Obrigada a Adriana pela tradução.
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Apresentação:
Parte 1
Nosso próximo convidado... aqui está um cara... que vocês querem e não sei por que vocês não conseguem, mas aqui está ele. Três vezes indicado para o Premio da Academia , ouça quanto os filmes faturaram. Quanto você acha que os seus filmes faturaram?
- Esta por aí... Eu não sei...
- Está correto 7.9 bilhões de dólares.
- Wow.. Eu não ...
- 7.9 bilhões de dólares. Seu novo filme que vamos ver neste verão “O Cavaleiro Solitário”, um músico talentoso além de ser um ator. Musico talentoso! E ele estará tocando com o nosso convidado Bill Carter esta noite, mas isto acontecerá mais tarde.
Mas agora senhoras e senhores aqui está : Johnny Depp.
D: Como vai?
J: Estou bem, muito bem.
D: Muito obrigado por estar no programa esta noite. Isto é emocionante, olha como sou burro eu não sabia que quando você queria entrar no show business você queria ser musico. Voce é um músico e era o que você achou que seria, um famoso ou o que quer que seja músico.
J: Sim, desde que eu tinha por volta de 12 anos.
D: 12 anos! Quais são seus instrumentos? Você toca vários instrumentos?
J: A maioria guitarra...
D: guitarra?
J: Yeah..
D: Você começou no Kentucky.. ou.. tipo...
J : Ah Sim, sim... eu acho que sim...
D: E então, para onde você foi do Kentucky?
J : Sul da Florida....
D: Sul da Florida...
J: Sim...
D: E então você foi para Hollywood, Los angeles?
J: Sim...quando eu tinha...
D: E então você queria ser uma estrela da musica?
J: Bem, Não necessariamente...
D: Sim...mas você queria perseguir...
J: Eu queria ser um guitarrista...
D: Queria ser um guitarrista... onde você se via como um guitarrista? Como muito bom? Como um cara de estúdio...? Um artista solo?
J: Não especificamente bom, não...
D: Não bom?...
J: Não... eu era médio.
D: Mas você nunca pensou em atuar?
J: Nunca quis, não...
D: Isto é louco, não é?
J: Sim. Olhe para nós agora!
D: sim. ... ( risos ). Entao, qual foi o momento da virada? Voce está lá na California, você tem sua guitarra e de repente você é um ator.
J: Bem, a repentina percepção de... sabe ? Aluguel, contas...sabe quando isto pipoca na sua cabeça e então você percebe que em certo ponto você tem que lidar com o inevitável...
D: Mas, sabe, a historia frequentemente vai para o outro lado... alguem quer ser um ator e de repente não tem dinheiro e então eles tocam guitarra para ganhar dinheiro. Voce fez o oposto.
J: Estranhamente...
D: Sim...
J: Sim...
D: Como alguém conseguiu seu primeiro trabalho ? Se você era um guitarrista... Quero dizer você não estava lá fazendo audições...
J: Não...minha banda mudou-se da Florida para Los Angeles ...
D: Como era o nome da banda?
J: Naquele tempo “The Kids” (Os garotos).
D: The Kids ? (Os garotos)
J: Na verdade éramos garotos naquele época .
D: Então, você e os garotos estavam por lá...
J: Sim...
D: Digo, literalmente, você e os garotos estavam por aí... e então que acontece?
J: Sabe, abrimos alguns shows e este tipo de coisa...e...
D: Para quem vocês trabalharam?
J: Shows de abertura? Nos fizemos alguns bons shows naquele tempo tipo Billy Idol, caras deste tipo... The Pretenders,
D: Mesmo?
J: sim... Ramones...
D: Sim...bons shows. Entao, de repente alguém liga e diz o que? Eu vi você no palco com os The Kids...
J: Não! ( risos ) Não eu estava totalmente quebrado, sabe, e eu estava preenchendo fichas de emprego , diversos... bem, qualquer coisa. Sabe, locadoras de vídeo, cafeterias ou qualquer coisa e um amigo meu que era ator Nicholas Cage ( risos ) você ouviu falar dele?
D: Sim...como você e Nicholas Cage ficaram amigos naquele tempo?
J: Ele estava meio que envolvido com as pessoas que estava saindo e nos tornamos amigos e ele me mandou para seu agente para, sabe, ele disse “Eu acho que você deveria tentar atuar.” Quando eu encontrei sua agente, ela me mandou para ler algo e eles me contrataram.
D: O que era? Você se lembra o que era?
J : Sim. “A hora do pesadelo” o primeiro filme.
D: Wow! ( aplausos)
J: Sim, sim...
D: isto é muito bom!
J: Eu tinha uns três anos quando... ( risos )
D: E então, mais tarde nós teremos um cara chamado Bill Carter...
J: Sim!
D: Que é famoso na música do Texas ou na musica sudoeste ou como eles a chamam “Americana” eu acho...
J: Sim...
D:... cantor e compositor. E você o conheceu onde? Onde você o conheceu?
J: Bill e eu nos conhecemos....ahn... Bill e Ruth.... Carter
D:... sua esposa.
J: Sim...sua esposa. Eles são compositores impressionantes eu os conheci quando eu estava fazendo Gilbert Grape em Austin ( aplausos ) e... e... sim, nós nos demos bem e, sabe, eu digo que eles foram tipo minha salvação durante aquele período, sabe, era um filme longo e eu fiz o filme e eu me mudei com eles por alguns meses.
D: Isto é impressionante. Seus filmes são filmes interessantes e grandes sucessos comerciais, quero dizer, raramente se consegue esta combinação consistentemente.
J: Não tem nada a ver comigo, eu acho ...
D: Eu poderia ter feito qualquer destes filmes... e eu gostaria de ter feito. Voltaremos logo com Johnny Depp.
Parte 2
D: Certo, Johnny Depp está aqui. Eu não posso agradecer-lhe o suficiente por estar aqui e esta é uma noite legal para nós e espero que para você por que você esta aqui com seu amigo e nós vamos ouvir uma musica mais tarde...
J: Sim.
D: Vanos falar sobre “O Cavaleiro Solitario”, estou tão entusiasmado com este filme, eu realmente, isto é excelente e você não é o Cavaleiro Solitario.
J: Não sou.
D: Voce é o seu fiel companheiro Tonto.
J: Eu faço Tonto.
D: Voce se importa se eu mostrar isto?
J : Ah . claro.
D: isto é ótimo! E o Cavalero Solitario é , é claro, quem é... Armie
J: Armie Hammer... sim… ele é maravilhoso, ele é ótimo.
D: E este é você... Se eu me lembro o inicio da gênese do Cavaleiro Solitario vem de uma estória obscura . Este é o tom do seu filme?
J: Sim, bem isto, sim. Vem de uma historia bem obscura e ele se torna o Cavaleiro Solitario através da orientaçao de Tonto.
D: Isto significava alguma coisa pra você quando você era um garoto, talvez da transmissão pelo radio houve uma serie na TV. Voce gostava do Cavaleiro Solitario naquele tempo?
J: Eu gostava de assistir a serie. Eu sempre ficava de alguma forma confuso sobre a posição do Tonto. Eu pensava, por que Tonto tem que fazer isto, por que ele esta mandando o índio embora ...
D: isto é diferente neste filme?
J: Oh, muito, sim.
D: Muito .
J: Muito diferente.
D: Isto parece uma pintura. Parece uma versão de Charles Russell, não parece? Isto é fantástico! Voce parece, você parece que sabe o que esta fazendo sobre o cavalo.
J: Sim. Eu não. (risos)Isto deve ter sido provavelmente dois segundos e meio antes das coisas saírem de controle. (risos)
D: Mas estou te dizendo, digo, esqueça o filme. Eu pagaria 10 pratas só para olhar para esta foto. Mas você cavalga, não cavalga?
J: Eu cavalguei. Eu ... bastante em diversos filmes e coisas assim e sabe, crescendo no Kentucky com cavalos e tudo mais. Mas cada cavalo é diferente... então...
D: você teve que cavalgar este cavalo a toda velocidade.
J: Muito. Sim.
D: E como foi isto?
J: Foi muito bem até certo ponto, sim...houve um momento especifico onde ficou desagradável....o cavalo estava preparado para correr, nós tínhamos corrido o dia todo , então eles não estavam interessados em diminuir a velocidade , de forma alguma. Entao nós fomos ...nós filmamos em lugares diferentes no deserto onde há estes ... sabe, há pequenas lombadas , coisas crescendo e então o cavalo que eu montava decidiu saltar alguns destes pequenos obstáculos. O cavalo não sabia que a sela que eu estava montado estava tipo amarrada, era tipo falsa.
D: Era para dar o efeito de que você cavalgava em pelo .
J: Para dar o efeito de eu cavalgava em pelo. Entao, não estava realmente amarrada no cavalo , somente o suficiente para...
D: Sim, somente um lencinho...
J: sim, sim...um band aid. E veja, quando nós descemos eu fui... a sela escorregou, sabe, e eu fui para a esquerda e eu tinha as rédeas aqui e de alguma forma eu consegui agarrar sua crina e a próxima coisa que vi, tudo muito calmo por alguma razão, eu achei que o medo ia bater, mas não bateu, eu estava esperando...
D: hum hum...
J: ...Tudo que vi em frente aos meus olhos foram estas pernas de cavalo muito musculosas , estas estrias de músculos se movendo, tipo máquina da morte. E... uma palavra me veio a cabeça : cascos. Sabe ? Cascos. Em qualquer caso. Cascos. Cuidado com os cascos.
D: Então, o que você faz neste caso?
J: Bem, você toma uma decisão...
D: Sim
J: ....Eu vou com a fera até que alguém o contenha ou eu largo? Sabe ...é um risco com emoção...
D: Claro! E o que você escolheu?
J: Eu larguei.
D: Você largou.( aplausos ) Quando você... sabe... vou ser tolo sobre isto mas você poderia ter sido seriamente, seriamente se ferido senão morto.
J: Terrivelmente estraçalhado. Sim.
D: Mas você aterrissou de costas, você foi pisoteado?
J: Eu aterrissei de costas, sabe, bati no chão com força e uma coisa que me salvou foi o instinto do cavalo de levantar as patas da frente e ir sobre mim...
D: Pisou sobre você...
J: Pisou sobre mim, senão ele não tivesse feito isto ele teria vindo direto na minha cabeça..
D: Sim, sim.... costelas quebras, torções, machucados...algo assim?
J: Não, ele meio que me atingiu com as patas traseiras, então ficou um pouco dolorido...
D: Ele meio que te atingiu com as patas traseiras....
J: Sim... (risos)
D: ....Bons cavalos fazem isto. Meus Deus! Mas honestamente, onde estavam os dubles pelo amor de Deus? Voce é o Tonto!
J : Sim!
D: Voce não precisa disto!
J: Exatamente a mesma pergunta que eu fiz!
D: Bem, sim. Mal posso esperar por este filme. Quando voltarmos seu amigo Bill Carter estará aqui e vamos falar mais sobre Bill e a musica que iremos ouvir mais tarde. Johnny Depp, senhoras e senhores.
Parte 3
D: Johnny eu queria ... você agora esta publicando... eu conheço seu amor por livros, então você publicou este já best – seller do New York Times. Este é um romance perdido de Woody Guthrie ...
J: Sim.
D: Sobre a pena de morte...
J: Sim.
D: Como você encontrou a transcrição?
J: Chegou ate mim atraves de um amigo mutuo de Hunter Thompson e meu Douglas Brinkley um brilhante escritor e historiador e professor, ele é impressionante, mas ele me ligou e disse “ Eu acabei de ser apresentado ao manuscrito do romance perdido de Woody Guthrie e eu acho que você é o cara. Voce deveria publicá-lo” e então nós o fizemos ... só queria fazer o livro tao bonito quanto possível já que são raças em extinção estas coisas...
D: Voce tem planos de publicar outros volumes?
J: Sim, temos algumas coisas na fila. Tem algo que estamos fazendo com Bob Dylan que devera ser interessante.
D: E uma coisa coisa, na noite passada nós tivemos um grupo tocando Cânticos do mar
J: Exatamente .. The Americans..
D: Sim The Americans...de uma coleçao de Cânticos do mar o qual você produziu, não somente que eu não sabia que você era produtor, mas esta é a segunda coleção de cânticos do mar.
J: Sim Rogues Gallery...
D: Este é o The Son of Rogues Gallery
J: Son of Rogues Gallery
D: E esta é musica que voce encontrou quando estava filmando Piratas do Caribe?
J: Sim, nos Piratas 1 eu estava ouvindo muitos cânticos do mar, sabe, para ficar no clima e Gore eu eu, o diretor e eu pesamos que seria ótimo ter vários artistas contemporâneos fazem esta coisa...
D: Estes caras foram ótimos na noite passada... Agora, Bill me desculpe eu não me esqueci de você, bem vindo ao show...
B: Obrigado, obrigado...
D: Como.. O que ... Johnny me explicou a conexão quando ele se mudou inicialmente com você e sua esposa...e então vocês começaram a trabalhar juntos na musica. Nos conte sobre aqueles dias e o que acontecia.
B: Bem, naqueles dias especificamente Johnny estava fazendo filmes e eu estava fazendo musica basicamente era tudo que eu estava fazendo e então, nós íamos com ele nestes filmes onde quer ele estivesse, pelo mundo e nós tocávamos o tempo todo.
D: vocês na verdade tinham uma banda?
B: Num certo ponto tínhamos uma banda...
J: Sim...
B: ... nos anos 90 chamada P , a letra P ... nós gravamos um disco.. ( risos )
D: P... O que ? O que isto representa? O P ?
J: A letra do alfabeto. (risos)
D: Eu não preciso disto ! (risos) .... e agora vocês trabalham juntos, vão tocar juntos esta noite . Nos diga sobre a historia por trás do que vamos ouvir esta noite e da seleção de musicas de onde ela vem e coisas assim tudo que precisamos saber...
B: Esta musica em especifico se chama Anything made of Paper e é uma musica que minha esposa e eu Ruth, nós escrevemos muitas musicas juntos, nós escrevemos para os nossos amigos Damien Echols e Lorri Davis.
Damien foi um dos West Memphis 3 condenado injustamente por 18 anos e ...
D: isto foi em 1993...
J: Exatamente.
B: sim...
D: Acusado e julgado e condenado por um crime horrível ...
J e B: Sim, exatamente...
D: E então o resultado foi que foram condenados erroneamente . E o que “Anyhting made of Paper” conta desta historia?
B: Entao, quando Lorri sua esposa foi visitar Ruth e eu , ela nos trouxe três rosas feitas de papel que ele tinha feito como um presente para representar o West Memphis 3 e eu perguntei o que eu poderia mandar de volta para ele,e ela disse que tudo que ele poderia ter era qualquer coisa feita de papel , então eu imediatamente tive esta imagem de uma canção ...
D: Claro, bem ali.... eu poderia...
B: Sim, você poderia ter escrito a canção...
D: isto é incrível! Bem, hoje a noite vamos ouvir a musica e vocês estão trabalhando juntos em projetos futuros?
B: Estamos sempre gravando e fazendo coisas , nós gravamos... fizemos uma coisa outro dia para Springsteen no radio, fizemos uma canção de Bruce, para a trilha de West of Memphis nós gravamos , Johnny e eu e a banda , um cover do Ozzy Osbourne chamado Road to Nowhere, mas fazemos pequenas coisas aqui e ali... Johnny toca nesta musica...
D: Bill, me fale sobre seus amigos la em Austin , os que fazem musica...
B: Bem, minha esposa e eu escrevemos algumas coisas para Steve Ray Vaughan “Crossfire” ... ( aplausos ) ...Escrevemos muito, a maioria que gravou nossa musica foram The Fabulous Thunderbirds, Omar and the Hawlers, Freddy Fender...muitas pessoas.
D: Austin é ótima, não é?
J e B: Sim...
D: Certo senhoras e senhores, quando voltarmos ...ah o nome da banda agora é The Blame
B: Bill Carter and the Blame
D: Bill Carter and the Blame… voltaremos logo !





















