Johnny e seu amor por “Withnail and I”

Repostando essa resenha oportunamente hoje que foi anunciado que Johnny irá apresentar sua escolha pessoal de filmes, exibidos durante a noite na quinta-feira 22 de junho de 2017 onde ele é o convidado de honra no drive-in cinema, Cineramageddon. Ele irá discutir suas seleções com o curador de Cineramageddon, Julien Temple. Cada uma das escolhas de Depp tem um significado especial para o ator:

THE LIBERTINE: “Este é um daqueles filmes que se perderam no shuffle. É um filme em que muita gente trabalhou muito, e que eu estou muito orgulhoso “.

WITHNAIL & I: “Nenhum filme já me fez rir tanto, ou me encheu de tanta alegria … e medo! Para mim, este é um cinema perfeito. Gênio.”

DEAD MAN: “O poema visual épico de Jim Jarmuch. É diferente de qualquer outra coisa. Um filme que significa muitas coisas diferentes para muitas pessoas diferentes”

Dito isto, vamos relembrar aqui o post que a Rosa Maria fez um ano atrás sobre “Withnail and I”:

Todas as pessoas que gostam de cinema têm seus filmes favoritos, é normal. Muitas sabem de cor as falas desses filmes, é normal. Mas e quando você consegue ganhar o roteiro original do seu filme favorito? E quando você consegue que o diretor do seu filme favorito venha dirigir o filme que você prometeu ao seu amigo que faria? E por acaso esse amigo fosse Hunter S.Thompson?

Só uma pessoa no mundo! Johnny Depp!

Sim, o filme “Withnail and I” (no Brasil recebeu o título de “Os desajustados”) é um dos filmes prediletos de Johnny. Naquela já histórica Coleção Essencial que ele elencou para a EW em 2009, ele repetia uma das frases do filme, dizendo:

Vamos lá rapazes, vamos chegar em casa, o céu está começando a escurecer e seremos forçados a acampar! Eu tenho um bastardo por trás dos olhos. Posso continuar? Nenhum outro filme tem suas falas tão citadas ou tem inspirado tanta fidelidade na cultura Cult. Provavelmente o mais engraçado que eu já vi! Bruce Robinson. Aqui está outro gênio. Literalmente um dos meus três filmes favoritos de todos os tempos.

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A história do filme se passa em Londres, 1969, com dois atores desempregados e desesperados, Withnail e Marwood (na verdade, ficamos sabendo que ele se chama Marwood nos créditos, pois ele é apenas “I”, durante todo o filme), passando fome, entre úmidas e frias pilhas de louça suja, num apartamento imundo, com traficantes loucos e irlandeses psicóticos. Eles então decidem deixar seu esquálido apartamento no Camden e passar umas férias idílicas na zona rural, no chalé do tio de Withnail, Monty. Mas quando chegam lá, chove sem parar, não há comida, e suas habilidades básicas de sobrevivência se mostram insuficientes. E tudo piora com a chegada do tio Monty, homossexual, e que se mostra interessado em Marwood, para seu desespero.

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A Fantástica Fábrica de Chocolates

Feliz Páscoa a todos!!!

Com tantos chocolates por ai, não poderíamos ter outro tema. E aproveitando que ainda não tínhamos uma resenha deste filme, a oportunidade chegou e foi uma delícia.

Aqui no BlogDepplovers, um requisito fundamental para escrever os artigos é estar de alguma forma envolvido pelo tema. Nada de encomendas, ou escrever sobre algo forçadamente. Aqui tem coração, prazer e muito carinho no que se escreve. Sentimos uma necessidade muito grande de envolver as pessoas que aqui nos visitam e passar a elas esta emoção e sintonia. Já tivemos alguns convidados postando aqui. Todas elas dominavam o assunto e eram extremamente envolvidas com o que produziram.
Cada fã tem um personagem preferido e passa a especializar-se nele, a CamilaD, do fórum DL, é uma menina super fã do Willy Wonka.
Ha uma semana ela veio me contar que estava pesquisando sobre ele, e não perdi a oportunidade de aproveitar este material, sabendo que foi feito com muito carinho.
Uma semana trocando mensagens e aqui está o resultado, o post da CamilaD:

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Willy Wonka Vem aí!

Olá Estrelinhas, sentem-se, peguem uma barra de chocolate, porque Willy Wonka vem aí!

O personagem Willy Wonka nasceu em 1964 da historinha infantil “A Fantástica Fábrica de Chocolate” escrito por Roald Dahl.
Uma historia leve, guiada pela imaginação e pelos sonhos.
E ele foi interpretado duas vezes, no filme clássico de 1971, por Gene Wilder e é claro, em mais uma parceria Burton-Depp em 2005.
Quando Johnny foi convidado por Tim, para interpretar Wonka, ele imediatamente aceitou. Trabalhar novamente com Tim, em uma história infantil, que seus filhos poderiam assistir e teriam orgulho, foi uma grande honra.

Das duas interpretações, a que mais chega perto da original é a do Depp, pois sua intenção era essa, esse respeito pela origem do personagem. Ele afirma em entrevista, que quis se distanciar da interpretação de Wilder do filme de 1971.
O Johnny foi fiel à história do livro e consegue transmitir exatamente o que Dahl caracteriza como:

“(…) seus olhos eram incrivelmente brilhantes. Pareciam estar o tempo todo fascinado e cintilado pelas pessoas. De fato, todo o rosto dele era iluminado por alegria e felicidade.”

Johnny chega causando impacto, estranheza, simpatia e antipatia ao mesmo tempo. Read More

Benny & Joon- Corações em Conflito – Bastidores

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Este filme é um dos “queridinhos” da maioria das fãs de Johnny, então nada mais certo do presenteá-las com este post sobre o “mais recente” DVD de Johnny, o tão aguardado lançamento em DVD de “Benny & Joon- Corações em conflito”.

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Neste filme, Johnny interpreta Sam um jovem de rosto angelical, com um toque quase altista, que vive em seu próprio mundo onde estrelas do cinema mudo são suas referencia. Ele se envolve com Joon, interpretada por Mary-Stuart Masterson, uma garota esquizofrênica, órfã que vive com seu super-protetor irmão Benny, Aidan Quinn. Ao este triangulo junta-se Ruthie interpretada por Julienne Moore, uma ex-atriz de filmes – B ( que Sam venera ) que se apaixona por Benny .Read More

Edward Mãos de Tesoura – 22 anos

Hoje fazem 22 anos que Edward Mãos de Tesoura estreou nos EUA. Algumas pessoas daqui do Depplovers, inclusive eu, somos desse tempo em que ele passou nas telonas, e desde então admiramos Johnny.
Uma delas é a Adriana, e ela escreveu este post em 22/10/2010 aqui no Blog, época que o site havia criado este blog. Foi um dos primeiros post. Então vamos resgatá-lo para comemorar a data:

“Edward Scissorhands” foi o primeiro filme de Johnny que vi na telona. Fui sozinha ao cinema esperando ver um filme qualquer sem grandes expectativas. Surpresa! Encontrei o doce Edward, um homem que tinha tesouras no lugar das mãos. Lembro-me que fiquei apaixonada por ele. Como pode alguém dizer tanto somente com o olhar? Johnny tinha somente 150 falas durante todo o filme e precisava mais? Para mim, não. Seus olhos traduziam seus sentimentos.Read More

Johnny e o cão – Bastidores “Neverland”

Esta semana um vídeo fez sucesso no fórum, pois revendo uns bastidores de “Em busca da Terra do Nunca” resgatamos estes vídeos muito engraçados. Johnny em cenas de bastidores valem por um filme.
Quem ainda não conhece, preparem-se para rir.
Reparem que ele não sai do personagem, permanece com o sotaque de James Barrie e continua chamando a fêmea de boy pra ela não sair do “personagem” rsrsr

Neste, contém mais cenas de bastidores.

Dead Man – Poesia no Faroeste

Já faz um tempo que eu queria falar sobre “Dead Man”, um dos meus filmes preferidos. Neste fim de semana que passou, assisti esta obra -de -arte novamente e me inspirei para fazer este post.( Contém Spoilers )

A Salete publicou no post anterior uma lista com alguns itens que Johnny acha essenciais e alguns destes artistas nós não conhecíamos. Muitos foram atrás dos trabalhos destes artistas para conhecê-los melhor e ter uma opinião se concordam ou não com Johnny.

No meu caso foi Jim Jarmush. Confesso que antes de “Dead Man” não conhecia este cineasta cuja obra mais famosa é uma série de mini-documentários “Coffee and Cigarettes” de 1986 e mais tarde re-editada pelo próprio Jarmush, passou a se chamar “Coffee and Cigarettes- Somewhere in California” e contou com a participação de Iggy Pop e Tom Waits. Esta série completa existe no Brasil sob o nome de “Sobre Café e Cigarros” e, além de Iggy Pop e Tom Waits , conta com as participações de Cate Blanchet, Bill Murrey, Jack e Meg do extinto White Stripes, Alfred Molina e outros nomes de peso.

Jim Jarmush é famoso no circuito de filmes independentes e também é amigo de Johnny. Ele faz parte do “Death is Certain Club” junto com Jonathan Shaw, Iggy Pop e Johnny. Dos quatro apenas Iggy não tem a tatuagem “skull and bones”.

“Johnny Depp é realmente uma das pessoas mais precisas e focadas que eu já trabalhei. Toda a equipe se surpreendeu com isto. Isto é um lado dele que eu não estou muito familiarizado,sabe? Eu estou mais familiarizado em vê-lo adormecer no sofá com a TV ligada a noite toda. Mas de alguma forma se encaixa; ele é cheio de paradoxos. “-Jim Jarmusch

“Ele é temperamental, muito emocional e muito sensível. Na vida real, às vezes, é difícil para ele decidir onde comer ou o que fazer, mas como um ator ele é muito preciso.”-Jim Jarmusch

“Essa foi a situação perfeita para mim. Jarmusch é um dos meus melhores amigos e também o diretor de filme que eu mais admiro. Por que fazer qualquer coisa só por dinheiro? Hoje, a minha maior satisfação vem principalmente das coisas que eu escolhi não fazer em vez daquelas que eu escolhi para fazer. ” -Johnny Depp, Italian GQ. Outubro, 2003.

“Meu salário era menor do que as minhas despesas durante as filmagens, mas eu fiz “Dead Man” para que eu pudesse trabalhar com Jim Jarmusch. Confio em Jim como diretor, um amigo e um gênio.” –Johnny Depp, Life Story Magazine.

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Sombras da Noite – A vingança de Angelique

Oi gente. O post de hoje é sobre mais um livro. Desta vez, como eu não tive tempo de ler ( está na fila…rs ) pedi a colaboração da Rosa Maria nossa doutora participante do fórum e nas horas vagas “parceira de Premiere”….rs.
Sob a hipnose de Barnabas Collins, ela leu um romance de quase 600 páginas, “Sombras da Noite – A vingança de Angelique” e fez uma resenha bem legal.
Obrigada , Rosa pela dedicação e carinho.

Sombras da Noite – A vingança de Angelique
Autora- Lara Parker
Editora- geração Editorial

Barnabas Collins, um vampiro do século XVIII, acorda nos anos 70, em plena ebulição do sexo,drogas e rock n’ roll, após permanecer 200 anos acorrentado e enterrado.Além de se adaptar aos novos tempos, reconstruir sua vida e reconquistar sua família, precisa sobreviver a perseguição de uma bruxa linda e apaixonada, mas cheia de desejo de vingança, sua antiga amada, Angelique.

Em maio deste ano tivemos a oportunidade de conhecer esta história, com a estreia do filme Dark Shadows – Sombras da Noite, dirigido por Tim Burton, e estrelado por Johnny Depp, Eva Green, Michelle Pfeiffer e Helena Bonhan Carter, entre outros.Baseado na série de TV Cult, Dark Shadows, que foi apaixonadamente acompanhada pela população dos Estados Unidos no período de 1966 a 1971 (inclusive por Tim, Michele e Johnny), o filme deu vida a personagens inesquecíveis, como Barnabas , Angelique e Josette.Read More

Happily Ever After –

Em 2003 Johnny fez uma participação especial neste filme francês, Ils se marièrent et eurent beaucoup d’enfants, que não chegou ao Brasil. Ele estava ainda com a aparência do Mort Rainey de A Janela Secreta.
O filme trata dos desgastes de um relacionamento e as dificuldades de se amar.

Narra a perspectiva de três relacionamentos. Três homens, de quarenta anos, interrogam-se sobre a sua vida. Dois casais e um solteiro que fica com muitas mulheres diferentes. Os casados gostariam de ter a vida do solteiro e o solteiro gostaria da estabilidade dos casados. Os primeiros têm a sensação de sufocar, presos na armadilha de uma vida certinha, e invejam a liberdade do outro, que só sonha em dar finalmente um sentido à sua vida.
Pessoas normais, têm problemas na vida. Vincent é casado com uma mulher que, segundo os amigos, é a esposa que todos queriam ter. Vivem juntos, têm um filho e são aparentemente felizes, embora Vincent tenha uma amante. George é casado mas aparentemente não tão feliz como o outro casal amigo, uma vez que não consegue lidar da melhor forma com os ideais feministas da mulher. E Fred que, não sendo casado, coleciona mulheres e é, também aparentemente, o mais feliz e o mais invejado dos três. É um retrato da amizade, da infidelidade e da vida a dois.
Charlotte Gainsbourg aparece de uma forma estrondosamente natural. Com uma personagem de uma solidez tremenda, consegue um desempenho acima da média e tem participação nos melhores momentos do filme.
Filme francês com a filha de Serge Gainsbourg! Tudo de bom.

E ainda tem uma pontinha de Johnny Depp.

É demais esse vídeo, essa música, esse Johnny, e essa moça explodindo de vontade de agarrá-lo. Johnny aparece apenas em duas sequências, uma delas está neste vídeo mostrado acima. A atuação da Charlotte é perfeita. Transfere para os espectadores, (mais precisamente as espectadoras) a agonia de estar numa loja e do nada aparece Johnny (seu personagem) e ela cria ilusões em relação a ele, sem que ele desconfie. O desespero dela ao perdê-lo de vista chega a doer.
A música, não poderia ser outra. Linda demais – Creep com Radiohead.
Eles se reencontram na cena do elevador, e novamente a fantasia toma conta dela.

Quem tiver interesse em ver apenas pelo Johnny, é só estas duas cenas mesmo. Mas quem quer assistir ao filme, e acho que vale a pena conhecer, terá alguma dificuldade, pois é difícil conseguir.

Título Original: Ils se marièrent et eurent beaucoup d’enfants
Título em Inglês: Happily Ever After
Ano: 2004
Em DVD – 2004 (Mundial) 100 min – Comédia, Drama
Direção: Yvan AttalRoteiro: Yvan Attal
Elenco:
Alain Chabat (Georges)
Anouk Aimée (La mère de Vincent)
Charlotte Gainsbourg (Gabrielle)
Emmanuelle Seigner (Nathalie)
País de Origem: França

Porque Choram os Homens (The Man Who Cried)

Este filme é para mim uma obra prima. Já sei que muitas pessoas não concordam e que este filme foi mais um que não teve o sucesso esperado.
Já sabemos que Johnny Depp vai atrás de algo que tenha algum significado, alguma mensagem, ou resgate para alguém que teve sua importância, ou determinado povo ou momento.
E o que vemos neste filme? O que deve ter chamado sua atenção neste roteiro?
Encontro muitos!

O filme mostra o momento crítico da segunda guerra mundial, a perseguição aos ciganos e aos judeus, a magia do teatro, da dança, a música, o toque russo (Johnny admira literatura russa) a vida cigana e toda a sua cultura. E ainda o grande elenco fantástico. Tudo isto deve ter atraído Johnny.

Dirigido por Sally Potter, a diretora inglesa do premiado longa “Orlando”.
Ela explora a expressão facial e corporal dos atores como ninguém.
Com um charme típico dos homens que montam a cavalo Johnny entra em cena como um cigano, César. Sério, encantador, charmoso e muito ligado à família, claro, ciganos.

Seu cabelo mais escuro e os olhos, retratam o tipo de individualidade e força que ele não apenas traz para o filme, mas também a Suzy que parece um pouco perdida em si mesma. O filme se arrasta um pouco no início pois Johnny só entra depois de uns 20 min.
E César tem seu lindo cavalo branco, metáfora para um príncipe.
Um homem de poucas palavras, mas que com somente olhares conquistou Suzie. Read More

Tão bom como Bon Bon

Ele entra em cena e todas as atenções são para ele. Cheio de bossa e charme Bon Bon reina absoluto no pátio do presídio. Ele é o objeto de desejo em cena e fora de cena. Na platéia nós ficamos maravilhadas com ele. Quando entra no pátio acenando e provocando os outros presos, reina absoluto, sabe que controla a todos.

O filme chama-se “Antes do Anoitecer” e quem brilha em apenas pouco mais de cinco minutos de participação é Johnny Depp! Read More

Johnny Depp / John Dillinger

Olá pessoal!

São tantos filmes de Johnny, aos poucos vamos fazendo uma resenha de cada um aqui. Já temos vários, é só procurar no índice ao lado.
Hoje eu trouxe Public Enemies – Inimigos Públicos, um filme de gangster onde Johnny de “cara limpa” e usando como sempre a expressão, se transforma no mais famoso ladrão de bancos da história americana.
Para entrar no “clima”, assista esse vídeo, com muitos closes, imperdível!

Todas aquelas fotos que a gente viu de PE durante um ano criaram vida! Acompanhamos as gravações, choveram imagens em 2008, e depois a gente vê e entende cada uma.

Ele faz tudo: canta, dança, chora, ama, foge, sangra, brinca, rí, ah demais!!!

Antes os bancos eram os inimigos. Hoje estamos aprendendo que eles têm sido os inimigos novamente. Então quando nos deparamos com Dillinger, não é incrível ver que um tipo de perdedor tomou o controle, ainda que fosse em outra época?”
E se Dillinger não tivesse assaltado bancos?
JD – “Acho que ele seria uma espécie de estrela do Rock, de um modo bem diferente. Em 1933, saindo da prisão depois de servir por 10 anos, ele era mais que uma estrela do Punk Rock.

Situado na década de 1930, quando a América estava no auge da Grande Depressão, o script é baseado no livro de Bryan Burrough.
John Dillinger virou assaltante de bancos, símbolo sexual, e fugitivo mundialmente famoso.
Nestes tempos terríveis atuais de crise financeira e dos bancos, o que poderia ser mais atraente do que um filme cheio de ação sobre os bancos recebendo sua punição através de um cara.

O filme claro, é do tipo “para homens” onde em raras exceções, nós mulheres não gostamos muito. Assisto com o dedo no controle pulando cenas. São os assaltos a bancos, tiroteios, perseguições e torturas.

Mas as cenas de assaltos e que tem a presença de Johnny a gente não perde. Uma elegância sem par. Rosto limpo, cabelos curtos, mostrando toda a sua beleza máscula e num personagem sem caricaturas. O figurino, por Colleen Atwood, impecável, com aqueles sobretudos e casacos bem cortados além dos chapéus.

Outros pontos positivos: figurinos (amei os ternos!), cenários (na maioria cinzas, de tons escuros, mostrando muito bem a época da depressão americana)

E há espaço para o romance entre Dillinger e Billie Frechette (Marion Cotillard) que, embalado pelo clássico Bye Bye Blackbird de Billie Holiday, nos faz viajar.
Mas o que eu adorei mesmo, foi o extremo cavalheirismo do Dillinger, tão fofas as coisas que ele fez e fala para a Billie.
Não tem como não se encantar com o filme, mesmo sendo policial e tendo milhões de tiros, cada vez que Dillinger aparece, a gente morre x)

Tecnicamente falando, o longa é impecável. A inteligência com que luzes e sombras são utilizadas e a devida colocação de cada enquadramento é de encher os olhos. Nos delicados momentos entre o casal, feito com muito romantismo, classe, sem apelação sexual mas levando-nos ao que poderia ser. Só não gostei da câmera pulando as vezes, mas…
(Contém spoiler na continuação.)
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O Turista – (os olhos dizem tudo)

Johnny Depp:

“Uma das coisas que me levaram ao papel foi a idéia de que esse homem comum está lá fora, o cara normal, e explorar isso”, disse Johnny sobre seu personagem. “Eu sempre senti que as pessoas consideradas as mais normais, sempre descubro, nove vezes entre dez, são as mais bizarras, porque se você cavar um pouco mais fundo você encontrará certos tiques, ou certas rotinas, ou algum transtorno obsessivo-compulsivo, uma coisa desse tipo e eu acho que Frank é um desses caras.”

Ampliem as fotos e percebam os olhares.

Acredito que as pessoas que não gostaram do filme, estavam esperando cenas tórridas entre Johnny e Angelina, pois a mídia fez um estardalhaço em cima dos dois na época das filmagens por serem duas estrelas tão lindas e competentes.

Não senti falta de ver o Johnny como um dos personagens excêntricos dele, nem acho o Frank sem graça, pessoas “normais” são fascinantes porque elas tem suas sutilezas, inseguranças, e Johnny mostrou isso muito naturalmente e lindamente em sua atuação, principalmente nos olhares.

Não ví Angelina brilhar mais do que ele. Claro que ela chama atenção porque é linda, elegante, figurinos, joias e tal.
Mas ele estava ótimo. Como eu tinha lido todos os spoilers, então não ví babaca nenhum, ví um cara muito esperto, olhares muito significativos.

Impossível fazer a análise que pretendo sobre o personagem de Johnny sem revelar detalhes importantes. Portanto quem ainda não viu o filme, não continue lendo pois tem spoilers importantes.Read More

Através da janela

Qual ator aceitaria um papel onde ele passa a maior parte do filme dentro de um chalé à beira de um lago fazendo absolutamente nada? Johnny Depp escolheu este papel para fazer meses depois do lançamento do eletrizante Piratas do Caribe! Mais uma pergunta: Qual tipo de audiência iria pagar para ver um filme onde o ator passa a maior parte do tempo fazendo absolutamente nada? Nós! Fiéis escudeiras de Johnny Depp! …rs

O filme “A Janela Secreta” é uma adaptação do diretor David Koepp para o romance de Stephen King “ Secret Window, Secret Garden”.
David Koepp tem em seu extenso currículo de roteirista sucessos como “Jurassic Park”, “Missão Impossível” e o último filme de Indiana Jones.
Stephen King é um entre os mais famosos e bem sucedidos escritores de suspense/terror americano. Ele escreveu “Carrie”, “ O iluminado”, “ O cemitério maldito” entre vários outros que se tornaram filmes e até inspiraram séries de TV como “Arquivo X”.

A história de “A Janela Secreta” gira em torno do cotidiano de Mort Rainey, um escritor de best-sellers que sofre um bloqueio intelectual devido à recente separação no casamento. O que Mort não sabia era que alguém um dia iria bater à sua porta, o acusar de plágio e, consequentemente tornar sua vida um inferno.
Mort passa a maioria do seu tempo deitado em um sofá, vestindo um robe de banho velho e dormindo. A princípio esta inatividade do personagem foi o que atraiu Johnny.

“ Quando você está com você mesmo, é um grande desafio. Você não está reagindo, o que na maioria das vezes é atuar, você apenas tem que ser.” – Johnny Depp, 2004

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“Neverland”

“Em busca da Terra do Nunca” é um filme baseado em uma época da vida de James M. Barrie. Uma época em que em uma das suas caminhadas ao parque com seu cachorro Porthos, ele encontra uma família que vai mudar sua vida para sempre.

Esta é uma história baseada em fatos reais. James M. Barrie realmente ia todos os dias com seu cachorro da raça São Bernardo, Porthos passear no London Kensington Garderns e foi lá que ele encontrou a família Llewelyn Davies – Sylvia e seus cinco filhos homens, o filme apenas retrata quatro filhos deixando de fora o mais novo dos cinco, Nicholas – em seus passeios James desenvolveu um relacionamento muito especial com os garotos o que o levou a escrever “Peter Pan”, a história de um garoto que fugiu para a Terra do Nunca porque não queria crescer.


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