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Jonathan Shaw

Escrever sobre alguém que é escritor e sabendo que ele vai ler, é completamente insano.
Precisei de um tempo para colocar as ideias em ordem, respirar fundo, e vamos lá!

Usei a mesma coragem, ou a mesma insanidade quando o interceptei um dia em sua passagem “on the road” pelo sul do Brasil.
Senti que ele estava arredio e porque não dizer, nem um pouco interessado em conversar com alguém, que talvez não tivesse nada a acrescentar aos seus textos que estariam por vir.

Estar ligada a um fansite sobre JD só piorava as coisas. Mas mostrei a ele que através de Johnny abre-se um leque, e que ele nos leva aos grandes autores, músicos, artistas, livros… E a lista é enorme… E entre eles estava Jonathan.

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Digamos que até um “pudim de leite” usei como isca para convidá-lo a vir almoçar na minha casa. Golpe baixo, eu sei… Mas foi por uma boa causa.

Primeiro, um encontro na Praça XV no centro da cidade. Sentamos num banco e eu falava e falava. Eram tantos assuntos a abordar e tantos para ouvir.
Muito gentil, ele me ouvia, e indagava. Claro. Afinal o escritor está ali, e mesmo sem um teclado na mão, sua mente está trabalhando.

Que privilégio o meu. Ser contemporânea, e estar diante de uma pessoa tão rica de conhecimentos e experiências.

Não era o “amigo de Johnny Depp” que eu via. Eu esqueci isso.
Quem estava ali era alguém tão importante quanto, tão culto quanto, tão artista quanto.

Atenta, eu ainda conseguia observar sua figura. Sim, tive discernimento para observar algumas tatuagens em seus braços. Reconheci alguns acessórios, correntes, anéis. Mas foram vislumbres rápidos. A conversa era interessante, o tempo curto, a oportunidade única.

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(JS na minha casa, mostrando uns presentinhos que lhe dei)

Foi tatuador para ricos e famosos, e ao mesmo tempo atendia os excluidos, e os que tinham poucos recursos.


Outras atividades fazem parte de seu perfil: Jornalista Gonzo, produtor, diretor, poeta, romancista, roteirista, pintor, criador, curador e colecionador de arte e Lowbrow Memorabilia. Além de colaborador e editor-chefe de revistas internacionais.
Jonathan ficou mundialmente famoso.
Foi o fundador e proprietário do lendário Fun City Tattoo Studio em NYC. Localizado na St. Marks Place, no East Village, onde trabalhou por muitos anos.
Numa época em que a tatuagem ainda era amplamente desaprovada pela sociedade mainstream, Jonathan Shaw elevou-a a um padrão que ninguém jamais havia imaginado.

Jonathan:

“Não foi realmente o que eu queria, quando eu comecei a tatuagem. Nunca. Quero dizer, sim, o negócio era bom e tudo isso”. – relembra – “mas, em seguida, tudo isso só começou a ficar um bocado estúpido, você sabe. Tipos realmente vindos de todo o lugar, e eles não estavam mais vindo pela qualidade do trabalho, mas só porque eu era o cara que tatuou todos esses caras famosos. A maioria desses filhos da puta não sabe o suficiente sobre a tatuagem para sequer se preocuparem com a arte. Eles só queriam o status: Eu fui tatuado pelo cara famoso que fez as tatuagens de fulano de tal” … “Iggy Pop, Johnny Depp, The Cure, Shane MacGowan, Dee Dee Ramone, Marilyn Manson, Jim Jarmusch, Johnny Winter, Kate Moss, Orlando Bloom e tantos outros”.

Do lado de fora de sua perna direita, Johnny tem uma tatuagem de uma caveira e ossos cruzados com as palavras “a morte é certa” sob ela.
Feita por Jonathan Shaw talvez entre final de 1993 e início de 1994.

Jonathan conta uma história sobre essa tatuagem:

“Nós eramos como uma gangue nos anos 90, eu, Johnny, Jim Jarmusch e Iggy Pop. Nós até nos entitulávamos “Death is Certain Club”. Todos nós usávamos os mesmos anéis de caveira e tínhamos a mesma tatuagem. Uma caveira com os dizeres “Death is Certain”,todos nós com exceção de Iggy temos essa tatuagem.

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Johnny, Jonathan, Iggy e um amigo

Há muito tempo deixou Fun City e a cena da tatuagem para trás, em busca de novos desafios. Vive tranquilo como um escritor em tempo integral. Quantas pessoas o encontram pela estrada e não tem ideia de quem ele seja, nem da bagagem que carrega.
Um cara que impôs a si mesmo uma missão. Tirar o véu que encobre a visão das pessoas.
Como artista, escritor, ele viaja pelo mundo e usa seus textos, sua arte para denunciar. Para desmascarar os hipócritas, os maus políticos, os preconceituosos, as injustiças e os que não querem ver.

Viajando atualmente pelo interior da América do Sul, de moto, ele se inspira em uma ampla gama de situações e grupos. Ele nasceu americano, veio para o Brasil nos anos 70, mas garanto que ele é mais brasileiro do que eu.
Está de olho em toda a manipulação política e social do Brasil.

Mostrou-me um Brasil que eu não via, mas sentia. Afinal, quem nunca saiu de uma concha, não pode saber da maravilha que existe no oceano. Só fica sabendo quando chega alguém que esteve por lá e lhe diga: Ei, o mundo é maior!

Cada um tem seu mundo. O mundo dele é um dos maiores.
Já viajou muito e conhece diversos caminhos. Vivencia pessoas, os submundos, as artes, os vícios, a sociedade em vários níveis. Conhece as pessoas simples, as humildes, as que vivem “do outro lado” e muitas, muitas celebridades.

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E ele é cidadão do mundo.
Cigano, a estrada está em seu sangue.

Quando não está viajando, reside principalmente no Rio de Janeiro. Considerando o único lugar no mundo que ele realmente tem como sua verdadeira casa. O lugar que até hoje ele e vai e volta com muita frequência.
Mas, acho que vamos perdê-lo em breve…
Mesmo assim, ele tem muita história e memórias, e se sente igualmente em casa seja em Bangkok, Buenos Aires, Bombaim, Cidade do México, Nova York, Los Angeles, New Orleans, Miami, Paris, Tóquio, e outros. E ele se adapta ao contexto de todos esses lugares.
Fala quase fluentemente quatro línguas, sem ter completado os estudos regulares.

Quer conversar com ele? Ok, mas se cuide. Fale com argumentos, ou ele derruba você. Ele não esconde nada. É autêntico, transparente.

“Apesar de ser “gringo” moro no Brasil há mais anos que a maioria dos “brasileiros”. Eu tenho 60 anos de idade, a maior parte deles vividos no Brasil. Acho que isso talvez me dê direito a opinar um pouco sobre a cultura do país onde eu passei a maior parte da minha vida. Se não gostar das minhas observações, não leia, simples assim”.

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“Admito que sou polêmico, e às vezes faço determinadas afirmações que certas pessoas críticas mal interpretam como prepotência da minha parte. Mas, o que essas pessoas parecem não entender é que é sempre com a intenção de inspirar e incentivar os outros, e não pra vangloriar meu ego ou me colocar EM CIMA de ninguém”.

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Seu mimetismo é impressionante. Num momento você vê Jonathan interagindo com pessoas rebeldes, outsides. Com pessoas cultas, grandes artistas. No outro, com prostitutas, viciados, palavrões e linguagem forte.
A mim, ele se apresentou muito gentil, educado, doce. Por trás daquela roupa preta, pirata, tatuado, forte, seus olhos eram miúdos, mostrando que ali também existe um menino. Ávido em conhecer, mudar, questionar o mundo. Pelo olhar e sua expressão pude ver a inquietação de uma mente agitada, que não pode perder tempo, tem que produzir. E acima de tudo, muita humildade.

E então, ele aceitou o convite para o almoço no domingo.

Desta vez me calei um pouco e deixei que ele falasse. Parecia um amigo de longa data. Espero nunca mais perdê-lo, embora tristemente ache que nunca mais o encontrarei.

E foi assim que eu conheci o pirata. O Original Capitão Jack!

E ele mostrou em seu braço a tatuagem que Johnny fez nele: “O.C.J.”. Lá no Hawai, durante as filmagens de Piratas. 

De fato, ele é o Original Capitão Jack. Descrevo-o acima. Junte o que descrevi, e mais as aventuras e desventuras que vocês vão ler na parte 2 onde foco mais na sua biografia, e encontrarão o capitão Jack.
Keith Richards emprestou o lado roqueiro, o balanço no andar, o kajal nos olhos. Mas a personalidade de Jack, veio do Jonathan, assim como seus dentes de ouro reluzentes.

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Porque deixou de tatuar? – Perguntei. E ele respondeu que tatuagem era um trabalho para pagar as contas, se manter. Era um estilo de vida. O escritor precisou de um “segundo trabalho”, o plano “b”, para poder sobreviver. E então a tatuagem fez esta parte.
Isso não diminui em nada a importância do tatuador JS. Como todo artista inato, sua arte ganhou destaque e tornou-se um ícone. Não poderia esperar outra coisa de quem tem talento, criatividade, personalidade e individualidade.
Virou lenda.

A literatura é a forma preferida de expressar o que sente e o que observa no mundo. Ainda jovem, conheceu Charles Bukowski e dele recebeu grande influência. Ele sempre escreveu, durante todos aqueles anos, como tatuador, mas eram textos sobre arte, tatuagens, assuntos que ele gostava. Mas vinham do cérebro e não de seu íntimo, e então jogou tudo para o alto e deixou seus textos fluírem, totalmente criações suas.
Durante o tempo em que foi o dono da Fun City, ele se tornou editor da International Art Tattoo Magazine.
Ele gosta da companhia dos seus entes queridos e gatos, assim como uma tribo de velhos e novos amigos, fãs, simpatizantes e parceiros em todo o mundo.
No banner de seu blog está seu lema:
“Consolar o triste e perturbar o confortável – desde 1953″.

É espiritualista, um homem de fé. Salve Ogum!

Está há muitos anos sem fazer uso das drogas e bebidas, e o amigo Marilyn Manson o define como “um veterano condecorado da guerra às drogas”.

Hoje apresentamos Jonathan, esta semana teremos ainda a parte 2 deste post – uma breve biografia – e principalmente vamos conhecer melhor “o escritor”, suas obras e projetos em andamento.

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Referências:

Jonathan Shaw/FB
scabvendor.com/

~Salete

27 thoughts on “Jonathan Shaw

  1. Rosa Maria disse:

    Uma personalidade forte e única. Estou encantada em conhecer um pouco mais sobre esse grande artista. Agora vou aguardar ansiosamente a segunda parte! E que honra a sua Salete, em conhecer e desfrutar de sua presença. Sentados em um banco da Praça XV, simples assim!

  2. Liroque disse:

    Sá, que experiência marcante! Estar diante de alguém, que tem tanto para dar, tanta cultura pra compartilhar. Você é uma privilegiada ! Achei seu texto muito bem escrito. Muito legal.
    Obrigada ao Jonathan por aceitar o convite e nos permitir conhecê-lo dessa forma tão especial.
    Parabéns, Sá; trabalho lindo!

  3. Sara disse:

    Que legal o post, Sa. É um privilégio conhecer pessoas próximas a seus ídolos, não só por isso, mas também porque elas costumam ser maravilhosas, inteligentes e bacanas.
    Pena que a Van está tão longe 😆

  4. Adriana disse:

    “Consolar o triste e perturbar o confortável – desde 1953″.
    Gosto disto. Valeu, Sa! Desafiador, instigante e acima de tudo inspirador. JS Nos faz “movimentar” .

  5. Lia disse:

    Que lindo Sa
    e não podia ser em um dia melhor…
    encantador… que honra poder saber mais sobre esse homem tão misterioso e interessante…

  6. lara zenga disse:

    “Consolar o triste e perturbar o confortável – desde 1953″…

    Hum… Senti afinidade. Algo do tipo vamos incomodar, fazer pensar, conhecer culturas, sem preconceitos, rodar o mundo, afinal muitas pessoas levam uma vida de gado – como diria Zé Ramalho. Cabe aos artistas revelar que o conhecimento é a melhor arma contra a engrenagem do sistema. Se Sartre disse que “a cultura não salva nada nem ninguém”, eu ouso acrescentar: Pode não salvar. Mas abre caminhos para o conhecimento fora da sua zona de conforto. Fora da caverna de Platão.

    Admito Salete. Invejo a sua oportunidade de ter conversado com Jonathan Shaw. Queria ter estado com vocês. Aceitaria o pudim, sem problemas com as calorias, não sou adepta da beleza convencional imposta…

  7. lara zenga disse:

    (continuando) Mas queria ter ouvido JS para engordar o meu faminto cérebro por pessoas inteligentes que tem algo para dizer. Amo que tenha conseguido isso para mostrar o artista polivalente que ele é. A pessoa dele. O ser humano. O contestador. Como tantas vezes você traz a tona via DL pessoas interessantes. Eu só vi o mundo verdadeiro de Jonathan Shaw agora em seu post. O conhecia pelo seu ofício de tatoos. Não digo que virei fã, porque você sabe que odeio a mitificação das pessoas. Mas digo que depois de tudo o que li aqui, JS entrou para a minha lista de seres humanos com os quais me identifico: Escritor? Pensador crítico? Bukowski? Um cara que conheceu Bukowski e se inspira nele? Não precisa dizer mais nada! Ele tem meu respeito…

  8. lara zenga disse:

    (continuando) Parabéns pela entrevista. Muitos jornalistas matariam por ela. Mas certamente nenhum deles conseguiria mostrar o real Jonathan Shaw sem distorcer suas palavras. Obrigada Salete!
    Sim a morte é certa. Precisamos viver, nem que seja para incomodar. 😉
    PS: aumenta essas linhas pq eu penso muito!

  9. Salete disse:

    Já aumentei a quantidade de linhas Lara Zenga! haha
    Realmente ha muito o que falar. Vocês nem imaginam o quanto. 😀
    Obrigada pelos coments meninas!

  10. Ro disse:

    Sá, experiência ímpar!
    Parabéns pela habilidade com as palavras e, principalmente, com os sentimentos.
    Obrigada por trazer mais informações sobre Jonathan, nosso já conhecido através de Johnny.
    Grande personalidade do mundo culto, extraordinário e irreverente que nos desafia e nos faz pensar.

  11. heleusiane disse:

    Maravilhoso seu post, Salete!!!!
    Parabéns pelo previlégio de conhecer alguém tão incrivel como o Jonathan, em todos os sentidos.

  12. Ly disse:

    Estou impressionada, Sa! Sem dúvida, que experiência maravilhosa! O pudim de leite como isca funcionou mesmo, Que venha a segunda parte do post. 😀

  13. Isabel Vieira disse:

    “o indivíduo bem equilibrado é insano.” Notas de um velho safado – Bukowski
    Aguardo ansiosa esta entrevista e, levando em conta sua insanidade temporária, ou não, acredito que não me arrependerei. “Apesar de ser “gringo” moro no Brasil há mais anos que a maioria dos “brasileiros”. Eu tenho 60 anos de idade, a maior parte deles vividos no Brasil. Acho que isso talvez me dê direito a opinar um pouco sobre a cultura do país onde eu passei a maior parte da minha vida. Se não gostar das minhas observações, não leia, simples assim”. Ahahah adorei essa referência à juventude do nosso país, essa nossa imaturidade político-social onde não sabemos criticar, ouvir críticas, ponderar ou tirar essa máscara ora de inferioridade ora arrogante. Temos orgulho e não sabemos de que, e uma preguiça enorme de agitar as coisas. Quero ler o que ele tem a falar, suas opiniões e impressões, ainda mais visto que não tem necessidade de agradar. Ele disse que sofreu influência de Bukowski o que mudou sua forma…

  14. Lais disse:

    Parabéns, realmente uma grande experiencia. Amei o texto, ansiosa pela segunda parte. Sempre tive curiosidade de saber mais sobre Jonathan, Obrigada por isso. Adorei, realmente incrível!!!

  15. Isabel Vieira disse:

    (continuandfo) Quero ler o que ele tem a falar, suas opiniões e impressões, ainda mais visto que não tem necessidade de agradar. Ele disse que sofreu influência de Bukowski o que mudou sua forma de escrever, então teremos, acredito eu, cruas afirmações. Só falta ele ter a companhia de 9 gatos!
    Bjs Sa

  16. Dih YT disse:

    ” Um cara que impôs a si mesmo uma missão. Tirar o véu que encobre a visão das pessoas.”
    Realmente fiquei impressionada! Adorei a forma com que escreveu Sa, ficou incrivel e esse homem tem muito a mostrar, inteligente e livre! 😛

  17. CamilaD disse:

    Adoro quando coisas boas acontecem! E com certeza Sá, por suas palavras, posso sentir a emoção de conhecer alguém como ele! Que benção!!! Obrigada.

  18. Salete disse:

    Isabel Vieira, o proximo post nao será uma entrevista. Vou falar sobre sua vida, dados biograficos e sobre seus livros.
    Eu não fiz uma entrevista formal com ele. Eu fiz este post baseando nas coisas que conversamos, nas minhas impressões sobre ele e no material que tenho sobre ele. 😀

  19. Jonathan Shaw disse:

    😎 Obrigado, Salete, pelo trabalho bacana que vc fez nessa grande matéria sobre um humilde cigano artista. Vc eh uma jóia rara entre jornalistas e pessoas. O privilegio de te conhecer foi todo meu. Ate a proxima… Tamo’juntos! Abxxx! js

  20. Salete disse:

    Obrigada por suas palavras Jonathan. Quantas vezes já citamos você por aqui e jamais poderiamos imaginar que um dia estarias presente.
    Eu jornalista? Quem pudera rsrsr. Você é muito gentil. 😉

  21. Luzmarilda disse:

    Salete,obrigada por dividir essa experiência,que no mínimo foi encantadora…Aguardo ansiosa a segunda parte.
    “Consolar o triste e perturbar o confortável.”

  22. Jay disse:

    Parabéns Salete pelo post esclarecedor sobre a essência de Jonathan Shaw.

  23. Paloma G disse:

    O texto ficou ótimo, foi muito bom poder conhecer mais sobre o Jonathan. 😀
    Parabéns Sá!

  24. ana C disse:

    Uau! Que matéria hein Salete!
    Obrigada por compartilhar com a gente!

  25. Aninha disse:

    Lindo texto, parabéns Salete!
    Que honra conhecê-lo e ter seu comentário no blog, não? Grande personalidade!
    Fiquei curiosa para ver o bonequinho após ele desenhar as tatuagens!
    Beijo e parabéns mais uma vez pelo seu trabalho!
    Aninha

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