Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Rosa Maria » Seg Out 06, 2014 5:07 pm

Gente, aguardando ansiosamente a tradução, mas já deu pra ter uma ideia! Lindo demais! Johnny escreve com a alma! Apaixonada de novo, :SM120: :SM120:

E ele está se especializando em escrever prefácios!! Quantos já foram? No the Lone Ranger Behind the mask ele escreveu o Posfácio!
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Ro » Seg Out 06, 2014 10:11 pm

Aguardando ansiosa também! E é um texto enorme. Quantas frases lindas devem existir ali!
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By Sá.

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor heleusiane » Seg Out 06, 2014 10:17 pm

Joguei no tradutor do Google e dá pra entender um pouquinho... Ler Johnny é sempre um prazer. Como ele escreve tão lindamente!!!!! É muito profundo em se expressar. Amei!!! :amando: :amando:
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor salete » Seg Out 06, 2014 10:41 pm

Meninas essa tradução eu pedi pra Adriana fazer. É muito grande e como vcs sabem é dificil traduzir Johnny porque ele usa expressões pouco convencionais e só quem domina muito bem o ingLês consegue interpretar o ele diz.
Mas ela está em época de provas dos alunos então vai fazer com calma durante a semana. Portanto vamos aguardar que a tradução vem, ok? :D

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor CamilaD » Seg Out 06, 2014 10:41 pm

Tentatar entede-lo não é para qualquer mortal que estuda inglês quando criança. :lol: Difícil demais. Mas algumas frases dá para buscar, e ele é sempre ele... Um doce para separar as coisas boas das pessoas.
Aguardando tradução! (Y)
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Liu Roque » Seg Out 06, 2014 11:25 pm

A
salete escreveu:Meninas essa tradução eu pedi pra Adriana fazer... Portanto vamos aguardar que a tradução vem, ok? :D

Aguardando ansiosamente! :SM120:
:lovejohnny:
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Jay
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Jay » Qua Out 08, 2014 12:02 am

Tradução do Prefácio
Á pedido da Sá. Por favor, creditem o DL se compartilharem lá fora.

----

Observação: O N/T significa Nota do tradutor e o destaque em vermelho foi o termo que não entendi e decidi deixar pra Adri dar uma olhada. Se tiver que fazer outras alterações, fique à vontade. :D

Prefácio por Johnny Depp

Enquanto me assento aqui diante do mais barulhento pedaço de papel carbono que delicadamente posicionei em minha robusta máquina de escrever "Olympia", que provavelmente merece um operador mais apreensivo e equilibrado e, "voalá", lamentável é o seu destino ao ser manuseado pelos minhas ineptas e desajeitadas digitais; o papel grita para que eu faça o primeiro movimento.

Meus pensamentos estão carregados com o desafio de escrever algumas palavras sobre um homem. Um artista. Um importante, mais que isso, artista eminente, não apenas para mim, mas para muitos outros. Um extraordinário guitarrista. Um herói cuja habilidade imensurável o elevou ao mais alto patamar diante de todas as listas dos maiores guitarristas que se sucederam desde que ele criou algumas das notas mais saborosas e enfurecidas já liberadas para um mundo inconsciente. Um herói a quem foi me dada a honra de poder chamar de amigo e irmão.

Ponderá-lo — o homem, o mentor — o dilúvio de imagens é surpreendente. Estou congestionado de visões, varrido, quase que catapultado de volta ás boas lembranças de uma juventude (fod**a) com tudo e nada para seguir adiante. Será que mergulhei nessas coisas clichês que não deveria ter quando criança? De fato mergulhei (palavrão).
Com grande paixão, pura ignorância e gosto (palavrão). Por um bom tempo, a vida para mim era um interminável, frágil e perigoso acidente de trem esperando para acontecer. Porém nenhuma auto-medicação, bebida ou substância química tivera o efeito que um trecho de música solitária poderia fazer. Nem de perto.

Vejam bem, esse homem (fod**o) de meia idade foi uma vez essa criança (fod**a). Com doze anos, ou quase isso. Sentado no banco de trás do carro dos meus pais. Estávamos presos no tráfego nos arredores do supermercado "Publix" e da drogaria Eckerd, onde ocorria um evento local no estacionamento. Uma banda estava tocando. À medida que chegamos ao semáforo, avistei as cores mudando em volta dos músicos em silhueta com muita atenção. Fiquei fascinado. Totalmente. E quando o som e visão se impuseram sobre o provincial compacto de pastas que giravam para fora do pequeno cérebro, eu sabia. De repente tudo ficou em ordem. A música que eles tocavam era "Dream On". Nunca precisei tanto daquele momento, daquela música, ou daquela (po**a) de realização em progresso, esclarecendo o real motivo da minha existência e o que eu precisava fazer para me manter são e vivo: Eu precisava de uma guitarra...e logo!

Com grana dificilmente entrando em meus bolsos, eu dei um jeito de conseguir vinte e cinco dólares da minha mãe pra pagar uma (N/T: guitarra) Decca elétrica. O primeiro disco do Aerosmith e um livro de acordes "Mel Bay" tiveram que ser escondidos dentro da minha calça e jaqueta (medidas extremas e toda aquela coisa). Eu tocava aquele disco e estudava o livro de acordes como se fosse uma linguagem santa. A puberdade passou quase que despercebida. Me desliguei do mundo, fiquei enfurnado em meu pequeno quarto, praticando e praticando...Precisava atingir uma nota perfeita.

E assim minha vida começou.

Agora, pra mim, como um adolescente tímido e desleixado, o nome Joe Perry iria invocar uma referência de espécies que eu nunca havia conhecido, principalmente nos primeiros anos quando todos os tipos de professores, não importa o quanto se esforçavam, não conseguiam penetrar meu cérebro o suficiente para extrair algum respeito. Nada no mundo existia além da guitarra e daqueles que conseguiam dominá-la como a última forma de expressão...O meio perfeito para um recluso de doze anos desabafar seu temperamento sério.

Joe Perry era um dos poucos nomes naquela época — ao lado do definitivo maestro, Keith Richards - que conseguiria inspirar qualquer senso genuíno de reverência na minha mente adolescente, estimulando corpo e espírito á se importar de fato (palavrão). Eles eram de uma laia nunca antes encontrada — semelhante a encomendar maconha aprovada pelo governo e tê-la entregue à sua porta pessoalmente por Obama. Improvável ...

Mas cada pavio precisa de sua pedra (N/T: de isqueiro) e neste caso a genialidade de Joe era capaz de florescer plenamente quando fundido com outro gênio, o profundamente fervoroso, exibicionista quase-evangélico Steven Tyler, que acabou por criar um dos mais incríveis conjuntos de gaitas, cheios de soul que jamais existira, acompanhado pela brilhante musicalidade de Brad Whitford, Tom Hamilton e Joey Kramer. Outro alguém, por vezes silencioso membro da banda que eu gostaria de saudar é o lendário produtor e ser humano maravilhoso, Jack Douglas, que esteve sentado à frente para os registros iniciais, orientando-os, dirigindo-os. Sem dúvida sua dedicação provou ser mais do que essencial para o incrível sucesso. Ao longo dos anos a banda sofreu altos e baixos, como vocês lerão muito aqui, e apesar de tudo eles ultrapassaram a grande maioria de suas rivalidades e continuam seguindo fortes hoje, tendo sobrevivido e finalmente superado as muitas épocas e tendências que tendiam á entidades bem menores do que eles próprios.

Cortando para 2010, Hollywood, Califórnia. Estúdio de gravações "Swing House", logo depois da Sunset Boulevard. Steven Tyler perambula pelo recinto como um gato selvagem cheio de energia. Ele gentilmente convidou um amigo e eu para assistir a banda gravar algumas faixas do seu novo álbum. E lá estava Joe Perry. Bem ali, no canto, visível na escuridão. Ele me chamou e sentamos lá, ele me tolerava, conversando sobre guitarras e mostrando os efeitos que ele estava usando para o que eventualmente se transformaria no "Music from Another Dimension!" Foi um grande momento para mim, sentar-me naquele recinto cheio de ídolos, com esse ídolo em particular me dando atenção, ainda mais confiando em mim. E desde então, desde aquela tarde impossível, eu experimentei o imensurável prazer de tocar no Hollywood Bowl, entre outros palcos, com Joe, Steven e os garotos. Entretanto a noite que conquistou o lugar mais especial em meu coração foi quando aquela dupla primitivamente tóxica viera tocar musica com meu filho Jack, em sua festa de aniversário alguns anos atrás. Éramos como uma dupla de fãs, eu e ele — em total deslumbre! Eu era aquela criancinha novamente, quase da mesma idade do meu filho.

Uma vida poética era o destino do Joe. Ele nasceu com estilo. Ele pode ter se espelhado nos gigantes antes dele, como todos devem fazer, mas ele transformou todo aquele aprendizado em um som próprio, só dele (N/T: como uma assinatura). A forma como ele usa as notas musicais é tão pessoal e único quanto uma conversa que você poderia ter com o cara. É como ele se comunica. Ele é um mestre dos sentimentos, e com uma guitarra em mãos, sua musculatura, sons rítmicos soam sem esforços, capturando todos pelos ouvidos, refletindo a despretensão inerente de sua capacidade. Tem algo primordial na natureza de suas performances "that just flat-out (palavrão) rocks", convidando a todos para testemunharem e experimentarem. Não há nenhuma lista de convidados elitista aqui. Sem VIPs. Não é necessário nenhum passe para os bastidores.

Se você estiver com esse livro em mãos, à parte da própria música, você terá tudo que sempre irá precisar. O coração e alma do próprio cara, arremessado fielmente na página. O sábio quieto finalmente fala! Você irá notar a natureza sagaz de um homem totalmente sensato. Sem brincadeira (palavrão). Desprovido, claro e simples. Toda a timidez, a honestidade, o amor, suor, lágrimas e a humanidade dessa misteriosa criatura o (a) espera, amigos, de seu inicio até o agora...e seja lá mais o que estiver por vir pela frente.

Este livro é um presente. Um volume sagrado, até. Uma fatia até então secreta da vida, emitida diretamente de um dos maiores deuses da guitarra que já caminhou sobre a terra, ou subiu um palco, ou se alastrou dentro da mente de uma jovem alma á procura do significado da (po**a) toda.

Antes de me despedir de vocês tenho um pensamento final pelo qual me sinto impelido á transmitir. Enquanto lia esse conto eu não podia deixar de ouvir continuamente as últimas linhas do brilhante prefácio de Willian Sarayan sobre sua peça "The Time of Your Life". As palavras de Saroyan resumem lindamente Joe como marido, pai, e homem: "No tempo de sua vida, viva— só que nesse tempo maravilhoso você não deve acrescentar as misérias e as tristezas do mundo, mas deve sorrir para o deleite infinito e mistério do mesmo."

— Johnny Depp

Boston, Massachusetts

6 de Junho, 2014



Edit.: Acrescentando a nota da Adriana: Flat-out significa acelerar, andar a todo vapor. Neste caso, Johnny quer dizer que a atuação de Perry é tão boa que acelera até as pedras.
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One look into stranger's eyes and I know where I belong". The Path - HIM

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Sabrina » Qua Out 08, 2014 12:24 am

Obrigada pela tradução Jay, ficou ótima :thankyou:

Lindo o jeito que Johnny escreve, ele contando sua admiração, e quem foi sua inspiração na época da puberdade quando descobriu a guitarra, amei isso:

"Entretanto a noite que conquistou o lugar mais especial em meu coração foi quando aquela dupla primitivamente tóxica viera tocar musica com meu filho Jack, em sua festa de aniversário alguns anos atrás. Eramos como uma dupla de fãs, eu e ele — em total deslumbre! Eu era aquela criancinha novamente, quase da mesma idade do meu filho."


Imagina a felicidade deles :lol: Já dá pra imaginar a honra que é pra ler estar escrevendo esse prefácio :SM120:
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Liu Roque » Qua Out 08, 2014 12:49 am

Eramos como uma dupla de fãs, eu e ele — em total deslumbre! Eu era aquela criancinha novamente, quase da mesma idade do meu filho.

Muito emocionante! Por essas e outras que acredito que ele nos respeita e nos entende tão bem, enquanto fãs! :bua: :amando: :amando: :amando:
Ele é todo coração quando escreve essas coisas lindas!
:thankyou: , JAY!Valeu muitíssimo! :kiss2:
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor salete » Qua Out 08, 2014 8:40 am

Valeu Jay!!! Peço pra uma e pra outra e sempre alguma faz!!! :lol: :thankyou:
Tenho que ter esse livro!!! :D

Post na home ---> http://www.depplovers.com.br/?p=25768

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor heleusiane » Qua Out 08, 2014 11:46 am

Jay,
Muito obrigada pela tradução. Valeu demais!!!! :thankyou:
Johnny escreve muito bem e sempre, como eu já disse, profundamente. Bom demais ler o que ele escreve! :yahoo:
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Adriana » Qua Out 08, 2014 12:19 pm

Flat-out significa acelerar, andar a todo vapor. Neste caso, Johnny quer dizer que a atuaçao de Perry é tao boa que acelera até as pedras. :mrgreen:


Valeu, Jay. :thankyou:
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor salete » Qua Out 08, 2014 12:33 pm

:thankyou: meninas... Este texto está uma maravilha. Aliás, já são tantos prefácios que ja podemos até abrir um tópico de prefácios e discursos. :lol:

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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor CamilaD » Qua Out 08, 2014 1:45 pm

Encantada com a narrativa dos primeios sentimentos que ele teve com a música. Só um ser humano muito inteligente e sensível como Johnny poderia voltar ao próprio passado e asscoiar com um presente que é ele e seu filho... Em uma radação perfeita. :SM120: Joe Perry foi um herói para esse menino e terá lugar na estante de todas nós.
Como sou um pobre mortal em assuntos de música, apenas admiro esse sentimento especial passado de geração pra geração.
Todas já sabem, mas é bom repetir: Johnny é um tesouro de ídolo, que nos leva a ir muito além dele.

:thankyou: Jay! Incrível tradução!
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Re: Johnny escreve o prefácio do livro de Joe Perry

Mensagempor Ro » Qua Out 08, 2014 1:49 pm

Eu sabia que seria um presente!
Foi além das minhas expectativas. Johnny é ouro.
E pude ver aquela descoberta, a guitarra na vida do menino de 12 anos, muito além das três ou quatro linhas que sempre resumiram esta fase.
Aiiii que filminho da sua adolescência, que menino grande junto do seu menino.

O livro deve ser outra daquelas maravilhas.
Daqueles que conta a delícia de uma vida sem fronteiras, mas com final feliz.

Obrigada demais Jay!!!
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