fazendo um estoque de grapefruits e club sandwichs que ele queria manter ao lado dele, com 50 potes de sal e pimenta diferentes… Eu sempre percebi o quão especial ele era, eu nunca tinha tomado esses momentos sem pensar. Tive a sorte de aprender ao lado dele.

NH: Quão importante é para você permanecer independente nas escolhas de seu filme?

JD: Uma coisa que eu nunca poderia suportar quando toda a estranheza começou a acontecer, e as pessoas começaram a me reconhecer, foram as categorias nas quais você colocou. Eles farão qualquer coisa para rotular você como um certo tipo. É como quando você aparece nas fileiras e as pessoas dizem: “Ele é o novo James Dean ou isso ou aquilo…” Não, não, não. Eu nunca gostei das categorias. Eu nunca gostaria de pensar sobre o negócio, fica no caminho. É um curso de obstáculos para o trabalho, de modo que simplesmente não estou interessado nisso. Ganhei várias vezes o Prêmio People’s Choice, e isso significa muito para mim, porque é o público que o dá. Não é um desses prêmios concedidos em termos de uma campanha orquestrada nos bastidores, como os Oscars, esse não é realmente meu tipo. É como ser candidato em uma eleição. Bem, não… se o trabalho está lá e bem feito, deve ser suficiente.

NH: O que convenceu você a aceitar a ser “a musa” do perfume da Sauvage Dior?
JD: É uma casa única e surpreendente. Fiquei atordoado de eles estarem interessados em mim. Uma marca com essa classe que recebe uma pessoa como eu. (risos) Isso é algo muito essencial na minha relação com a Dior, que não se limita ao negócio. Com eles, nunca tive a impressão de passar por algo além de uma aventura criativa.

NH: Como você reagiu ao enorme sucesso da campanha para o perfume Sauvage?
JD: Eu tive apenas experiências positivas com essa colaboração. Mesmo que ainda seja estranho entrar numa rua e ver sua imagem em um cartaz 4×3 em cada parede. Isso foi realmente incrível.

NH: Entre as grandes figuras de Hollywood, quais inspiraram você?
JD: Quando eu era criança, eu estava assistindo a TV todos os domingos. Lembro-me do PBS, o canal nacional de TV nacional, que transmitia filmes mudos. Charlie Chaplin, Buster Keaton e todos os outros. E ainda mais, eles não podiam se apoiar na voz e nas respostas. Lon Chaney Sr., também, em «O fantasma da ópera»… Este tipo de atores é uma fonte incrível de inspiração. Eles se expressaram apenas por emoções através de seu olhar ou de sua linguagem corporal. A menor mentira que você poderia ter visto em seus olhos.

NH: E a música em tudo isso? Você está tocando em uma banda de rock com Alice Cooper e Joe Perry
JD: Comecei a tocar aos 12 anos em algumas festas. Depois de ter 13 anos, comecei a tocar em alguns clubes de punk em Miami Beach. Eu estava terminando de tocar às 4 da manhã e fui para a escola: você imagina que eu não estava em forma. Então eu desisti da escola aos 15 anos. Eu sempre fui um músico na minha alma. Toda minha infância queria ser um guitarrista. Ser ator, eu realmente não me importava. Alguém me deu a oportunidade de fazer um filme, então eu disse: “Vamos lá”. Isso me permitiu pagar meu aluguel por um certo tempo. Quando vi onde isso me conduzia, segui esse caminho. Mas sem deixar meu sonho de me tornar um músico – eu simplesmente deixei de pensar em me tornar um profissional, não queria deixar minha carreira como ator para me tornar um músico.

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Tradução exclusiva para o Depp Lovers, favor creditar com link ao repostar.

Frank Langella fala sobre Johnny em “O Ultimo Portal”

O ator Frank Langella, que contracenou com Johnny no filme The Ninth Gate (O Ultimo Portal), de 1999, durante passagem pelo SITGES – O Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, em 13/10/2017, fez revelações carinhosas e engraçadas sobre Johnny. As declarações foram publicadas pela página ilcineocchio.it/cinema, em 18/10/2017.

Frank Langella em “O Nono Portal”: “Quantas risadas com Johnny Depp e com o zangado Roman Polanski naquela época”

O ator lembrou a experiência divertida no set do suspense de 1999, contando algumas histórias sobre o trabalho.
Presente no último Festival Sitges para pegar um prêmio de carreira especial, aos 78 anos de idade, Frank Langella recordou sua participação em The Ninth Gate (O Nono Portal), um thriller de 1999 dirigido por Roman Polanski, tirado da novela “The Dumas Club”, do escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, onde atuou ao lado de Johnny Depp.

Estas são as suas palavras:

Eu tinha acabado de chegar da América e eu estava muito cansado, sob a influência do jet lag e não tinha comido nada. Colocamos os scripts na mesa e me virei para perguntar a alguém se poderíamos comer um sanduíche ou qualquer outra coisa pois eu só precisava comer algo.
Quando me virei Johnny não estava mais. Eu pensei que, como ele era a grande estrela do filme eu ficaria feliz em esperar um pouco. Então comecei a conversar com Roman sobre a cena, até que Johnny voltou para o local com meu sanduíche e uma bebida. Ele saiu assim que ouviu o meu pedido.
Perguntei-lhe por que ele fez isso, vendo o seu status, e ele simplesmente me respondeu: “Você estava com fome!”

Continuamos a ter um relacionamento maravilhoso durante o trabalho.
Por algum motivo, eu tinha o exato senso de humor que fazia Johnny rir, não importava o que eu dissesse, mesmo no meio das cenas mais escuras.

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Bastidores de Assassinato no Expresso do Oriente

A autenticidade também governou os figurinos, que são principalmente feitos à mão e fiéis ao período. Alexandra Byrne, a figurinista, era “muito gentil porque ela protegeu minha pele de toda a lã”, diz Pfeiffer. “Eu sou muito sensível à lã. Eu começo a coçar.

Ambos, Johnny Depp e Michelle Pfeiffer, eram “muito orientados para a roupa”, diz Branagh, voando para os acessórios meses antes de serem chamados.
“A primeira vez que encontrei Johnny, era uma hora da manhã e ele estava caminhando para cima e para baixo na sala de figurinos dos estúdios de Longcross, experimentando paletós e bengalas. Você vê este encontro turbulento, obsessivo e tátil.”

The Telegraph

Logotipo da Ilha do Johnny

Na nova still divulgada hoje de “Assassinato no expresso do Oriente”, Johnny segurava um caderno e na capa havia uma adesivo que nos chamou atenção, Nele haviam desenhos de 3 de suas tatuagens.
Aos poucos, fomos juntando as peças, e relembramos que este mesmo desenho, aparece num moleton que ele usou em Boston, nos bastidores de Black Mass, e em algumas imagens que aparecem pela net, publicadas por pessoas que ja frequentaram sua ilha.
Portanto concluimos que trata-se de um logotipo da ilha do Johnny.

Johnny processa advogado por negligência

Johnny Depp afirma que ele foi logrado em quase $35 milhões por um advogado top de Hollywood e sua firma.

Em uma nova queixa apresentada na terça-feira, a estrela de Piratas do Caribe afirma que Jacob A. Bloom – um advogado conhecido por trabalhar com clientes como Ron Howard, Nicolas Cage e Jackie Chan – e seu escritório de advocacia, Bloom Hergott Diemer Rosenthal & LaViolette, cometeram ” negligência profissional, violação do dever fiduciário e enriquecimento injusto “, custando ao ator dezenas de milhões de dólares.

“O processo que Johnny Depp deu entrada hoje reflete sua posição contínua contra as práticas sistêmicas e egoistas de Hollywood e ele espera que este processo exponha e finalize”, disse o advogado de Depp, Adam Waldman, à People.

De acordo com a queixa, Depp contratou Bloom e sua empresa para lidar com seus assuntos legais em 1999. “Mas, em vez de proteger os interesses do Sr. Depp, [Bloom e sua empresa] se comprometeram com falta de conduta para seu próprio benefício financeiro e violaram alguns dos mais básicos princípios da relação advogado-cliente “.

Especificamente, Depp afirma que a Bloom “arrecadou de forma incorreta e negligente mais de US$ 30.000.000 em taxas de sua renda variável ao longo dos anos sem um contrato legalmente vinculativo de acordo com a lei da Califórnia.

A queixa também afirma que a Bloom e sua empresa adotaram um “empréstimo em dinheiro” com uma “taxa de juros de dois dígitos” de um credor com quem eles também tiveram uma relação profissional com Depp e manipularam os termos do empréstimo para benefício financeiro próprio, bem como para o benefício dos gerentes de negócios da Depp no ​​The Management Group (TMG), a quem ele também está processando.

A queixa é apenas a mais recente em uma amarga e complicada série de alegações feitas pelo ator contra seus antigos gerentes de negócios e advogados, a quem ele afirma gerenciar os 650 milhões de dólares que ele conseguiu nas duas últimas décadas até o ponto de esgotamento.

Depp processou a TMG em fevereiro por US $ 25 milhões em um processo de fraude. A TMG apresentou uma reclamação cruzada, alegando que o ator vivia um “estilo de vida ultra-extravagante que costuma custar conscientemente [ele] em excesso de US $ 2 milhões por mês para manter, o que ele simplesmente não podia pagar”.

O juiz decidiu que os hábitos de gastos pessoais de Depp não são atualmente relevantes na sua batalha legal em curso. O caso está em andamento.

Materia completa >>> neste link
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o artigo segue com mais detalhes da petição, que não nos convém ficar listando.
Achei interessante trazer aqui o comentário de uma fã americana que diz:

“Eu trabalho no campo legal, e estes processos não são aceitos, a não ser que tenha uma quantidade substancial de provas contra a parte em questão. Então, apenas o simples fato de este processo ter sido arquivado, diz muito. Espero que o sr. Bloom trater melhor disso do que a TMG e mantenha isto no tribunal. Acho que Johnny vai ganhar este processo e aquele contra a TMG”

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E nós tambem esperamos que este advogado mantenha tudo no tribunal, porque se ele se comportar como fez a TMG, lá vem matérias nos tabloides.

Sherilyn Fenn fala sobre Johnny a The Big Issue – 27/09/17

A estrela de Twin Peaks Sherilyn Fenn falou sobre sexualidade, atitudes de Hollywood com as mulheres – e seu “primeiro amor” Johnny Depp, para The Big Issue, em 27/09/2017.

Sobre Johnny, ela disse:

“A primeira grande coisa em que atuei foi Cheers – e meu primeiro amor, o jovem Johnny Depp, estava esperando fora da porta”, ela diz na entrevista da semana, Letter to My Younger Self.

“Eu tive que caminhar e dizer três linhas e depois sair. Meu corpo estava tremendo. Eu só queria correr de volta aos braços do meu namorado e fugir.
“Nós éramos tão jovens. Eu conheci ele quando tinha 19 anos e ele tinha 21 anos. Nós saímos por dois anos e meio quando estávamos começando no negócio.

“Ele foi muito doce. Ele foi meu primeiro amor. A conexão era forte – cozinhar refeições, sair, rir e chorar. Eu o conheço como um ser humano e não como uma estrela de cinema “.

Fonte

Johnny e suas camisetas

Johnny adora usar camisetas com homenagens ou mensagens com destino certo. E sempre chama a atenção!
Desta vez foi a camiseta com Hunter Thompson que ele usou durante as filmagens de Richard Says Goodbay, e que apareceu em uma foto dele com um dos cães que fazem parte do filme.

A estrela de cinema de Hollywood Johnny Depp foi recentemente vista com uma camiseta de Hunter S. Thompson da loja Westcoastees de Duncan.

Jayson Ward, que é dono da loja de camisetas localizada em – 6961 Trans-Canada Hwy #5, Duncan, BC V9L 5T5, Canadá, juntamente com Maria Midgley, disse que um amigo estava trabalhando no set do próximo filme de Depp, Richard Says Goodbye, em Vancouver e decidiu presenteá-lo com uma T-shirt de Hunter S. Thompson da loja.

Depp interpretou o escritor gonzo Thompson no filme de 1998 Fear and Loathing em Las Vegas e os dois homens permaneceram amigos até a morte de Thompson em 2005.

“Alguém tirou uma foto de Depp vestindo a camiseta e apareceu em um Instagram”, disse Ward.

“Ela acabou de sair daqui. É da nossa popular linha “Strange Company” que inclui figuras literárias e personagens históricos famosos “.

Tradução e Adaptação Depp Lovers.
Fonte

Documentário sobre os 30 anos de Platoon

Vem aí um documentário sobre Platoon e seus 30 anos. E Johnny estará nele.
A reunião que aconteceu na casa de Johnny em 16 de julho com o elenco do filme têm relação com esse projeto.

“Charlie Sheen narra como o elenco e a equipe compartilharam suas experiências pessoais fazendo o filme vencedor do Prêmio da Academia, Platoon. Este filme independente e de baixo orçamento foi lançado quase que exclusivamente com atores jovens e desconhecidos que fazem seu primeiro filme. Juntos, eles compartilham suas experiência no esgotante campo de treinamento, o estilo de direção “único” de Oliver Stone e as condições de filmagem brutais que juntos forjaram sua eterna irmandade.”

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Abraços, abraços e mais abraços

Johnny é sempre tão carinhoso e atencioso com seus fãs, sempre deixa transparecer algo que nos marca muito, uma das suas grandes atitudes são os seus abraços que sem dúvida é o presente mais lindo que uma fã sonha em ganhar desse ídolo tão incrível…
Logo mais está uma declaração de Denise Pearson, uma fã que faz cosplay do Capitão Jack (que particularmente achei fantástico), ela se encontrou com Johnny no último dia 25

“Não posso explicar, mas este abraço não foi de um ator, de uma celebridade, de alguém famoso, ou um rosto que enfeita as telas de computadores ou telefones celulares de todos os seus fãs. Foi um abraço de uma pessoa genuína. Foi um abraço de alguém que não se vê há anos, a acabamos de tropeçar um no outro”

I can’t explain it but this hug was not from an actor, from a celebrity, from someone famous, or a face who graces the screens of computers or cell phones of all his fans. it was a hug from a genuine person. It was more a hug from a friend I had not seen in years and we just happened to bump into each other.

(Denise Pearson – Fã que esteve com JD em Vancouver)