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O Bravo

A história principal de “O Bravo” gira em torno de uma polêmica questão: até onde você estaria disposto a se sacrificar pela sua família? Qual é o limite tênue entre sacrifico e suicídio? A situação ainda se agrava quando entra nesta polêmica os conflitos sociais e raciais.

Raphael , personagem de Johnny Depp, é descendente de índios americanos desempregado, casado com uma latino-americana e com dois filhos pequenos para criar. A família vive em situação de pobreza em um trailer nos arredores de um depósito de lixo do qual a comunidade sobrevive. Esta comunidade é formada por nativo-americanos, latinos e todos os outros tipos marginalizados pela sociedade. Mais uma vez encontramos Johnny em um papel onde seu personagem representa um “outsider”, ou seja,“ uma pessoa que vive à margem da sociedade”, mas não é só da sociedade dita comum que Rapahel vive isolado. Ele isola-se também da sua comunidade, tentando não mais pertencer ao ciclo vicioso que o leva a crimes, condenações e desamparo familiar. Ele quer uma vida digna para sua família, quer que seus filhos vivam o tão desejado sonho americano “acima dos morros”, como ele diz no filme. Para isto ele faz um contrato de emprego com diretor de filme de baixa categoria Mr. MacCarthy, vivido por Marlon Brando. Este contrato nada mais é do que um pacto de morte. Raphael receberia cinqüenta mil dólares para morrer. Ele seria torturado e morto e assim sua família receberia o dinheiro necessário para comprar uma casa e sair da situação de miséria que vivem.

“O Bravo” é um romance escrito por Gregory McDonald, com roteiro de Johnny Depp, Daniel Depp e Paul McCudden. Dirigido e estrelado por Johnny. Lançado somente na Europa em 1997.

Daniel Depp apresentou o romance e um roteiro pré-existente ao irmão Johnny e juntos tiveram a idéia de transformá-lo em um filme.

Assim conta Daniel sobre o filme:

“O Bravo” foi essencialmente um filme estrangeiro filmado em solo americano, financiado depois de termos negociado nosso caminho através do Festival de Filmes de Cannes , arrecadando dinheiro europeu. “O Bravo” acabou por estrelar meu “irmão estrela de cinema” ( Daniel usa este termo satirizando a condição de Johnny ) e Marlon Brando, e foi baseado em um livro de Gregory McDonald. Era a história de um cara pobre que mora num lixão e concorda em deixar-se ser morto num filme de baixa categoria por dinheiro suficiente para tirar sua família da pobreza.

Não, não era comédia. Era, na verdade o livro mais deprimente jamais escrito. Já havia um bom roteiro quando eu consegui o projeto, mas era igualmente deprimente e igualmente ‘infilmavel’. A esta altura o projeto havia se tornado uma lenda de Hollywood. Estava amaldiçoado. O roteiro havia sido vendido em todos os lugares, vários atores importantes haviam se ligado a ele e, então se desligado. Todos concordavam que o roteiro original era brilhante, mas ninguém conseguia enxergar como isto funcionaria num filme. Havia um diretor, mas ele se matou e à sua mulher.

Às vezes este tipo de coisa acontece em Hollywood que como Las Vegas é um lugar supersticioso. Um projeto ganha uma reputação e é um tipo de Jonas e todos se afastam ao ouvir o seu nome.
Por outro lado, eu gostei de “O Bravo” por razões que muitos não gostaram. Eu gostei porque muitos pensaram que não poderia ser feito, e eu gostei dele porque era claramente insano de fazê-lo. Bem, todos concordaram que o filme não iria fazer dinheiro, mas todos que estavam ligados a ele achavam que ele deveria ser feito de qualquer forma. Isto é completamente ilógico, é claro. Mas não se leva muito tempo no mundo do cinema para perceber que nada disso faz sentido. Havia também um sentimento estranho de que talvez pudéssemos fazer algo belo. “O Bravo” quase me matou – quase matou a todos, para ser honesto – mas é um filme do qual tenho orgulho. Foi conscientemente um dedo apontado para o nariz do Establishment, e como tal foi massacrado pela crítica americana quando foi premiado em Cannes competindo pela Palma de Ouro. Quando viu o filme o diretor Emir Kusturica disse ao meu irmão: “Parabéns. Vocês acabaram de fazer o primeiro filme comunista americano.”

As pessoas na Europa me dizem que gostam dele. Nunca foi lançado na América por que meu “irmão estrela de cinema” gosta de impor . “Viel Feind viel Ehr”( Quanto mais inimigos, maior a honra). Isto é uma das coisas que amo nele.”

Johnny também sente orgulho deste filme como revelou recentemente a Nick Tosches para a Vanity Fair. Nesta entrevista Nick perguntou o que ele sentia em relação a este filme. Johnny respondeu “Estou orgulhoso, sabe?”, e Nick: Agora que sua produtora está se tornando poderosa no meio artístico, pensa em lançá-lo? “Não, não. A idéia de lançá-lo… não, não.” Ou seja, ele quer ainda “impor” esta aura poética, este clima europeu em torno do filme.

Eu pessoalmente aprovo. Este é um dos meus filmes preferidos com fotografia impecável, uma atuação pra lá de brilhante de Marlon Brando e ainda tem de quebra trilha sonora de Iggy Pop que também faz uma rápida participação no filme na cena da festa.

Trilha de Iggy Pop:

Em 1997 Johnny conversou com Christophe D’Yvoire da revista francesa Studio e falou da dificuldade de atuar e dirigir ao mesmo tempo.Aqui estão alguns trechos desta entrevista:

“Studio: Primeiro você só queria dirigir o filme, você não pensava em atuar nele …
Johnny Depp: Sim, esse era meu sonho. Mas, eles rapidamente me explicaram que se eu só dirigisse o orçamento seria de um milhão de dólares. Pelo contrário, se eu também desempenhasse papel de Raphael o orçamento de repente seria de cinco milhões de dólares. Você sabe seria impossível fazer este filme com um orçamento de um milhão de dólares. Obviamente eu tive que concordar.

Studio: Foi difícil para você dirigir a si mesmo?
Johnny Depp: Difícil? Horrível.

Studio: Por que?
Johnny Depp: Por muitas razões para dizer a verdade. Mas, principalmente porque como ator você tem que colocar-se em um estado de transe , você tem que perder o controle sobre a realidade. Mas quando você dirige, é exatamente o contrário: tudo deve estar sob controle a qualquer momento. Você não deve perder o controle sobre o que você está fazendo em momento algum. Estas são duas atitudes opostas e é estressante ter que ir de uma para o outra incessantemente.

Studio: Qual foi sua primeira impressão sobre o primeiro dia de direção?
Johnny Depp: É um sentimento estranho , sabe. Me disseram que eu iria ter medo do palco, eu me sentiria projetado, e assim por diante … Na verdade eu não senti nada disto. Pelo contrário, eu confio totalmente nos meus sentimentos sobre a história e a equipe. Mas você sabe o que realmente me bagunçou, foi me ver na tela para as tomadas nos primeiros 15 dias. Foi muito doloroso.

Studio: Por que?
Johnny Depp: Eu odeio me ver na tela. Eu nunca vou para as tomadas como ator e eu realmente não suporto ver os filmes que eu atuo. Faço isso só se eu for obrigado. Obviamente, para “O Bravo” Eu tinha que ir para as tomadas e me ver quase todas as noites! Durante duas semanas isto totalmente me bloqueou e eu não era capaz de julgar qualquer coisa. Felizmente, isso mudou um pouco. Hoje, eu ainda não gosto, mas, para o inferno! Eu posso suportar agora.

…..

Studio: Você improvisou muito no set?
Johnny Depp: Sim, muito. Talvez demais. (Risos). Eu diria que 70% do que filmei não foi originalmente planejado no roteiro. Estava nele, mas não desenvolvido. Realemnte apareceu no set.

…..

Studio: Você acha que “O Bravo”, como você também o dirige, será o seu filme mais pessoal?
Johnny Depp: De certa forma eu diria que sim. Eu totalmente me investi neste filme, então eu tive que colocar muito mais de mim nele do que em qualquer outro. Por exemplo, há algumas coisas em “O Bravo”, que me faz rir e eu não conheço muitas pessoas iriam rir com elas.

Studio: Por que?
Johnny Depp: Porque é torcido, insano. Pelo contrário, há um lado muito escuro no filme que me subverte totalmente, mas eu não sei como os outros se sentem sobre isso. É um assunto tão estranho. Eu sou fascinado pela maneira como a pessoa vai agir sabendo que ele está vivendo a sua última semana de sua vida na terra. O que eu posso dizer é que eu dirigi este filme honestamente, sem embelezamento. Haverá muitas mudanças no ritmo e tons no filme porque eu gosto de provocar surpresa. Eu não queria um filme fácil. Essa é uma das razões pelas quais eu estou tão feliz que Iggy Pop concordou em assinar a trilha sonora. Ele também gosta de quebrar ritmos.

E mais recentemente em entrevista exclusiva para Larry King ele voltou a falar sobre este filme já com outra visão diferente da entrevista para Nick Tosches. Talvez este filme esteja “borbulhando” em sua mente em um sentimento ambíguo ou duvidoso sobre seu lançamento nos EUA. Ele também fala da brilhante atuação do seu querido amigo e mentor Marlon Brando.

Larry King: De Pacino a Brando. Agora há um fato curioso em sua vida que me intriga. Você dirigiu e apareceu em um filme com Brando.
Johnny Depp: Sim.

Larry King: Este nós nunca vimos.
Johnny Depp: Sim, “O Bravo”, sim.

Larry King: Por que nós nunca vimos?
Johnny Depp: Tive que apressar e levar ao Festival de Cannes. Levei o filme ate lá. E aí —

Larry King: E foi elogiado lá, não?
Johnny Depp: Foi elogiado. A primeira noite foi realmente maravilhosa. Quer dizer, você tinha Bertolucci lá, Antonioni, Kusturica e todos esses diretores que eu realmente admirei durante anos, dizendo bravo, bravo. E então, no dia seguinte a imprensa americana absolutamente detonou o filme e a mim dizendo que, não se via um grupo tão estranho de pessoas desde Bunel e todo esse tipo de coisa estranha. E eu só —

Larry King: Arquivou o filme?
Johnny Depp: Sim, mas eu não arquivei o filme. Eu era dono dos direitos de distribuição na América do Norte. E eu pensei, quer saber do que mais? Quer dizer, qual é a razão de divulgar o filme? Entende?

Larry King: Talvez você o lance?
Johnny Depp: Sim. Talvez. Eu vou dizer o porquê. Por uma razão em particular somente. Certamente não é um filme perfeito. O que eu direi sobre o filme e o que eu direi sobre Marlon em particular, é que é uma das melhores atuações que ele fez desde “O Último Tango”. É uma das performances em que ele cavou profundamente e fez seu papel de forma grandiosa.

Larry King: Ele ficou um pouco zangado porque você não lançou o filme?
Johnny Depp: Não. Ele não se importou. Não, por ele estava tudo bem.

Larry King: Esse é Marlon.
Johnny Depp: Sim, ele estava bem com a situação.

Recomendo a todos a bela fotografia, a poesia da direção de Johnny que como podemos ver no vídeo do ‘Making of’ abaixo imprime seu jeito quieto e contemplativo, a história cheia de críticas sociais e de dilemas que todos nós gostaríamos de saber as respostas. Até onde você iria por amor à sua família ? Johnny deu sua resposta em 1997 : “ Eu faria qualquer coisa por minha família. Qualquer coisa. Eu comeria minha própria perna. Roubaria, saquearia, mataria se assim tivesse que fazer.”

23 thoughts on “O Bravo

  1. BibiLM63 disse:

    Eu infelizmente não vi esse filme ainda 🙁 …Vou baixar 😉
    Ótimo post!!! Parabéns!!! 😀

  2. Patrícia disse:

    Eu ouvi sobre o filme na entrevista com Larry King, mas nem imaginava toda essa história por trás(de não ter sido lançado, de ter sido dirigido pelo Johnny, etc). Ainda não assisti ao filme, mas gostei da sinopse, estou muito afim de vê-lo. Vou baixar.
    Parabéns ao blog, mais uma vez, fez um post ótimo.

  3. Salete disse:

    Eu já assisti pelo YouTube ano passado, juntando os pedacinhos e em ingles, sem entender o que diziam, mas sabendo a sinopse dá para entender perteitamente. Claro que é algo que só Depploucas fazem, mas quem quiser conhecer, é uma saída.
    Tem cenas lindas, emociantes, e tristes. Qual filme do Johnny que a gente não acaba chorando? Poucos.
    Também acho que ele vai acabar relançando pela produtora dele. Pelo Marlon, pelo irmão, e pelo tapa na cara que ele dará a esse povo que não acredita nele de primeira.

  4. marly disse:

    Este filme é muito bom e incrivelmente triste. Adorei assisti-lo, aliás, o fiz por duas vezes.
    Mas que pena que o texto do Daniel Depp não foi publicado na íntegra. É um texto muito agradável de ler, escrito com muita inteligência, onde ele simplesmente detona com Hollywood e eu, concordei com cada palavra sua. Irmãos abençoados estes dois.
    Não dá para não comentar o quanto você estava belo neste filme. Nenhuma surpresa nisto, eu sei. Belo você sempre está, mas é que às vezes, eu não sei explicar, você consegue superar a sua própria beleza, eu vou ficando tonta e ……

  5. Rosa Maria disse:

    😀 Oi Nina, parabéns pelo post. Perfeito. E obrigada pela Making-off, que eu não conhecia, pois na cópia que peguei para assistir, ela não existe. Realmente o jeito de Johnny dirigir é especial! Sem gritos, com muita calma e concentração. Este também é um dos meus filmes preferios. Tenho que confessar que quando comecei minha corrida para assistir a todos os filmes dele, este foi um que fui deixando, por que a história de que o personagem seria torturado até a morte me assustou, e pensei, não vou aguentar ver isto. Mas quando finalmente assisti, vi o quanto Johnny foi poético, o quanto conseguiu transmitir toda a força e verdade da história, com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo.
    Também acho que uma dia ele vai lançar nos Estados Unidos. Realmente é um tapa na cara, daqueles que não acreditam nele, e naqueles que se recusam a encarar o que o país fez com seus irmãos índios. Bjos e mais uma vez obrigada. 😛

  6. Ro disse:

    Vi e revi várias vezes.
    Nunca entendi porque havia sido criticado um dia.
    Não gostava de saber( sempre entendi assim) que Johnny não havia gostado do resultado.
    Agora está claro. Que bom saber de toda a história, poque adorei o filme e é no detalhe, é na sutiliza que está a beleza deste filme.

  7. Lu.moraes disse:

    Amo esse filme e amei o post .Obrigada Nina.

  8. Luciana disse:

    Não é um dos meus preferidos.. sempre achei que faltou uma melhor produção.. que ficou muita coisa para o próprio Johnny fazer. Mas acho que foi uma experiência válida, a trama do filme em si é muito bonita.

    Vale a pena ver quem nunca viu. Mas prepare-se, você nunca viu um filme desse estilo, hehehe

  9. Pollyana Elias disse:

    eu também ainda não vi o filme
    lendo esse post me deu muita vontade de assistir
    parece ser forte e muito triste
    parabéns pelo post Nina
    existe grandes historias por trás dos filmes

    beijos

  10. Rosa Maria disse:

    😉 Oi, não resisti e voltei. Este filme é tão especial que dá pra se discutir sobre ele um mês.
    Quero agradecer a Nina pela entrevista onde Johnny deixa tão claro por que não gosta de se
    se ver nos filmes, e também mostra porque ele é um ator excepcional. É entrega total ao personagem,
    e por isso conquista a todos. Mais uma vez parabéns e obrigada. 😛

  11. Ninalee disse:

    Eh verdade Rosa Maria, este filme eh muito rico. Ha muitas passagens para se discutir , alem da direcao, atores e equipe. Na hora de montar o post eh um sufoco para fazer os cortes. Sempre temos que sacrificar detalhes em detrimento do tamanho do texto. Fico feliz que voces gostaram.

  12. Jeeh disse:

    Como a Lú disse, prepare-se porque você nunca viu um filme desse estilo. Talvez tenha sido por isso que quando fui ver a primeira vez foi tão “sacrificante”.
    A princípio eu não gostei, mas quando você o vê com outro olhar, com certeza entra no que o filme quer passar.
    Quando houver oportunidade vou revê-lo.
    Parabéns Nina.

  13. marly disse:

    Realmente é necessário optar pelo que será escrito. Agora não menospreze tão belo texto. Dizer que precisou sacrificar detalhes é no mínimo uma afronta ao tão inteligente irmão do nosso querido Depp.

  14. Ninalee disse:

    Marly, eu nao me referi a entrevista de Daniel Depp.

  15. marly disse:

    Alívio. Num outro momento poderia publicá-lo na íntegra. O texto é muito bom e merece ser lido por todos os amantes de cinema.

  16. Bea disse:

    Lindo post!
    Parabéns Nina!
    como já disse la no forum… esse filme é um dos meus prediletos.
    Quando assisti a primeira vez não sabia nada da historia e fiquei encantada.
    Muito obrigada!
    O Blog ta lindo!

  17. caarol_ disse:

    Lindo post! Mas um filme tão cheio de coisa que nos fazem refletir, merecia um post a sua altura! Amei 🙂

  18. Lia disse:

    Eu assisti em 2007, tinha 13 anos… Talvez por isso eu não tenha gostado muito…
    Não que o filme seja ruim, mas é que u prefiro os que são parceria Burton + Depp, e como vcs viram, não tem nada a ver com aqueles filmes do Johnny que estamos costumadas a ver.
    Talvez eu assista ele denovo agora que to mais velha e tenho um entendimento maior, mas por enquanto ainda tenho a imagem ruim que tive ha quase 4 anos atras.

  19. Sarah disse:

    A-D-O-R-E-I o post!!!!!! Como todos os outros, adorei!!!! Amo Johnny… 😀

  20. Jaquee disse:

    Muito booom! Que história maravilhosa para se abordar.
    Aí coloca na mão do Johnny, pronto… Pena que não tenha vindo para esses lados, mas se pensarmos como o Johnny, foi bom não ter vindo pra não quebrar a poesia dentro do filme. Já tive a oportunidade de assistir, tenho ele no meu computador, mas nunca me foi despertada a curiosidade. Agora é a hora! hahaha
    Obrigada pelo post maravilhoso! Está de parabéns Nina!!!

  21. Maria-Flor disse:

    Adorei o post, Nina!
    O Bravo é um filme inquietante, que provoca tristeza e revolta. Demorei a assistir pela 2ª vez, porque me deu um aperto no peito do começo ao fim quando vi.
    Ao contrário da maioria dos filmes, a gente já sabe como será o final, mas isso só aumenta o interesse; toda a expectativa no ‘acontecimento’ deixa o filme tenso.
    Dá pra ser usado em aulas de ensino médio e faculdade, abordando vários temas sociais.
    Excelente filme e, de quebra, com uma fotografia maravilhosa!

  22. Tayssa disse:

    Muito bom, vontade de ver . 😉

  23. Alessandra Mendes disse:

    oiii gostaria de saber aonde eu posso abaixar esse filme para assistir ja procurei e n acho em luagar nenhum porfavor me ajuden obrigado

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