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Mesmo rosto parte 2 – Quando o personagem se completa.

Sou apaixonada por maquiagem desde os sete anos de idade. Costumava brincar com as maquiagens da minha mãe, como toda menina. Porém, eu gostava de me “transformar” em outra pessoa e adorava pintar máscaras que me permitiam viajar na imaginação.

Quando fiz o post “Mesmo rosto?” me prendi aos personagens de Tim Burton e Johnny Depp porque li uma discussão super interessante sobre eles como disse no post. Achei bem legal as opiniões de quem leu e foi unânime, tanto no Blog como Facebook, que os personagens de Tim tem sua marca registrada , porém cada um expressa uma personalidade, emoção e situação.

Nosso guru Tim Burton disse que um personagem nunca está completo até que o ator vista as suas roupas e maquiagem. Pensando nisto e unindo à minha memória de infância, vou analisar mais alguns outros personagens de Johnny e tentar desvendar se a maquiagem realmente completa o personagem e transforma o ator. Vou seguir uma ordem totalmente sem coerência e também não vou abordar todos os personagens, senão isto aqui vira um tratado! …. rs Portanto, desde já adianto minhas desculpas por não mencionar alguns deles, isto não quer dizer que eles sejam menos queridos 🙂 .

Quando Johnny nos apresentou Tonto, sua mais nova criação, causou muita controvérsia. O rosto coberto por uma pintura tribal bem incomum àquelas até então já retratadas no cinema deixou muita gente de sobrancelhas arqueadas. Alguns acharam que era perfeita, outros acharam que era uma variação do Cap. Jack Sparrow e ainda outros disseram que ele tinha ido além do limite! Até mesmo Larry King em sua entrevista ficou intrigado e tentou arrancar alguma coisa de Johnny perguntando se Tonto teria uma pena na cabeça. Johnny deu um sorrisinho e disse “É um pouco mais que isto. Eu te mando uma foto.” Este Johnny! ….rs

Eu também acho que ele foi além do limite. Como sempre! Com seu rosto coberto por uma espécie de lama branca, riscos escuros ao longo do rosto, cabelos enfeitados com penas e um corvo como coroa, ele claramente se inspirou na pintura à óleo de Kirby Sattler “ I am Crow”, que retrata um chefe indígena americano da tribo Crow em seu traje de guerra. Ele e Joel Harlow fizeram extensa pesquisa antes de concluírem este visual.

Os índios Crow moravam no vale do rio Yellowstone e eram chamados de ‘homens bonitos’ pelos Europeus e um dos seus provérbios é: “As leis dos homens mudam de acordo com o seu conhecimento e compreensão. Apenas as leis do espírito permanecem sempre as mesmas.”
Parece que Johnny quer cumprir mesmo o que disse: que iria restaurar a dignidade do povo indígena, mostrando realmente quem eles são.

Outro personagem interessante é Willian Blake de ‘Dead Man’. A maquiagem de Johnny ficou sob a responsabilidade de Patti York.

No início do filme William Blake é apenas um contador que se muda para uma pequena cidade por causa de uma oferta de emprego. Devido a um acontecimento envolvendo duas mortes, ele é ferido gravemente e forçado a fugir, nesta fuga ele encontra o índio “Ninguém” e este é quem lhe dá a sua maquiagem. “Ninguém” pinta riscos vermelhos em seu rosto que significam uma sentença de morte e também a transformação, pois a partir deste momento, William Blake conhece seu lado obscuro, matador e sua jornada já não são mais uma fuga e sim, um encontro.

Este é uma delícia para analisar. A chefe de maquiagem foi Ve Neeil que também era encarregada junto com Joel Harlow da execução da maquiagem pessoal de Johnny.

O amado pirata da Salete tem tantos detalhes riquíssimos que ele sozinho daria um post (aliás, ele tem vários neste Blog 😉 ), então vou tentar ser estritamente profissional… rs

Começando pelos olhos de kajal. O kajal na cultura beduína é uma proteção contra o sol. Os beduínos pintam debaixo dos olhos de preto para que luz não reflita diretamente nas retinas. Johnny usou este argumento para explicar o exagero do kajal nos olhos do Capitão Jack Sparrow. Minha opinião é que estes olhos profundamente castanhos com este kajal negro em volta, deixa qualquer sereia sem rumo!

Os cabelos são cheios de contas e adereços que Jack coletou nas suas jornadas. O chefe do departamento de perucas do filme Martin Samuel, disse que a peruca de Johnny foi feita de maneira que servisse na cabeça como um chapéu e que algumas contas poderiam servir de “moedas” caso Jack precisasse fazer alguma barganha em suas viagens. Os dreadlocks ( cabelos enrolados em forma aspiral com o próprio óleo do couro cabeludo ) não são por acaso. Esta forma de usar os cabelos data de muitos e muitos séculos passados e os primeiros a usá-los foram os profetas sagrados indianos que usam assim até hoje.

Em Piratas 1 os cabelos eram castanhos e em Piratas 4 eles já estão bem loiros e queimados de sol, novos adereços foram adicionados e um permaneceu ,sua bandana vermelha. Que é o símbolo dos piratas.

Os dentes são uma história a parte. Johnny adicionou os dentes por conta própria, depois da elaboração do personagem e depois de apresentar o personagem aos chefes executivos da Disney. Sabendo que eles iriam vetar estes dentes, Johnny fez várias próteses. Quando os executivos viram o resultado final, surtaram e Johnny removeu o excesso e acabou conseguindo o que queria. Detalhe: alguns deles são verdadeiros! Alguém já pensou que um dia na vida iria se apaixonar por um sorriso cheio de dentes de ouro e prata??? Só o Cap. Jack para nos fazer mudar de opinião… rs

Além dos dentes de ouro, cabelos de dreadlocks, barba com tranças e contas, tatuagens escondidas ( em Piratas 3 , podemos ver que seu corpo todo é tatuado com o poema Desiderata ) , há muita sujeira pelo corpo todo o que pedia constante manutenção dos maquiadores durantes os intervalos de filmagem. E ainda, com toda esta sujeira ele arranca suspiros na platéia!

Outra maquiagem que merece destaque é a de John Wilmot, o Conde de Rochester em O Libertino. Patti York foi a maquiadora pessoal de Johnny neste trabalho magnífico.

A decadência física devido à doença sifilítica retratada com tanta realidade nos faz pensar na abertura do filme “Eu não quero que vocês gostem de mim.”. Quando ele aparece de surpresa no Parlamento Inglês usando uma prótese de metal no nariz e o rosto coberto um pesado pancake para tentar esconder as feridas, sua maquiagem nos causa repulsa e ao mesmo tempo mostra a forca de seu caráter e sua personalidade indomável.

Para conseguir este efeito das feridas e cicatrizes, a maquiadora usou um tipo de látex liquido próprio para o corpo com muito pancake e ainda usou uma lente de contato esbranquiçada para retratar a cegueira de um dos olhos. Johnny não mediu vaidade neste retrato!

Rango não está aqui por causa da maquiagem. Ele representa toda a mudança, todas as cores que Johnny usa dentro e fora das telas. Nos filmes o camaleão não tem limites e não há vaidade que o impeça de entrar na pele de seu personagem! Fora dos filmes o camaleão se camufla para se esconder e poder ter uma vida mais privada. O Johnny camaleão não sai de sua pele mutante fácil e está sempre nos surpreendendo.

Por fim para concluir esta análise, a maquiagem mais autêntica de todas não é aquela usada por personagem algum. É Johnny Depp em sua essência. Visual boêmio, sedutor rock n’roll. Corajoso e audacioso, ele não se intimida ao mostrar os olhos pintados de kajal. Sua pele uma hora bronzeada para ser um pirata ou um índio, outra pálida como um morto-vivo tem tatuagens que nos faz passar horas encarando o computador para descobrir os seus significados.

Johnny o ator que se transforma para se completar.

53.248 respostas em “Mesmo rosto parte 2 – Quando o personagem se completa.”

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