O que diz a Vanity Fair

jan 23 • by Adriana • 20 CommentsRevistas, Vanity Fair

Imaginem-se sentados no chão de um trailer ricamente decorado em um set de filmagem com ninguém menos que Johnny Depp ao seu lado totalmente relaxado e disposto a falar sobre tudo. Foi isto que Patti Smith fez. Patti penetrou no que ela mesma descreve como “mente ocupada” de Johnny. Patti conseguiu mostrar com esta entrevista – talvez por ter os instintos femininos, talvez por ser uma poetisa ou ainda talvez por ter um espírito tão rebelde quanto o de seu entrevistado – muito da intimidade de Johnny, do seu processo incrível de criação e de como ele vive num universo só seu, porém muito rico e extremamente peculiar.

Patti Smith é cantora e poetisa americana que se destacou durante o movimento punk em 1975 com seu famoso álbum “Horses”. É conhecida com a “poetisa do punk” ela trouxe o lado feminista e intelectual para a música punk e tornou-se uma das mulheres mais influentes do rock n’ roll.

Patti Smith é amiga de Johnny Depp. Não poderia ser diferente: a poetisa do punk e o ator mais rock n’ roll de Hollywood. Combinação pra lá de perfeita!

Eles se conheceram nos bastidores do Orpheum Theater em Los Angeles após um show de Patti. Quando ele sorriu, ela logo notou uma separação nos dentes de Johnny, ele estava filmando “Alice no País das Maravilhas”. A conexão entre os dois foi instantânea, logo estavam falando de escritores como John Wilmot, Baudelaire ou Hunter S. Thompson. A partir daí Patti tornou-se amiga íntima de Johnny e por esta razão , ela nos presenteou com uma deliciosa – e reveladora – entrevista publicada na Vanity Fair, edição de janeiro /2011.

Para esta entrevista Patti visitou Johnny nos sets de “The Rum Diary” em Porto Rico, de “ O Turista” em Veneza e “Piratas do Caribe 4” em Londres.

Ela descreve Johnny como “uma energia magnética misturada com certa timidez. Ele se diz o guardião de tesouros como a última máquina de datilografia que pertenceu a Kerouac, um manuscrito de Arthur Rimbaud e uma arma de John Dillinger.

Johnny é centrado, mas ainda assim parece operar em um outro universo. O tempo é precioso, mas também inútil. Ele possui um pouco de “ O Poderoso Chefão” e também um pouco de um mendigo. Ele é tão rebelde quanto Rochester, tão amável quanto o Chapeleiro e mal comportado como Jack Sparrow.Ele é também intensamente leal.”

Em Porto Rico ela pode ver o quanto Johnny é dedicado e o quanto ele ama Hunter. No set de filmagem, uma cadeira de diretor com o nome “Hunter S. Thompson” era colocada todos os dias e eram feitos alguns rituais em sua homenagem também.

Durante a premiere de “Alice no País das Maravilhas” em Londres, Patti disse que já se podia notar um novo personagem surgindo em Johnny, Frank Tupelo. E foi também durante uma festa após esta premiere que Patti notou sua beleza. Ela descreve “Depois de algumas horas, eu encontrei Johnny sentado sozinho em uma pequena sala com uma taça de vinho à sua frente. Ele estava vestindo um smoking. Tinha deixado a barba crescer e seu cabelo escuro estava mais longo que de costume. Sua pele clara estava iluminada por uma única luz e ele estava com a cabeça inclinada para trás,de olhos fechados.Ele havia deixado o Chapeleiro e Kemp para trás e já estava entrando dentro do mundo de Frank Tupelo. Naquele momento eu notei pela primeira vez o quanto ele era belo.”

Em Londres, dentro do Pinewood Studios, durante os últimos dias de filmagem de “Piratas do Caribe 4″, eles sentaram-se no chão do trailer de Johnny, “um covil decorado com brocados digno do Capitão Jack Sparrow com os talismãs de seu correspondente na vida real espalhados: os óculos de lentes azuis de Johnny, bandanas desbotadas,botas surradas, gorro do Viper Room, os anéis de caveira prata dentro de uma tigela, uma cópia do livro ‘Life’ de Keith Richards sobre o roteiro de “Dark Shadows” e bilhetes dobrados de seu filho de 8 anos Jack e sua filha de 11 anos Lily-Rose. Há um velho violão Stella que ele não resiste em pegar e dedilhar silenciosamente.” Patti conta, “Johnny está trabalhando 12 horas por dia . O dia começa bem cedo pela manhã , no trailer de maquiagem e depois é dividido entre compromissos com a imprensa, pilhas de fotos para serem assinadas, roteiros para ler e responsabilidades familiares – sempre presente e sempre bem-vinda. Há também as horas de cochilos , sempre com seu violão descansando sobre seu peito….” e ainda, “ Jack, seu filho, que tem o ar da mãe e a postura do pai, acompanha o Capitão no set mas não sem antes vestir jaqueta, gorro e cachecol.” Johnny está sem a peruca do Capitão Jack Sparrow o que revela seus cabelos escuros traçados rente a cabeça. Com Jack seu filho ao seu lado, Johnny aperta o RECORD do gravador. “Ele sorri um sorriso só seu. Ele é somente Johnny e, na verdade, Johnny é um personagem e tanto.”

A entrevista não poderia deixar de começar com outro assunto senão música. Johnny destaca que a música ainda é seu primeiro amor e que por não ter seguido a carreira de músico e sim a de ator, ele ainda consegue manter este amor inocente. Ele diz algo interessante “eu aproximo do meu trabalho do mesmo modo que quando toco violão – olhando um personagem como uma canção. Se você pensar como uma expressão musical – ela vem de algum lugar de dentro para seus dedos e para a mesa de som e para o amplificador. É a mesma coisa que se pede quando se atua. Qual é a intenção do autor? O que posso adicionar que ninguém mais irá adicionar? Não é uma questão de quantas notas, mas uma questão do que as notas expressam e o que um leve toque pode fazer.”

Patti pergunta como ele se sente na pele do Capitão Jack Sparrow  ele responde de bate – pronto : “ Livre.- Livre para ser irreverente.” Johnny o compara ao Perna Longa, dizendo “Há um Perna Longa em todos nós.” Ele diz que na época em que estava criando o Capitão Jack Sparrow a única coisa que ele assistia era desenhos animados com sua filha e ele achava que aqueles personagens da Warner Bros. eram amados por crianças de 3 anos de idade até adultos de 93 anos. Ele pensava “Como se faz isto? Como se chega a isto?”, e assim deu-se inicio a criação do Capitão Jack Sparrow, o pirata mais adorado da história do cinema!  

Outro ponto legal desta parte da entrevista é quando Johnny explica que na época ele estava lendo vários livros sobre piratas e um livro em especial, escrito por Bernard Moitessier chamou sua atenção por falar sobre navegar pela Terra e almejar o horizonte e ser capaz de se ater a este horizonte, o qual nunca se chega, era  o objetivo de um marinheiro, era o que o movia  a seguir em frete. Então ele, Johnny, pensou “É isto!”. Ele foi até os escritores do roteiro e disse que tinha a fala perfeita “ Traga-me o horizonte”, eles olharam para ele disseram que não era isto, mas 45 minutos depois eles voltaram atrás e aceitaram a fala.

Quando comentaram sobre Frank Tupelo, Patti disparou: “Você usa pijamas?”, Johnny: “ Ocasionalmente, sim. Quando está frio.” :)  E ela ainda complementou sua reveladora pergunta com “ Eles tem pezinhos?” , “Não, ainda não tem os pés . Eu ainda não cheguei nesta fase. Entretanto, eu não rejeito a idéia. Uma das melhores noites que já tive foi, depois de longas horas de trabalho, quando usei pijamas dados por Julian Schnabel. Não usava pijamas desde que tinha uns três anos. E eu realmente dormi usando-os. Eles eram de alguma forma confortáveis. Foram feitos por sua mulher. Este foi o momento em que me tornei completamente ‘careta’.”, diz Johnny.

Patti ainda revela mais segredos de Johnny: ele possui um par de meias do time de futebol americano The Miami Dolphins e que ele adora a música “ Daydream Believer” dos Monkees.

Eles falaram sobre “ O Turista” basicamente o que já sabemos de outras entrevistas – provavelmente todas elas baseadas nesta – sobre o agradável encontro com Angelina Jolie, paparazzi os perseguindo por toda Veneza e de como eles evitavam conversar em público para que não surgissem fofocas maldosas. Ele compara Angelina Jolie a um ícone do cinema, Elizabeth Taylor, dizendo que daqui 30 anos todos irão se lembrar dela desta forma. Eu concordo plenamente!

A melhor parte desta entrevista em minha opinião, é quando Patti pergunta “ Uma coisa que eu sempre imaginei sobre estas pessoas que você se transforma pra nós, ou se torna real no filme – elas te visitam sempre? Você é capaz de descartá-las ? O que acontece com elas?”  A resposta de Johnny é magnífica. Ele diz “Eles estão todos lá, o que em parte não pode ser algo saudável, mas estão todos lá. Eu imagino como uma cômoda com gavetas no seu corpo- Ed Wood está em uma, o Chapeleiro está em outra, Scissorhands está em outra. Eles ficam em você. Hunter certamente está lá – você sabe, Raoul Duke. A coisa mais estranha é que eu posso acessá-los. Eles ainda estão muito perto da superfície.”

Outra pergunta maravilhosa- em minha opinião a melhor de todas – “Quando você está interpretando alguém – quando você está profundamente dentro de um personagem – você já teve um sonho que sentiu que não era seu sonho? Os seus personagens sonham dentro de você?” e Johnny:” Eu certamente já tive sonhos onde eu era o personagem. Sweeney foi assim. Houve muitos sonhos obscuros com Sweeney. E com certeza ‘O Libertino’, interpretando John Wilmot.” Patti ressalta a diferença em fazer um personagem fictício e um real. Johnny acrescenta que o processo é totalmente diferente “ A primeira coisa é a responsabilidade. Você tem a responsabilidade com esta pessoa, com o seu legado e sua memória. Especialmente interpretando John Wilmot, o Conde de Rochester, porque eu sempre achei que foi um grande, grande poeta que nunca foi reconhecido como um grande poeta, mas visto como um satírico ou algum bobo que circulava pela corte do Rei Charles II. Nunca acreditei que ele obteve seu merecimento. Ele foi um renegado, um poeta brilhante e incrivelmente corajoso. Eu senti esta incrível responsabilidade em fazê-lo do modo correto. Eu li tudo. Eu sabia tudo sobre ele. Eu fui nos lugares onde ele viveu. Li suas cartas verdadeiras na Biblioteca Britânica e encontrei suas palavras, anotei e coloquei-as no roteiro. Sem querer parecer um tipo Nova Era, eu realmente acredito que ele tenha me feito algumas visitas.”

Patti ressalta que Johnny tem o dom de nos dar a total dimensão de um poema como fez no filme “O Libertino” e em Alice quando recitou “ The Jabberwocky” e pergunta se ele teria interesse em gravar um poemas, Johnny diz que não sabe  porque “ você pode decifrar o que o autor quer, você pode até nadar ao redor das entranhas do poema, mas você não sabe ao certo como o poeta gostaria que seu poema fosse lido.”

Os dois ainda entraram num território dos deuses e comentam que Marlon Brando, assim como Michelangelo, John Coltrane, Bob Dylan, Jackson Pollock fizeram sua própria escola e estão numa escala de Reis, porém demonstram uma solidão.

Patti diz que Johnny menciona três dos maiores talentos do cinema mudo – Buster Keaton, Lon Chaney Jr. e Chaplin – como seus preferidos, mas ele mesmo é um mestre da linguagem, voz, roteiro, palavras e Johnny responde ressaltando que estes atores não tinham o recurso da palavra e então o que eles faziam era sentir, o que eles tentavam expressar era através do ser  “ tudo tinha que ser através do olhar.” – o que, em minha opinião, traduz tudo o que Johnny faz !

Johnny faz uma comparação peculiar entre as suas amizades como Brando, Hunter, Ginsberg – pessoas que ele carrega consigo – e seu avô. Eles eram muito próximos e ele o perdeu quando tinha 9 anos. A tatuagem em seu braço é Jim, seu avô querido.

Comentaram sobre a grandiosidade de Vincent Price – Edward Scissorhands foi seu último filme – e como Vincent impressionou Johnny ao recitar sem ler um poema de Edgar Alan Poe.

Johnny relembra como foi ir até Lowel, Massachussetts, cidade de Kerouac  e ser recebido por John Sampas, irmão da esposa de Kerouac. Sampas o levou pelos cômodos da casa e bares onde Keroauc esteve. Isto antes de suas coisas serem vendidas. Ele deu a Johnny acesso total aos pertences de Kerouac. Ele leu “The Book of Dreams” que estava debaixo da cama, escrito à mão, com as aquarelas. Quando eles foram visitar o túmulo de Kerouac, Sampas deu para ele vestir um casaco que pertenceu a Kerouac e Johnny colocou a mão no bolso e achou um lenço de papel usado por Kerouac .Ele sentiu como se estivesse tocando uma parte da História.

Patti pergunta o que ele está lendo recentemente. “Estou lendo ‘The Thin Man’ de Dashiell Hammet para ver o que podemos tirar dali. Isto é algo que deve ter a direção de Rob Marshall e eu interpretando Nick. Minha esperança é que Penélope ( Cruz ) faça o papel de Nora.” , diz Johnny. “ Qual roteiro você está lendo?”, “ O rascunho mais recente de ‘Dark Shadows’. Isto é algo que eu quero fazer. O roteiro está perto, realmente perto agora, é só uma questão de Tim , o escritor e eu sentarmos juntos e discutirmos algumas cenas.Mas está realmente ficando bom. Nas últimas três semanas tem ficado muito bom.”

Para fechar, Patti pergunta se ele gostaria de fazer peças de teatro. Ele responde que sim. Marlon Brando uma vez disse para ele fazer isto. Que tirasse um ano de folga e estudasse Hamlet antes que ficasse muito velho para isto – coisa que o próprio Brando não teve chance de fazer. Johnny disse que realmente gostaria de interpretar Hamlet.

20 Responses to “O que diz a Vanity Fair”

  1. Eu simplesmente adorei essa entrevista, pude conhecer um pouco mais o Johnny. :D

  2. Sensacional! Palmas, palmas, palmas! Eu já conhecia a entrevista, mas assim como ela está aqui, ficou muito bom. Nina foi nos pontos mais importantes.
    Patti sabe exatamente o que perguntar. Johnny é muito especial, ah , isso ninguem sabia kkkkk

  3. Ai essa entrevista é perfeita gente! Tem tanta coisa nova, tanta intimidade que parece que descobrimos por acaso! Foi ótimo reler aqui!

    Passei pro Fábio, do SOS Nina!
    Beijos

  4. johnny… gênio…
    é por isso que eu amo esse cara!
    =D

  5. :´) que tudo!

    Valeu nina!! Este tempo “ganho” traduzindo isso deve ter sido delicioso…

    Aaaah… eu amo esse cara… s2

  6. Nossa gostei bastante do seu post , a Patti realmente sabe o que perguntar ,como disse a Salete, ela não caiu nas perguntas clichês e trouxe fragmentos interessantes sobre a vida e o trabalho do Johnny,muito boa !

  7. Simplesmente adorei. Johnny é sensacional!

  8. perfeito post! é muito bom entrar assim na mente do Johnny.. complexa, mas maravilhosa! a gente simplesmente se apaixona mais quando lê essas coisas, se é que é possível se apaixonar mais..
    “Depois de algumas horas, eu encontrei Johnny sentado sozinho em uma pequena sala com uma taça de vinho à sua frente. Ele estava vestindo um smoking. Tinha deixado a barba crescer e seu cabelo escuro estava mais longo que de costume. Sua pele clara estava iluminada por uma única luz e ele estava com a cabeça inclinada para trás,de olhos fechados.Ele havia deixado o Chapeleiro e Kemp para trás e já estava entrando dentro do mundo de Frank Tupelo. Naquele momento eu notei pela primeira vez o quanto ele era belo.” eu realmente projetei essa imagem na minha cabeça. Belo? humildade dizer que ele é apenas BELO! haha
    ele me surpreende muito s2

  9. Obrigada, Ninalee, por mais esse delicioso presente! Nós temos o grande privilégio de sermos admiradoras desse homem/ator absolutamente apaixonante…Quanto mais o conhecemos, mais o amamos…

    Johnny Depp transcende!!!

  10. obs: Essa foto dele com a Patti é fase “gordinho” dele. rs
    Ta tão fofinho! s2

  11. Legal, gente :) . Na verdade nem gastei tanto tempo assim traduzindo porque praticamente ja tinha decorado esta entrevista -kkkkk. Para mim, esta é de longe a melhor entrevista que já li dele. Ele se revela de modo sutil e as perguntas sao muito inteligentes.Nem se compara com a VFdo ano anterior.
    Ah, Lu. Que bom que voce mandou para o Fabio. Acho que vai ajudar muito na sua pesquisa.
    Ka, nao é a toa que a Patti está com a mao debaixo da camisa dele – kkkkk Tem onde pegar! kkkkk

  12. Sabe aquilo que parece que a gente já sabe mas quer ouvir, ouvir e ouvir?
    Patti captou tudo o que a gente capta, mas amiga, íntima e sensível conseguiu exprimir.
    Johnny é isso. É tudo de concreto e mais um tudo de sonho.
    Obrigada Nina! (Já não chegava o sufoco do Turista, do Jack…tá difícil de administrar!)

  13. Jaquee, vim destacar o mesmo texto!
    Isso aqui foi de matar! Patti fala nossa língua.
    “Depois de algumas horas, eu encontrei Johnny sentado sozinho em uma pequena sala com uma taça de vinho à sua frente. Ele estava vestindo um smoking. Tinha deixado a barba crescer e seu cabelo escuro estava mais longo que de costume. Sua pele clara estava iluminada por uma única luz e ele estava com a cabeça inclinada para trás,de olhos fechados.Ele havia deixado o Chapeleiro e Kemp para trás e já estava entrando dentro do mundo de Frank Tupelo. Naquele momento eu notei pela primeira vez o quanto ele era belo.”
    Que cena, ela presenciou! Que sensibilidade para captar esse momento e torná-lo eterno.

  14. Lindo tudo isso,a Patti foi perfeita nas perguntas muito meigo.Essa discrição de como ela o encontrou pouco depois e a coisa +linda que eu ja ouvi…perfeito…magico como a gente o senti.obrigada nina.

  15. Completa!!! sintonia total!! a-do-rei!!!

  16. Adoro essa entrevista e muito obrigada nina, pela tradução, você teve um super trabalho, um delicioso trabalho!!! :D
    Essa entrevista é demais, também é o resultado de Johnny♥♥♥, o nosso poema e da Patti, a poetisa!!!
    beijos,
    Clara

  17. E tem gente que não não percebe o quão genial ele é… acho que esta foi uma das – se não a – melhor (es) entrevista (s) que li dele… realmente divina! Amei e, é claro, cada vez vejo mais motivos para amá-lo. *-*’ Isso é o que eu chamo de ídolo!

  18. Ai…ótima entrevista!!!
    Amei e senti um pouco de ciumes dessa Patty rsrs
    Ele é genial,cada vez mais me apaixono por ele,fazer o que né…
    Ela disse tudo o que eu já sabia,sobre a tal “mente ocupada”,sobre “gostos de livros”
    Muito obrigada mesmo Nina pela tradução…
    Esse é um dos melhores blogs,concerteza{sem bajulação}

  19. Simplesmente perfeita. Gostei muito das perguntas, principalmente das respostas.
    Patti soube o que, e como perguntar, para chegar ao seu ponto alvo. haha
    Nem gostamos..

    Está de parabéns Nina, mais um vez.

  20. Uau! Que entrevista!!!

Leave a Reply

 caracteres disponíveis