Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Converse sobre Johnny Depp aqui.
Regras do fórum
As regras básicas devem ser lidas e respeitadas em todos os nossos fóruns.

- Somente converse sobre Johnny Depp aqui.
- Antes de criar um novo tópico, utilize a pesquisa do fórum e veja se já não existe um tópico sobre o mesmo assunto!
Avatar do usuário
Rosa Maria
Mensagens: 10373
Registrado em: Dom Out 09, 2011 6:11 pm
Localização: Osasco - São Paulo

Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Rosa Maria »

Embora nunca tenha se declarado um escritor, sabemos que Johnny escreve muito bem, que possui um estilo muito peculiar, e durante todos esses anos de carreira ele vem escrevendo textos muito especiais, especialmente sobre pessoas que ele ama e admira.

São muitos os prefácios, posfácios, artigos, apresentação de exposições, entrevistas que realizou, etc. Vamos tentar colocar o maior número possível destas criações aqui, a medida que for possível obter as traduções. Já temos algumas, faltam outras, mas o importante é que estejam disponibilizadas de forma a facilitar a consulta e que permaneçam guardadas.



------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Começando com o prefácio de

NARCISA - OUR LADY OF ASHES - 2008

O livro de Jonathan Shaw foi publicado em 2008 nos EUA. Em 2015, após ser revisado e ampliado por Jonathan, ele
foi republicado pela editora Infinitum Nihil (do Johnny) em parceria com a HarperCollins, em março de 2015.



Prefácio de Johnny Depp

“Finalmente, depois de vinte anos de bajulação, adulação, debates, e básicas alfinetadas da minha parte, meu velho salafrário irmão, Jonathan Shaw pôs sua caneta no papel, arrastando e fatigando-se de virulentas e violentas alucinações de seu maldito cérebro.

Esperei muito por isso. Então, seja quem for você, acredite em mim. Se você não o conhecia antes, agora vai conhecer. Se você não queria conhecer, azar seu. Uma vez que ele entra na sua mente, ele fica. As palavras de Jonathan Shaw, o trabalho, a vida, as vidas, as mortes, os esbravejos, a raiva, a alegria fica entre os melhores da arte moderna.

Se Hubert Selby Jr., Charles Bukowski, Ernest Hemingway, Jack Kerouac, William Burroughs, Neil Cassady, Dr. Hunter S.Thompson, O Marquês de Sade, Antonio Carlos Jobim, João Gilberto, Edward Teach, Charley Parker, Iggy Pop, Louis-Ferdinand Celine, R. Crumb, Robert Williams, Joe Coleman, Dashiell Hammett, E.M. Cioran e todos os Três Patetas tivessem se envolvido em uma oleosa, vergonhosa, maldosa orgia de puteiro, Jonathan Shawn seria, certamente, sua diabólica, reprovada criação.”


Capas das edições de 2008 e 2015.


ImagemImagem

Imagem
DeppLovers, quatorze anos de carinho, admiração e respeito.
Avatar do usuário
Rosa Maria
Mensagens: 10373
Registrado em: Dom Out 09, 2011 6:11 pm
Localização: Osasco - São Paulo

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Rosa Maria »

Jerry Bruckheimer: When Lightning Strikes - Four Decades of Filmmaking

Escrito por: Michael Singer - Prefácio escrito por: Johnny Depp
Data de lançamento: 17/12/2013

Prefácio por: Johnny Depp

Em 2009 abordei Jerry com seis fotos. Essas seis fotos retratava uma figura enferma e grisalha, com linhas pretas percorrendo seu nobre rosto e um pássaro morto no topo de sua cabeça. Sua trança adornava tesouros onde uma ave viva poderia fazer morada. Jerry olhou uma única vez nessas fotos e disse: “Vamos fazê-lo!”

Agora, a maioria dos produtores removeria você fisicamente só por pensar em uma coisa dessas. O que faz ser particularmente especial pra mim, além da grande confiança depositada em um delírio interno de minha mente frutífera maluca é Jerry ser o único cara que eu conheço que poderia fazer um filme desses. E como todos sabemos, isso fez toda a diferença.

Como o livro que você tem em mãos em breve lhe contará, os primeiros dias de Jerry foram humildes.
Sua ascensão crescente é uma saudação ao trabalho duro e perseverança: Uma inspiração para empreendedores em todos os lugares. Além disso, minha admiração pela maneira ética em que ele encarna a natureza de sua vocação é infinita.

Na época de nossa primeira colaboração Jerry já havia atingido um longo e legendário status. E claro, eu já estava ciente de sua proeminência, mas só em “Piratas do Caribe: A maldição do pérola negra” pude testemunhar em primeira mão suas famosas habilidades.
Após o magnifico Dick Cook ter me oferecido o papel o filme sofreu tempestades no set. Determinados indivíduos da Disney, dos quais devemos o favor de esquecer seus nomes, não ficaram impressionados com minha abordagem do Capitão Jack Sparrow. Esse grupo executivo estava munido de comentários do tipo “ele está bêbado?”, “ele é gay?”, “porque ele tem que andar desse jeito?” A situação foi ficando desoladora. Estava claro que o estúdio me queria fora. O diretor, meu amigo Gore Verbinski ficou firme do meu lado, mas isso iria requerer os esforços de alguém que carregava um peso ainda maior comparado com a soma do nosso pequeno estoque para impedir que eu pegasse o ônibus pra casa mais cedo. Jerry prosseguiu trabalhando sua tática no estúdio, mantendo-se firme contra a barreira de protestos pela bizarra escolha de um ator mediano. O resto, como dizem é…seja lá o que dizem ser.

Entretanto, deve ser dito que mais do que apenas um irmão encarando uma batalha por trás das telonas, Jerry se tornou um amigo querido e um precioso confidente. Acredito que nos estados mais inteligentes eles medem o calibre de conselhos como o dele em barra de ouro.

Em sua inigualável carreira, Jerry tem mais do que conquistado sua marca em Hollywood. Ele é um dos melhores produtores que essa cidade já viu. E me considero afortunado por ter sido capaz de vender minhas mercadorias na grande era de Jerry Bruckheimer e convido você agora, querido leitor, á uma prévia dessa era e não se engane, ela continua a todo vapor, sem nenhum sinal de diminuir e talvez você leve um pouco da marca registrada de Bruckheimer; sua visão e vitalidade para casa com você.

Tenha fé, eu planejo fazer o mesmo, e total respeito pois tais atributos provarão ser úteis a nós ambos.

Johnny Depp
Los Angeles | Setembro 2012


Traduzido por Jay?DeppLovers

Capa da Edição de Luxo.

Imagem


Imagem

Imagem
DeppLovers, quatorze anos de carinho, admiração e respeito.
Avatar do usuário
Rosa Maria
Mensagens: 10373
Registrado em: Dom Out 09, 2011 6:11 pm
Localização: Osasco - São Paulo

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Rosa Maria »

The Lone Ranger Behind The Mask(livro)

Michael Singer (Autor), Gore Verbinski (Introdução), Johnny Depp (posfácio), Armie Hammer (posfácio), Jerry Bruckheimer (prefácio)

POSFÁCIO
JOHNNY DEPP


Nossa, QUE JORNADA…De um impulso insano ha alguns anos atrás para o aqui e agora, aproximando do término das filmagens de O Cavaleiro Solitário em Los Angeles no final de Setembro de 2012. Como todos sabemos não é tanto o destino quanto a jornada…

Começou com um teste para o personagem altamente produtivo em uma tarde de Domingo entre eu, o maquiador Joel Harlow e o fotografo Peter Mountain em Porto Rico no verão de 2009 até a conversa sobre conceito com Jerry Bruckheimer e Dick Cook em Los Angeles. O Cavaleiro solitário não poderia ser feito sem esses grandes homens. Daí partimos para o trabalho e retrabalho do script que foi finalmente entregue por Justin Haythe e então o palco estava montado.

O meu querido amigo, Gore Verbinski, foi o primeira e única escolha para dirigir. Ele é o único homem que eu conhecia insano o bastante para dizer sim.Seu vigor de animal selvagem e visão louca foi uma alegria vivenciar, como sempre. Gostaria também de tirar o corvo (uma referência relacionada á tirar o chapéu, já que ele usou um corvo na cabeça no filme) para o Armie Hammer por ingressar nesse turbilhão e tornar o Cavaleiro Solitário sua cadela

Ao povo de Albuquerque,onde começamos as filmagens em Fevereiro de 2012, gostaria de agradecer pelas boas vindas calorosas e generosa hospitalidade. Gostaria de estender essa exaltação com a mesma precisão ao maravilhoso povo de Creed, Colorado. Ao maravilhoso povo de Canyon de Chelly e Monument Valley na Nação Navajo. Ao maravilhoso povo de Moab, Utah. Ao maravilhoso povo de Santa Fé, Laguna e Jemez Pueblos,Angel Fire e as outras comunidades do Novo México. Ao maravilhoso povo de Lancaster, Acton, Arcadia e Lone Pie, Califórnia. Vocês nos receberam e não poderemos agradecer o suficiente por seu amor e gentileza. Jamais será esquecido. Ao elenco e equipe do filme. São muitos nomes para mencionar, mas vocês sabem quem são. Estivemos nessa jornada antes. E vamos ingressar nessa jornada novamente. Vocês me deram apoio e eu com certeza dei apoio á vocês.

Obrigado aos senhores das planícies do Sul, Nação Comanche, LaDonna Harris e a família Tabbytite, ao presidente Coffey, William Voelker, Troy, Celli Crawford, o falecido presidente Wauqua e todos aqueles que eu tive o prazer de conhecer na Nação.Vocês me receberam como um dos seus e por causa disso sou eternamente abençoado. Espero poder servir á vocês com orgulho ao habitar a pele de guerreiro do seu maravilhoso povo.Sinto-me honrado e privilegiado. Sua fraternidade é um presente diferente de qualquer outro que eu já tenha recebido ou irei receber. Permanecerei humilde a vocês até sucumbir a fumaça.

E finalmente a você, querido leitor. Como podem notar a jornada tem sido longa para nós, mas apenas começou para vocês. Ou talvez não. Talvez vocês tenham acompanhado as estorias do Cavaleiro Solitário e Tonto á mais tempo, desde suas encarnações iniciais nas ondas do rádio até sua transição para a TV. Se for este o caso, eu digo a vocês que acompanhem atentamente já que a fábula irá dar uma reviravolta. Uma reviravolta para o melhor. Talvez uma que deveria ter sido feita á muito tempo atrás, porque acredito que o que me atraiu ao personagem foi ficar poder servir não apenas uma Nação indígena, mas servir a todas as nações indígenas. Todo o povo indígena. E fazer o que puder ao explorar os holofotes que a minha curiosa profissão oferece para trazer uma mensagem positiva a uma situação a tempos problemática e incitar uma atenção global á uma causa que muito necessita.

Este não é o lugar, mas é um desejo meu que você se auto eduque no assunto através de vozes de maior conhecimento que eu. Você irá constar rapidamente que há muito para aprender, para celebrar e muito á fazer. Agora já chega de mim. Em nome de todos os grandes personagens que você conheceu nestas páginas escritas pelo meu nobre amigo de muitos anos, Michael Singer, agradecemos vocês por visitar nosso novo mundo e esperamos que vocês continuem apreciando a jornada, seja lá onde ela te leve, além da tela.

Udah,
Johnny Depp
Los Angeles
Setembro 2012


Traduzido por Jay/DeppLovers


Imagem

Imagem
Imagem
DeppLovers, quatorze anos de carinho, admiração e respeito.
Avatar do usuário
Rosa Maria
Mensagens: 10373
Registrado em: Dom Out 09, 2011 6:11 pm
Localização: Osasco - São Paulo

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Rosa Maria »

"Rocks: My Life in and out of Aerosmith".

Autor - Joe Perry com David Ritz
Prefácio por Johnny Depp


Prefácio por Johnny Depp

Enquanto me assento aqui diante do mais barulhento pedaço de papel carbono que delicadamente posicionei em minha robusta máquina de escrever "Olympia", que provavelmente merece um operador mais apreensivo e equilibrado e, "voalá", lamentável é o seu destino ao ser manuseado pelos minhas ineptas e desajeitadas digitais; o papel grita para que eu faça o primeiro movimento.

Meus pensamentos estão carregados com o desafio de escrever algumas palavras sobre um homem. Um artista. Um importante, mais que isso, artista eminente, não apenas para mim, mas para muitos outros. Um extraordinário guitarrista. Um herói cuja habilidade imensurável o elevou ao mais alto patamar diante de todas as listas dos maiores guitarristas que se sucederam desde que ele criou algumas das notas mais saborosas e enfurecidas já liberadas para um mundo inconsciente. Um herói a quem foi me dada a honra de poder chamar de amigo e irmão.

Ponderá-lo — o homem, o mentor — o dilúvio de imagens é surpreendente. Estou congestionado de visões, varrido, quase que catapultado de volta ás boas lembranças de uma juventude (fod**a) com tudo e nada para seguir adiante. Será que mergulhei nessas coisas clichês que não deveria ter quando criança? De fato mergulhei (palavrão).
Com grande paixão, pura ignorância e gosto (palavrão). Por um bom tempo, a vida para mim era um interminável, frágil e perigoso acidente de trem esperando para acontecer. Porém nenhuma auto-medicação, bebida ou substância química tivera o efeito que um trecho de música solitária poderia fazer. Nem de perto.

Vejam bem, esse homem (fod**o) de meia idade foi uma vez essa criança (fod**a). Com doze anos, ou quase isso. Sentado no banco de trás do carro dos meus pais. Estávamos presos no tráfego nos arredores do supermercado "Publix" e da drogaria Eckerd, onde ocorria um evento local no estacionamento. Uma banda estava tocando. À medida que chegamos ao semáforo, avistei as cores mudando em volta dos músicos em silhueta com muita atenção. Fiquei fascinado. Totalmente. E quando o som e visão se impuseram sobre o provincial compacto de pastas que giravam para fora do pequeno cérebro, eu sabia. De repente tudo ficou em ordem. A música que eles tocavam era "Dream On". Nunca precisei tanto daquele momento, daquela música, ou daquela (po**a) de realização em progresso, esclarecendo o real motivo da minha existência e o que eu precisava fazer para me manter são e vivo: Eu precisava de uma guitarra...e logo!

Com grana dificilmente entrando em meus bolsos, eu dei um jeito de conseguir vinte e cinco dólares da minha mãe pra pagar uma (N/T: guitarra) Decca elétrica. O primeiro disco do Aerosmith e um livro de acordes "Mel Bay" tiveram que ser escondidos dentro da minha calça e jaqueta (medidas extremas e toda aquela coisa). Eu tocava aquele disco e estudava o livro de acordes como se fosse uma linguagem santa. A puberdade passou quase que despercebida. Me desliguei do mundo, fiquei enfurnado em meu pequeno quarto, praticando e praticando...Precisava atingir uma nota perfeita.

E assim minha vida começou.

Agora, pra mim, como um adolescente tímido e desleixado, o nome Joe Perry iria invocar uma referência de espécies que eu nunca havia conhecido, principalmente nos primeiros anos quando todos os tipos de professores, não importa o quanto se esforçavam, não conseguiam penetrar meu cérebro o suficiente para extrair algum respeito. Nada no mundo existia além da guitarra e daqueles que conseguiam dominá-la como a última forma de expressão...O meio perfeito para um recluso de doze anos desabafar seu temperamento sério.

Joe Perry era um dos poucos nomes naquela época — ao lado do definitivo maestro, Keith Richards - que conseguiria inspirar qualquer senso genuíno de reverência na minha mente adolescente, estimulando corpo e espírito á se importar de fato (palavrão). Eles eram de uma laia nunca antes encontrada — semelhante a encomendar maconha aprovada pelo governo e tê-la entregue à sua porta pessoalmente por Obama. Improvável ...

Mas cada pavio precisa de sua pedra (N/T: de isqueiro) e neste caso a genialidade de Joe era capaz de florescer plenamente quando fundido com outro gênio, o profundamente fervoroso, exibicionista quase-evangélico Steven Tyler, que acabou por criar um dos mais incríveis conjuntos de gaitas, cheios de soul que jamais existira, acompanhado pela brilhante musicalidade de Brad Whitford, Tom Hamilton e Joey Kramer. Outro alguém, por vezes silencioso membro da banda que eu gostaria de saudar é o lendário produtor e ser humano maravilhoso, Jack Douglas, que esteve sentado à frente para os registros iniciais, orientando-os, dirigindo-os. Sem dúvida sua dedicação provou ser mais do que essencial para o incrível sucesso. Ao longo dos anos a banda sofreu altos e baixos, como vocês lerão muito aqui, e apesar de tudo eles ultrapassaram a grande maioria de suas rivalidades e continuam seguindo fortes hoje, tendo sobrevivido e finalmente superado as muitas épocas e tendências que tendiam á entidades bem menores do que eles próprios.

Cortando para 2010, Hollywood, Califórnia. Estúdio de gravações "Swing House", logo depois da Sunset Boulevard. Steven Tyler perambula pelo recinto como um gato selvagem cheio de energia. Ele gentilmente convidou um amigo e eu para assistir a banda gravar algumas faixas do seu novo álbum. E lá estava Joe Perry. Bem ali, no canto, visível na escuridão. Ele me chamou e sentamos lá, ele me tolerava, conversando sobre guitarras e mostrando os efeitos que ele estava usando para o que eventualmente se transformaria no "Music from Another Dimension!" Foi um grande momento para mim, sentar-me naquele recinto cheio de ídolos, com esse ídolo em particular me dando atenção, ainda mais confiando em mim. E desde então, desde aquela tarde impossível, eu experimentei o imensurável prazer de tocar no Hollywood Bowl, entre outros palcos, com Joe, Steven e os garotos. Entretanto a noite que conquistou o lugar mais especial em meu coração foi quando aquela dupla primitivamente tóxica viera tocar musica com meu filho Jack, em sua festa de aniversário alguns anos atrás. Éramos como uma dupla de fãs, eu e ele — em total deslumbre! Eu era aquela criancinha novamente, quase da mesma idade do meu filho.

Uma vida poética era o destino do Joe. Ele nasceu com estilo. Ele pode ter se espelhado nos gigantes antes dele, como todos devem fazer, mas ele transformou todo aquele aprendizado em um som próprio, só dele (N/T: como uma assinatura). A forma como ele usa as notas musicais é tão pessoal e único quanto uma conversa que você poderia ter com o cara. É como ele se comunica. Ele é um mestre dos sentimentos, e com uma guitarra em mãos, sua musculatura, sons rítmicos soam sem esforços, capturando todos pelos ouvidos, refletindo a despretensão inerente de sua capacidade. Tem algo primordial na natureza de suas performances "that just flat-out (palavrão) rocks", convidando a todos para testemunharem e experimentarem. Não há nenhuma lista de convidados elitista aqui. Sem VIPs. Não é necessário nenhum passe para os bastidores.

Se você estiver com esse livro em mãos, à parte da própria música, você terá tudo que sempre irá precisar. O coração e alma do próprio cara, arremessado fielmente na página. O sábio quieto finalmente fala! Você irá notar a natureza sagaz de um homem totalmente sensato. Sem brincadeira (palavrão). Desprovido, claro e simples. Toda a timidez, a honestidade, o amor, suor, lágrimas e a humanidade dessa misteriosa criatura o (a) espera, amigos, de seu inicio até o agora...e seja lá mais o que estiver por vir pela frente.

Este livro é um presente. Um volume sagrado, até. Uma fatia até então secreta da vida, emitida diretamente de um dos maiores deuses da guitarra que já caminhou sobre a terra, ou subiu um palco, ou se alastrou dentro da mente de uma jovem alma á procura do significado da (po**a) toda.

Antes de me despedir de vocês tenho um pensamento final pelo qual me sinto impelido á transmitir. Enquanto lia esse conto eu não podia deixar de ouvir continuamente as últimas linhas do brilhante prefácio de Willian Sarayan sobre sua peça "The Time of Your Life". As palavras de Saroyan resumem lindamente Joe como marido, pai, e homem: "No tempo de sua vida, viva— só que nesse tempo maravilhoso você não deve acrescentar as misérias e as tristezas do mundo, mas deve sorrir para o deleite infinito e mistério do mesmo."

— Johnny Depp

Boston, Massachusetts

6 de Junho, 2014


Traduzido por Jay/DeppLovers

Edit.: Acrescentando a nota da Adriana:
Flat-out significa acelerar, andar a todo vapor. Neste caso, Johnny quer dizer que a atuação de Perry é tão boa que acelera até as pedras.


Imagem
Imagem
DeppLovers, quatorze anos de carinho, admiração e respeito.
Avatar do usuário
Rosa Maria
Mensagens: 10373
Registrado em: Dom Out 09, 2011 6:11 pm
Localização: Osasco - São Paulo

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Rosa Maria »

THE GINGER MAN

Autor - JP Donleavy
Edição especial de comemoração dos 60 anos do livro.
Prefácio - Johnny Depp

PREFÁCIO

SEBASTIAN BALFE DANGERFIELD: certamente o primeiro candidato a santo patrono dos incorrigíveis, imorais, mas contrariamente amáveis bastardos....

A maioria dos companheiros, quer eles queiram ou não, teriam medo de admitir que existe um pouco de Dangerfield em todos nós.Ou pelo menos deveria haver, já que um saudável módico distúrbio, tumulto e um pandemônio geral são bons ingredientes para arruinar uma vida.

Ao passo que eu poderia recrutar tal reivindicação sobre uma linguagem tumultuosa contida anexa, eu suspeito não ser a única alma miserável a sugerir tal coisa, para isto deve ser notado que se não fosse pelo talento artístico de J.P. Donleavy e seu querido, desprezável Sebastian não haveria tais obras de arte modernas como Hunter S. Thompson com o seu Fear and Loathing in Las Vegas, ou Bruce Robinson com Withnail & I, nenhum Fairytale of New York de Shane McGowan e sua banda The Pogues entre incontáveis outros das calçadas da arte e além, pelos quais para causar devastação sobre gerações múltiplas de abandono selvagem adolescente. Na verdade, ao seu lançamento, o livro foi banido.

Alem disto, durante a sua primeira produção de palco no Gaiety Theater em Dublin, a peça fechou antes do final do terceiro ato; a plateia não podia sair do teatro com antecedência suficiente e nem, ao que parece, o autor podia, o qual uma vez referiu-se como ao "ter que bater numa retirada antecipada para fora da cidade", na noite em questão.

A este respeito, existem artifícios de palavras tão capazes de enfurecer e cativar simultaneamente. Sua mão hábil, tão intensamente capaz da maior prosa cômica subversiva, não é nunca um substituto para a humanidade de seus personagens e as histórias que eles contam. J.P.Donleavy é um mestre da sua arte, e se houver justiça, sua obra será enaltecida nos corações dos jovens rebeldes em todos os lugares por gerações por vir.

Pois, não há nada como The Ginger Man, uma hilaria obra de arte pioneira, uma importuna joia atemporal de maldades escandalosas proferidas sobre as pessoas que, naquele tempo, eram psicologicamente desequipadas para receber tal declaração libertadora que atrai e repele de maneira igual. Louco, juventude impudica em sua mais honesta, brutal, hilaria, evocativa e mais insubordinada.

Então, querido leitor, seu próximo passo é deleitar-se na depravação que se segue, a seu risco...

Você foi avisado.


Johnny Depp, Coomera,
QLD Austrália, Maio de 2015


Tradução Adriana/DeppLovers



ImagemImagem
ImagemImagem
Imagem
DeppLovers, quatorze anos de carinho, admiração e respeito.
Avatar do usuário
Luzmarilda
Mensagens: 4271
Registrado em: Qui Jan 03, 2008 9:04 pm
Localização: Rio verde-Go-por enquanto.

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Luzmarilda »

Que tesouros!! :SM120: :SM120:
Imagem
"Amo meus filhos + que a vida"
"Suas interpretações me encantam, sua vida me instrui, suas atitudes me alegram... e mostram um mundo melhor. Obrigado Johnny por estar sempre aqui.
sig by Sa
Liu Roque
Mensagens: 4167
Registrado em: Dom Set 16, 2012 9:24 pm
Localização: Teófilo Otoni-MG

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Liu Roque »

Johnny, mais uma vez mostra, com suas palavras, que sabe do que está falando. Esse é o Johnny Depp!
Ahhh... eu preciso citar isto: "QLD Austrália, Maio de 2015". :wink:
Obrigada, Adriana, pela tradução!
:thankyou: , Rosa!!!
Imagem
sig by Sa
Avatar do usuário
salete
Admin
Admin
Mensagens: 10107
Registrado em: Sex Set 12, 2008 6:53 pm
Localização: Florianópolis SC

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por salete »

Este é um projeto meu e da Rosa ha muito tempo. Comecei a fazer na home na reconstrução do site, mas nem anunciei porque ainda está só com 04 textos. Mas está lá. Aos poucos vou adicionando mais. Quem puder colaborar, é bem vindo, é só postar aqui. Alguns fansites antigos internacionais tem outros prefácios, é só pegar e providenciar a tradução.

Home --> Johnny --> Johnny Escritor ---> Prefácios e Textos
Imagem
Avatar do usuário
Luzmarilda
Mensagens: 4271
Registrado em: Qui Jan 03, 2008 9:04 pm
Localização: Rio verde-Go-por enquanto.

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por Luzmarilda »

salete escreveu:Este é um projeto meu e da Rosa ha muito tempo.
Belo projeto,parabéns. (Y)
Imagem
"Amo meus filhos + que a vida"
"Suas interpretações me encantam, sua vida me instrui, suas atitudes me alegram... e mostram um mundo melhor. Obrigado Johnny por estar sempre aqui.
sig by Sa
Avatar do usuário
salete
Admin
Admin
Mensagens: 10107
Registrado em: Sex Set 12, 2008 6:53 pm
Localização: Florianópolis SC

Re: Johnny escritor - prefácios, posfácios e outros textos

Mensagem por salete »

Sobre o Prefácio de The Ginger Man, aqui está o anúncio no site de vendas da Lilliputpress ---> http://www.lilliputpress.ie/book/144232 ... tion_.html
Description:

Sixtieth Anniversary Edition with foreword by Johnny Depp

As Brendan Behan edited - without permission - the manuscript that would become The Ginger Man, he predicted that it was destined to ‘go around the world, and beat the bejaysus out of the Bible’. Behan got the first part right. Since its first publication in 1955, more than 40 million copies of the novel have been sold and it has brought more (mostly American) tourists to Dublin’s Trinity College (where it was set) than the Book of Kells. To celebrate its sixtieth year of publication, as its author approaches his ninetieth, The Lilliput Press marks the occasion with a new, beautifully enanced hardback edition, as well as a signed and numbered edition, limited to 200 copies.

The Ginger Man is simply one of the great comic novels of post-war Europe – an anarchic, light-hearted, rambunctious twentieth-century classic following the social and sexual peregrinations of a footloose American student on the streets and in the pubs of Dublin. Dorothy Parker wrote of it, ‘stunning . . . brilliant . . . The Ginger Man is the picaresque novel to stop them all. Lusty, violent, wildly funny, it is a rigadoon of rascality, a bawled-out comic song of sex’.

As well as the original text it has a foreword by the actor and director Johnny Depp, who plans to produce a film version; an introduction by novelist Sean O'Reilly; an exchange of letters between Donleavy and the late Arland Ussher; a selection of archival photographs from Dublin and TCD in the early 1950s, and features pages from the original manuscript. This edition will also include an illustrated essay on ‘The publishing odyssey of The Ginger Man’ by bibliographer and archivist Bill Dunn. This details the book’s fraught origins, battles against censorship and multiple foreign translations from Korea to China, Finland and farther afield. The book, banned in Ireland until 1968, was published in the Irish Independent’s Great Irish Writers Series and has been cited as one of the 100 best novels of the twentieth century.
Imagem
Responder